Festival Circuito das Águas tem primeira edição em Campinas, com apresentações gratuitas

Campinas recebe, nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, a primeira edição do Festival Circuito das Águas, idealizado pela Real Casa de Babilônia. O evento será realizado no CEU Thaís Fernanda Ribeiro, no bairro São Marcos, com programação gratuita e aberta ao público. O projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas mediante o FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas).
 
 
Na sexta-feira (28/02), as atividades acontecem das 13h às 21h30. No sábado (01/03), o festival será das 14h às 21h30. A participação é presencial, com entrada liberada e sem necessidade de inscrição prévia.
 
 
O Festival Circuito das Águas propõe o encontro entre a cultura ballroom e as tradições afrodiaspóricas, tendo Iemanjá como símbolo de sincretismo, acolhimento e resistência. A programação inclui rodas de conversa sobre axé e identidade de gênero, exposições de artes visuais e oficinas formativas de Capoeira, Vogue Femme, Old Way e Waacking. O primeiro dia se encerra com DJ sets, enquanto o segundo destaca a “Ball das Águas”, com diversas categorias de competição.
 
 
O júri reúne nomes como Félix Pimenta e Danna Lisboa, que também realiza um pocket show de encerramento. O line-up conta ainda com artistas de Campinas e São Paulo, entre eles Tasha Kaiala, Majestade Babilônia, DJ Ray, Fênix Negra de Mandacaru, Pedro Pier, Bianca Lúcia, Dil Vaskes, Katryna Vaskes, Fah Moraes, Suzy Santos e Marcelly Balhe. Participam também as filhas da Casa de Babilônia: Selyna Babilônia, Oorun Babilônia, Kétura Babilônia, Afeni Babilônia e Lewá Babilônia.
 
 
Segundo a organização, o festival busca ampliar a visibilidade de corpos periféricos, negros e trans, fortalecendo a geração de renda local e reafirmando a arte como instrumento de resistência política e valorização do patrimônio cultural imaterial.
 
 
Ballroom é um movimento cultural e político de resistência e acolhimento criado nos anos 1960/70 por pessoas LGBTQIA+ negras e latinas na periferia de Nova York. Focada na expressão de identidade, moda e no estilo de dança vogue, a cultura se organiza em Houses (casas) que competem em bailes (balls).