Dário entrega a ministra estudo técnico que credencia Campinas a receber supercomputador
O prefeito de Campinas, Dário Saadi, entregou nesta segunda-feira, 18 de maio, à ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, um estudo técnico que demonstra a capacidade da cidade para receber o futuro supercomputador brasileiro. A pasta entregue também inclui cartas de apoio de 90 instituições em defesa da instalação na metrópole.
O projeto do supercomputador integra o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) e tem investimento estimado em R$ 1,8 bilhão. Ele deverá ser utilizado em aplicações de inteligência artificial, previsão climática, desenvolvimento de medicamentos e simulações complexas.
Dário entregou os documentos durante a inauguração do Laboratório Aberto de Caracterização de Materiais (LAmat), no Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer. Caso Campinas seja escolhida para receber o supercomputador, o local indicado é o CTI.
“Essa candidatura foi construída com todo o ecossistema de inovação de Campinas, com apoio de lideranças. A gente sabe que é uma decisão que tem as características técnicas e que o MCTI [Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação] prima por esse rigor técnico, e a gente acredita que Campinas tem as condições”, disse o prefeito de Campinas durante a cerimônia.
Durante a manhã, Dário também já havia feito o pedido durante agenda com o presidente Lula.
Custeio da energia pelo Município
A contrapartida do Município seria o custeio da energia consumida pelo supercomputador. Uma minuta (versão preliminar) de projeto de lei que oficializa essa contrapartida também foi incluída na pasta entregue à ministra.
A secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, destacou que a instalação em Campinas é apoiada por institutos de tecnologia, universidades, parques tecnológicos e empresas.
“A gente tem essa capacidade de ter energia, mas a gente também tem uma capacidade importante de ter pesquisadores. Você precisa de mão de obra. E também há a questão de ter fibra óptica, de contar com a rede de dados. Também é preciso considerar que eles queriam uma área que fosse reta, e esse território é totalmente plano”, acrescentou Adriana.