Campinas inicia imunização contra o VSR nesta segunda, 9, em público pré-definido
A Secretaria de Saúde de Campinas deu início nesta segunda-feira, 9 de março, à imunização de bebês prematuros menores de 6 meses e crianças com comorbidades menores de 2 anos contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite e pneumonia grave nos primeiros anos de vida.
A imunização acontece nos Centros de Saúde (CSs) e maternidades conveniadas da Prefeitura. A distribuição das doses é nominal, por meio de convocação. Responsáveis cujas crianças se enquadram no público eletivo devem procurar o CS de referência para avaliação do caso. O imunizante utilizado é o nirsevimabe, anticorpo monoclonal incorporado ao SUS pelo Ministério da Saúde.
O VSR é responsável pela maioria dos casos de bronquiolite e pneumonias em crianças menores de 2 anos. Em 2025, Campinas registrou 1.188 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo vírus, sendo a maioria em bebês menores de 1 ano, com 14 óbitos no período.
“O nirsevimabe chegou ao SUS para reduzir as internações e os casos graves nessa faixa etária, e hoje começamos a colocar isso em prática em Campinas. Orientamos as famílias que ainda não foram contatadas a procurem o Centro de Saúde de referência com a documentação da criança para que a equipe possa avaliar o caso”, orienta Chaúla Vizelli, coordenadora do Programa de Imunização de Campinas.
Quem tem direito ao nirsevimabe?
O imunizante é indicado para bebês prematuros menores de 6 meses de idade e crianças com comorbidades menores de 2 anos que se enquadrem em um dos dois grupos a seguir:
– Bebês prematuros: fazem parte do público todas as crianças nascidas com até 36 semanas e 6 dias de gestação, independentemente do peso e do histórico de vacinação da mãe contra o VSR.
– Crianças com comorbidades: têm direito ao imunizante crianças menores de 2 anos de idade portadoras de cardiopatia congênita, broncodisplasia pulmonar, imunocomprometimento grave (inato ou adquirido), Síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular ou anomalias congênitas das vias aéreas.
Como funciona a distribuição?
A distribuição do imunizante contra o VSR é feita de forma nominal e controlada, conforme definição do Ministério da Saúde. Isso significa que o imunizante não estará disponível à pronta entrega nos CSs.
– Famílias já contatadas pelos agentes de saúde devem comparecer ao CS indicado na data e horário informados no contato, levando a caderneta da criança e os documentos solicitados. O imunobiológico estará disponível para essa família.
– Famílias não contatadas, mas com bebê elegível, devem procurar o CS de referência do seu território, levando a caderneta de pré-natal ou laudo médico que comprove a condição da criança. Sendo confirmado o critério de elegibilidade, a unidade solicitará o insumo e entrará em contato para agendar a aplicação.
Os endereços e horários dos Centros de Saúde estão disponíveis em https://campinas.sp.gov.br/sites/vacina/.
Bebês e crianças internados nas maternidades
As maternidades conveniadas ao SUS em Campinas receberão um quantitativo limitado de doses. Cada unidade fará o mapeamento dos bebês internados que estejam dentro dos critérios de elegibilidade para imunização ainda durante a internação.
– Para os bebês que receberem alta antes da aplicação, a família deve procurar o Centro de Saúde de referência levando a caderneta de pré-natal ou laudo médico e seguir o fluxo descrito acima.
– Os hospitais que contarão com o imunobiológico são: Maternidade de Campinas, Hospital da Mulher (Caism) e maternidade do Hospital da PUC.
Proteção que começa antes do nascimento
Campinas também oferta a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Os anticorpos produzidos pela mãe são transferidos ao bebê durante a gestação, garantindo proteção nos primeiros e mais críticos meses de vida, período em que o risco de complicações pelo vírus é mais elevado.
Para gestantes, a vacina está disponível em todos os Centros de Saúde e não é necessário realizar agendamento.
Prevenção no dia a dia
Além da imunização, a Secretaria de Saúde orienta que as famílias adotem medidas simples de prevenção: lavar as mãos com frequência, manter os ambientes ventilados, evitar aglomerações com o bebê e usar máscara em caso de sintomas respiratórios.