Ambulatório de especialidades do Ouro Verde mais que dobra número de atendimentos em quatro anos

O número de atendimentos no ambulatório de especialidades Complexo Hospitalar Prefeito Edvaldo Orsi (Hospital Ouro Verde), em Campinas, mais que dobrou nos últimos quatro anos. Oftalmologia, otorrinolaringologia e consultas pré-operatórias estão entre as áreas que tiveram elevação na produtividade.

Entre 2022 e 2025, o aumento foi de 109,9%, com altas sucessivas ao longo do período. Veja a seguir:

2022: 54.112 atendimentos

2023: 88.482

2024: 96.522

2025: 113.590

2026 (janeiro): 9.428

Segundo a diretora técnica do Ouro Verde, Cynthia Herrera, o aumento se deve a um conjunto de ações de retomada pós-pandemia da Covid-19. 

“Os valores atuais estão próximos dos praticados nos anos anteriores à pandemia”, observou. Segundo ela, a demanda por vagas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para a primeira avaliação aumentou em decorrência do represamento de demanda provocado durante a crise sanitária da Covid-19. 

“Portanto, em 2023, foi necessário planejar ações de retomada progressiva, sendo uma das ações o aumento da agenda de casos novos de oftalmologia geral. O mesmo foi feito com a otorrinolaringologia. Adicionalmente, com a retomada da produção cirúrgica eletiva pós-pandêmica, houve o natural aumento das consultas pré-operatórias”, acrescentou. 

A diretora explicou que, para absorver a demanda, houve direcionamento de vagas de algumas subespecialidades de oftalmologia e otorrinolaringologia que estavam menos sobrecarregadas.

Estabilidade na “porta aberta”

Diferente do ambulatório, o atendimento “porta aberta” (pronto-socorro) teve variações menores no período. Entre 2024 e 2025, o aumento foi de 9,6%. Já na comparação entre 2022 e 2025, os dados ficaram estáveis: de 179.538 para 179.987, uma elevação de 0,25%.

“A porta de urgência nunca parou, nem na pandemia. Pelo contrário, se manteve sempre cheia. Por isso, não se observou o mesmo aumento de recuperação pós-pandêmica que ocorreu nos ambulatórios”, apontou Cynthia. 
De acordo com a diretora, a tendência é de estabilidade neste cenário.