Campinas celebra 25 anos do Cadastro Único com foco em inclusão, acolhimento e acesso a direitos
A comemoração dos 25 anos do Cadastro Único, realizada na tarde desta sexta-feira, 10 de abril, na Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor (EGDS), resgatou a trajetória do serviço em Campinas e destacou uma ideia comum entre as gestoras que participaram do encontro: a inclusão social não se faz apenas com sistema, formulário ou rotina administrativa, mas com presença, escuta e garantia de acesso a direitos.
A atividade foi organizada pela Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social e reuniu equipes da IMA e da pasta que atuam diretamente na execução da política pública. O evento também reforçou o papel estratégico do CadÚnico como base para benefícios sociais, para o planejamento da gestão e para o enfrentamento da pobreza.
Ao abordar o tema “Quando a política pública chega, a vida muda”, a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro, destacou que o Cadastro Único é uma ferramenta de inclusão porque abre portas para direitos e porque o atendimento prestado pelas equipes representa acolhimento e presença do Estado. “Nesse espaço, o cuidado ultrapassa o atendimento e se transforma em presença real na vida das pessoas”, destacou. Ao mencionar os lares unipessoais e as visitas domiciliares, Vandecleya reforçou que incluir também é garantir que ninguém seja invisível para a política pública. “Chegando a cada casa, garantindo que ninguém seja esquecido. Especialmente quem vive sozinho nos lares unipessoais.”
A secretária também relacionou o trabalho das equipes a trajetórias concretas de transformação social. Ao agradecer aos profissionais do cadastro, afirmou que a função exercida por eles vai além do preenchimento de informações. “Vocês não fazem só um cadastro. Vocês abrem portas para os direitos, vocês abrem portas para a comunidade.”
Em Campinas, o Cadastro Único reúne atualmente 142.420 famílias. Desse total, 91.541 têm renda de até um salário mínimo, o que evidencia a centralidade do instrumento para a proteção social no município. Além de permitir o acesso a programas como Bolsa Família, Tarifa Social de Energia Elétrica e Benefício de Prestação Continuada, o cadastro também orienta decisões da gestão pública local e ajuda a mapear situações de exclusão e vulnerabilidade.
A atualização cadastral deve ocorrer a cada dois anos ou sempre que houver mudança na composição ou na condição da família. Nos casos de famílias unipessoais, a validação por visita domiciliar tem sido priorizada como estratégia de controle e prevenção de fraudes. Na prática, isso também significa qualificar a base de dados para que os benefícios cheguem a quem realmente precisa e para que grupos vulneráveis não fiquem fora da rede de proteção.