Campinas adere a programa do Ministério da Saúde para mapear custos e melhorar serviços do SUS
A Secretaria de Saúde de Campinas passou a integrar, a partir desta terça-feira, 5 de maio, o Programa Nacional de Gestão de Custos (PNGC) do Ministério da Saúde. Durante três dias, gestores da pasta participam de uma capacitação conduzida por apoiadores do programa federal, com foco na metodologia de apuração de custos em saúde. A implementação efetiva do sistema está prevista para julho deste ano, com início pela atenção primária.
O PNGC oferece metodologia padronizada para que estados e municípios apurem quanto custam seus serviços de saúde por unidade, setor e procedimento. A ferramenta permite ao gestor embasar decisões como a ampliação de serviços e alocação de recursos no SUS Municipal.
Para o secretário de Saúde de Campinas, Lair Zambon, a gestão de custos vai além do controle financeiro. “A visualização dos custos é fundamental na gestão pública. Isso traz uma melhoria dos serviços do ponto de vista da tomada de decisão”, afirmou.
Campinas optou por iniciar a implementação pela atenção primária, passando, em etapas seguintes, para a atenção secundária e saúde mental. Rosemary Moscon, diretora do Departamento de Auditoria, Controle e Tecnologia (Dact), explicou o impacto esperado. “A partir da contabilidade de custos, vamos saber exatamente quanto a saúde de Campinas custa de verdade para além do controle das despesas. Com essa ferramenta conseguiremos expandir e qualificar ainda mais a gestão da Saúde”, disse.
O programa está presente em 18 secretarias estaduais e cerca de 30 secretarias municipais de saúde em todo o país. Ricardo Sales, apoiador de custos do PNGC, ressaltou a diferença da metodologia adotada. “Ela busca absorver o maior número de informações geradas numa unidade de saúde, tanto de custo quanto de produção, e permite análise crítica dos resultados de acordo com cada realidade”, explicou.