Escolas municipais fortalecem luta antirracista com comissões para promover equidade e diversidade

As escolas municipais de Campinas fortaleceram a luta antirracista em 2026 com a atuação de comissões locais para garantir prevenção, acolhimento e encaminhamento de eventuais denúncias. O Protocolo Antirracista da Secretaria de Educação (Pasmec) foi criado em meados do ano passado para promover a equidade e a diversidade étnico-racial na rede.

Os integrantes dos grupos receberam formações para acolhimento às vítimas, fluxos de notificação às autoridades competentes e acompanhamento do desenvolvimento dos casos. O objetivo é ampliar a proteção aos alunos, famílias e profissionais das unidades que sejam negros, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, ciganos e migrantes.

Cada escola tem pelo menos um profissional de referência por período de trabalho. Além disso, as escolas também elaboraram planos de atuação, conforme previsão no protocolo, e que seguem as diretrizes da Secretaria Municipal de Educação. Os projetos também consideram as características de cada unidade, entre elas, quadro de profissionais, número de estudantes e perfil da região, para elaboração de ações educativas preventivas ou necessárias após eventuais situações em que exista suspeita ou prática de racismo. 

“Neste momento, mais de 90% das escolas já estão com todos os planejamentos individuais concluídos, enquanto algumas estão concluindo apenas ajustes finais, mas todas orientadas sobre o Protocolo Antirracista. O resultado é bastante satisfatório porque envolveu toda a rede e demonstra que Campinas tem compromisso com a equidade e a diversidade”, explicou a supervisora educacional do Departamento Pedagógico, Tania Maria Ximenes.

A secretaria possui protocolo de atendimento integrado entre comunidade escolar, forças de segurança e equipamentos municipais, com foco na proteção das pessoas.

“A formação das comissões foi mais um passo muito importante para qualificarmos a educação antirracista na cidade, um dos compromissos do nosso plano pedagógico. É importante a conscientização e fazer com que as crianças e adolescentes, com suas respectivas famílias, além de todos os profissionais da rede municipal, saibam e reconheçam que as escolas são ambientes comprometidos integralmente com o respeito”, explicou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.

Em fevereiro deste ano, a Educação recebeu do Ministério da Educação uma placa do Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. A peça simboliza a certificação recebida pelo Município no fim de 2025 em virtude das práticas antirracistas implementadas no ensino da rede, incluindo programas, formações e o ensino da história e da cultura afro-brasileira.