Campinas é a metrópole tricampeã no ranking do saneamento brasileiro

Campinas é a cidade tricampeã em saneamento (2024, 2025 e 2026), de acordo com o ranking de 2026 publicado nesta quarta-feira, 18 de março, pelo Instituto Trata Brasil. A metrópole recebeu nota 10 nos quesitos “Nível de Atendimento”, “Melhoria do Atendimento” e “Nível de Eficiência” avaliados pelo instituto. No ano passado, Campinas foi a campeã nacional do saneamento, quando recebeu as mesmas pontuações e se destacou em primeiro lugar.

“O tricampeonato de Campinas no ranking do Instituto Trata Brasil mostra que planejamento, investimento contínuo e gestão responsável fazem a diferença na vida das pessoas. Universalizamos o saneamento com antecedência e seguimos avançando com inovação e eficiência para garantir qualidade de vida hoje e preparar a cidade para os desafios do futuro”, diz o prefeito Dário Saadi.

“Quando o compromisso é sério, a nota 10 se repete. Em 2021, o prefeito Dário Saadi foi claro ao colocar o saneamento e a preparação da cidade para as mudanças climáticas como objetivos da Sanasa. Esse tricampeonato é o reconhecimento dessa visão do prefeito, do trabalho dos empregados da Sanasa e dos investimentos realizados para alcançarmos os objetivos traçados”, completa Manuelito Magalhães Júnior, presidente da Sanasa.

Em relação ao investimento por habitante empregado pelas capitais brasileiras, se Campinas fosse uma capital apareceria em 4º lugar nesse quesito do ranking. Foram investidos R$ 204,46 por pessoa em 2024 – ano base do relatório do ITB, que utiliza dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), do Ministério das Cidades. Significa que, em um ano, foram aplicados R$ 1,2 milhão na melhoria dos serviços de saneamento do município que já foram universalizados em 2023, dez anos antes do prazo previsto pelo Marco Legal do Saneamento Básico.

Hoje, a cidade segue com um dos melhores indicadores do Brasil: faz o atendimento de 99,95% da população urbana com água tratada de qualidade e com regularidade; tem 97,14% da população atendida com esgoto coletado e afastado e 94,30% desse volume, tratado.

O índice de perdas na distribuição figura entre um dos mais impressionantes do país: em novembro de 2025 estava em 15,5%, graças ao trabalho de troca de 500 km de redes antigas por novas, fabricadas em polietileno de alta densidade (PeAD), realizado nos últimos cinco anos, e ao uso de inteligência artificial para evitar vazamentos nas redes.

Para efeito de comparação, os dados divulgados pelo Trata Brasil revelam que a média nacional de atendimento populacional urbano com água tratada é de 84,1%; esgoto coletado e afastado, 56,7%; e de esgoto tratado, 51,8%. Em relação ao índice de perdas na distribuição, o estudo apurou que, em nível nacional, 39,5%, ou seja, de cada 100 litros produzidos de água tratada, quase 40 são perdidos pelas redes de distribuição entre as estações de tratamento até as casas dos consumidores.