Campinas promove ações em serviços de acolhimento para orientar sobre alimentos ultraprocessados

O Setor de Nutrição e Educação Alimentar e Nutricional do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional promoveu, em março, atividades educativas sobre alimentos ultraprocessados em serviços de acolhimento de Campinas. As ações foram conduzidas pela nutricionista Natalya Borges e pelo chef Matusalém Paracelso, com a participação de 22 pessoas em quatro encontros.

As atividades envolveram crianças e educadores do Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente (CMPCA), adultos acompanhados pela Residência Inclusiva Renascer, além de manipuladores de alimentos e crianças acolhidas no Abrigo Sara M.

“A assistência social também se constrói com ações de prevenção e promoção da saúde. Ao aproximar os usuários e as equipes de informações práticas sobre alimentação, Campinas reforça seu compromisso com o cuidado integral nos serviços de acolhimento”, afirmou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social.

Durante os encontros, os participantes receberam orientações sobre as transformações que os alimentos passam antes de chegar ao consumo. A proposta foi apresentar, de forma simples, como o grau de processamento pode influenciar a qualidade da alimentação e a saúde.

De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, os alimentos são classificados em quatro grupos: in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Os alimentos in natura, como frutas, hortaliças, ovos, leite fresco e carnes frescas, são indicados como base da alimentação saudável. Já os minimamente processados, como arroz, feijão, grãos, farinhas e leite pasteurizado, também são considerados opções adequadas para o dia a dia.

Os alimentos processados, como conservas, queijos, pães tradicionais e frutas em calda, devem ser consumidos com moderação. Já os ultraprocessados, como refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo e embutidos, devem ser evitados, segundo a orientação do guia, por estarem associados ao aumento do risco de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e outras comorbidades.

Além das explicações teóricas, as atividades incluíram o preparo de receitas saudáveis de hambúrguer e bebida gaseificada, além da produção de cartazes informativos. A proposta foi mostrar que escolhas alimentares mais saudáveis podem fazer parte da rotina de forma prática, com valorização da comida de verdade e de preparações caseiras.

As ações de Educação Alimentar e Nutricional integram a Política de Segurança Alimentar e Nutricional e, em Campinas, são desenvolvidas por equipes intersetoriais e multiprofissionais. Segundo o departamento, essas iniciativas contribuem para a prevenção e o controle de doenças crônicas não transmissíveis e deficiências nutricionais, além de incentivar a alimentação saudável, a valorização da cultura alimentar, o combate ao desperdício e a sustentabilidade.