Horta do Jardim Florence colhe 2,4 toneladas de alimentos e produz 15,2 mil mudas em 2025

A Horta Cultivando, no Jardim Florence, na região do Campo Grande, fechou 2025 com 2.450 quilos de alimentos colhidos e 3.664 quilos de resíduos compostados. O resultado consta do balanço do projeto, divulgado mês a mês ao longo do ano.

 

A iniciativa integra o programa Campinas Solidária e Sustentável. O projeto combina produção de alimentos, educação ambiental e manejo de resíduos. A horta funciona em espaço público, que a equipe usa como laboratório para orientar a implantação de outras hortas comunitárias na cidade.

 

Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, afirma que o resultado reforça a horta como política de território. “A Horta do Florence mostra que segurança alimentar e convivência comunitária podem caminhar juntas. Quando a comunidade participa do plantio, aprende nas oficinas e fecha o ciclo com a compostagem, a cidade ganha em saúde, vínculo social e sustentabilidade”, disse.

 

A horta registrou 20.321 mudas e sementes plantadas ao longo de 2025. A equipe manteve ritmo constante de renovação dos canteiros. A estufa respondeu por 15.278 mudas produzidas. O volume reforça a autonomia do projeto e reduz custos de implantação.

 

A produção de alimentos teve melhores meses em janeiro, com 415,1 quilos, e em abril, com 335,23 quilos. Agosto somou 275 quilos. Julho registrou 253 quilos. Outubro marcou o menor volume, com 75,4 quilos no mês.

 

O manejo sustentável ganhou força na compostagem. A equipe transformou 3,6 toneladas de resíduos em adubo. O último trimestre apresentou maior volume. Outubro somou 525,58 quilos. Dezembro registrou 482,63 quilos. Novembro fechou com 457,78 quilos. Outro indicador agroecológico foi a produção de biofertilizante. O total somou 195 litros no ano. Os registros se concentraram em janeiro, fevereiro, março, outubro e dezembro.

 

A diversidade se destaca no relatório. A horta manteve média de 172 espécies plantadas por mês, com 1.859 registros no ano, e variação entre 160 e 174 espécies ao longo dos meses. O eixo educativo manteve as ações formativas. O projeto realizou 44 oficinas em 2025, com média de quatro por mês. A equipe também recebeu 12 visitas educativas, voltadas à formação e sensibilização ambiental.

 

Vandecleya Moro apontou o potencial de expansão do modelo. Ela afirmou que o piloto ajuda a entender o que funciona na prática, como organização comunitária, formação continuada e parcerias.