"Campinas Diversa" celebra arte, representatividade e ocupação cultural no Mês do Orgulho LGBTQIA+
May 29, 2026
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Campinas recebe, do final de maio ao mês de junho, a programação do Campinas Diversa, série de ações que promovem arte, representatividade, diversidade e ocupação cultural. As iniciativas dialogam com a importância do Dia Mundial do Orgulho LGBTQIA+, celebrado internacionalmente em 28 de junho, data que simboliza a luta por direitos e visibilidade da comunidade LGBTQIA+.
Dentro da programação, as atividades evidenciam a força histórica e cultural de diferentes territórios da cidade ligados à pauta LGBTQIA+, fortalecendo a presença da comunidade e a ocupação dos espaços públicos. Um exemplo é a Parada do Orgulho LGBT+ do Padre Anchieta, que chega à sua sétima edição neste domingo, 31 de maio.
A programação também integra as ações do Mês da Diversidade em Campinas, período marcado por atividades culturais, educativas e de mobilização social que culminam na 26ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de Campinas, no dia 28 de junho.
Ao longo do próximo mês, Campinas receberá shows, teatro, atividades culturais, ações formativas, gincana, arraial temático e eventos em espaços públicos, fortalecendo o compromisso da cidade com a valorização da diversidade.
A secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, destacou a importância de ações culturais voltadas à diversidade durante o mês de junho. “O Campinas Diversa reafirma o compromisso da cidade com o respeito, a inclusão e a valorização das diferentes identidades. A cultura é um espaço de encontro, pertencimento e expressão, e dedicar o mês de junho a essa programação é reconhecer a importância da diversidade para a construção de uma cidade mais acolhedora”, afirmou.
A Associação da Parada e Apoio LGBT+ de Campinas é responsável pela realização de diversos eventos no mês, dentre os quais a Gincana da Diversidade, o Arraial da Diversidade, o Big Juice e a 26ª Parada do Orgulho LGBT+ de Campinas. Segundo o presidente da entidade, Douglas Holanda, a programação busca ampliar a mobilização da comunidade e fortalecer o debate sobre direitos e representatividade. “Durante o Mês da Diversidade, buscamos continuar motivando os cidadãos a se envolver, articular e buscar melhorias para a comunidade LGBT+ local. Apesar dos avanços já alcançados, ainda há uma longa batalha pela igualdade, equidade e visibilidade”, destacou.
O Campinas Diversa também reforça a valorização dos equipamentos culturais da cidade. O primeiro evento é o espetáculo “Homem que é Homem Não Chora” neste sábado, 30 de maio, no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes, no Cambuí. A peça terá meia-entrada destinada à comunidade LGBTQIA+ mediante autodeclaração, ampliando o acesso do público às atividades culturais.
Catto e Assucena celebram a música brasileira no Centro de Convivência
Um dos principais destaques do Campinas Diversa será o espetáculo “Catto e Assucena: uma celebração da música brasileira feita por mulheres”, realizado no dia 14 de junho, domingo, no Teatro de Arena do Centro de Convivência Cultural de Campinas. A atividade gratuita é promovida pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo em parceria com o Programa Difusão Cult SP, do Governo do Estado de São Paulo, e a Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão, Esporte e Cultura da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), como parte das comemorações dos 60 anos da instituição.
A programação começa às 18h com o show de abertura “Wrany & Granadeiro”, seguido, às 19h, pela apresentação de Catto & Assucena. O encontro reúne duas das vozes mais marcantes da música contemporânea brasileira em um espetáculo que celebra diversidade e grandes referências femininas da canção nacional. O repertório reúne canções autorais e releituras de nomes como Alcione, Gal Costa, Maria Bethânia, Marina Lima e Rita Lee.
As cantoras destacam que o espetáculo também representa um espaço de afirmação e celebração das identidades trans na arte brasileira. “Esse encontro é sobre celebrar as mulheres que nos inspiraram e abriram caminhos, mas também sobre a força do que representamos como artistas trans, celebrando nossas existências como criadoras de linguagem e de expressão artística. É uma forma de unir nossas vozes e transformar o palco em espaço de festa e afirmação”, afirmaram.