Campanha “21 Dias de Ativismo Contra o Racismo” segue até 23 de março
A campanha “21 Dias de Ativismo Contra o Racismo”, promovida pelo Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas (CDPCNC), em parceria com o Centro de Referência em Direitos Humanos para Prevenção e Combate ao Racismo e à Discriminação Religiosa, segue até 23 de março com objetivo de promover reflexão, diálogo e conscientização sobre o racismo estrutural e suas consequências na sociedade.
“Nossa proposta é promover essa reflexão a partir da leitura de escritoras e escritores negros da cidade, que são essenciais para a compreensão do racismo que está em todas as estruturas”, comentou Marcela Reis, presidente do CDPCNC.
As indicações de leitura estão sendo publicadas diariamente no Instagram do Conselho (https://www.instagram.com/conselho_comunidadenegra_cps). Já estão disponíveis “Etnicidade, Gênero e Educação: A trajetória de vida de Laudelina de Campos Mello”, de Elisabete Aparecida Pinto; e “Elesbão”, do pesquisador Valdir Oliveira, que resgata uma história marcante da cidade de Campinas e da violência do período escravocrata no Brasil.
Outros títulos que divulgados nos próximos dias:
Brasil Tumbeiro, de Mário Aranha
Giras e Identidade Negra: narrativas da emancipação, de Vanessa Dias
Entre ruas e sonhos, de Israel Moreira
Educação antirracista: infância, resistência e combate ao racismo, organizado por Solange Elizabeth Pereira da Silva, Claudia Garcia Costa e Ana Paula Galante Martinhoga
Mais do que um calendário simbólico, a campanha busca mobilizar a sociedade para reconhecer o racismo como um problema estrutural e reforçar o compromisso coletivo com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e antirracista.
Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial
A escolha desse período está ligada ao 21 de março, data reconhecida internacionalmente como o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, criado em memória das vítimas do Massacre de Sharpeville, ocorrido em 1960, na África do Sul, quando pessoas negras foram assassinadas durante um protesto contra leis racistas do regime do apartheid.