Campinas apresenta Plano Local de Ação Climática em encontro sobre calor extremo em Brasília

A criação do Plano Local de Ação Climática (PLAC) de Campinas é um dos destaques do 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes – Enfrentando o Calor Extremo com Soluções Baseadas na Natureza, realizado nesta sexta-feira, 8 de maio, em Brasília. O evento, que teve início ontem (7), é promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério das Cidades, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e COP30.

Campinas é representada pela equipe técnica da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), liderada pela secretária-adjunta Marcela Pupin.

Pupin foi uma das painelistas do debate “Planejamento Local de Ação para o Calor”, que abordou estudos de caso e experiências práticas de municípios e estados brasileiros. Ela apresentou, no Plenário 1 da Câmara dos Deputados, a experiência de Campinas na elaboração e implantação do PLAC, documento estratégico lançado pela Prefeitura em 2024 para orientar as ações de enfrentamento às mudanças climáticas até 2050.

O PLAC tem como objetivos reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a resiliência da cidade diante de eventos climáticos extremos.

“Campinas está na vanguarda da integração entre ação climática e gestão pública no Brasil, com uma visão clara para 2050: tornar-se uma cidade sustentável, resiliente, inclusiva e de baixo carbono. O Plano Local de Ação Climática estrutura essa agenda em cinco eixos estratégicos, com 20 ações e 96 subações. Nós aproveitamos a janela estratégica da elaboração do PPA 2026-2029 para garantir que as prioridades climáticas entrassem nos instrumentos oficiais de planejamento”, destaca a secretária-adjunta.

Também participaram do painel Daniela Mueller de Lara, coordenadora da Assessoria do Clima do Governo do Estado do Rio Grande do Sul; Winnie Alice Gomes, engenheira ambiental e sanitarista da Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal da Prefeitura de Salvador (BA); e Cibele Assmann, gerente de Inovação da Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano da Prefeitura de Florianópolis (SC).

PCVR

 

O 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes tem como objetivo apoiar os municípios na integração do calor extremo ao planejamento urbano e climático local. A programação inclui debates sobre as etapas essenciais para o planejamento local de ação para o calor, além de exemplos de integração do tema em políticas urbanas e climáticas municipais.

Na sequência, os representantes de cidades e estados apresentarão estudos de caso, compartilhando experiências, aprendizados e desafios enfrentados na construção desses planos. O encontro também prevê uma sessão interativa para troca de experiências entre painelistas, especialistas e participantes.

Contexto

O 3º Encontro Nacional do Programa Cidades Verdes Resilientes (PCVR) é um espaço de articulação federativa e intercâmbio técnico voltado aos desafios climáticos mais urgentes da atualidade, com foco no calor urbano extremo.

O tema está alinhado às agendas nacionais e internacionais de adaptação climática e resfriamento sustentável. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, os últimos 11 anos foram os mais quentes já registrados. No Brasil, os episódios de calor extremo têm se tornado mais frequentes, intensos e prolongados, pressionando sistemas energéticos, serviços essenciais e a infraestrutura urbana, além de ampliar desigualdades e riscos socioambientais.

Nesse cenário, as cidades estão na linha de frente dos impactos climáticos. As Soluções Baseadas na Natureza (SbN) têm papel estratégico na redução das temperaturas urbanas, na melhoria da qualidade ambiental, na promoção da saúde urbana e no fortalecimento da resiliência, especialmente em áreas mais vulneráveis.