Abordagem social soma mais de 2,5 mil registros em 2026 e mantém atuação intensa nas ruas de Campinas
O Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua manteve atuação intensa em Campinas entre os dias 6 e 10 de abril, com presença em diferentes regiões da cidade e ações voltadas à proteção social, ao acesso a direitos e ao encaminhamento para a rede pública. O trabalho envolveu abordagens no território, atendimentos em sede, buscas ativas, articulações intersetoriais e encaminhamentos para serviços de saúde, assistência social e documentação civil.
Atuação da semana reforça a continuidade de uma política pública que, desde o início de 2026, vem combinando presença cotidiana nos territórios com acompanhamento técnico e integração com diferentes serviços municipais e da rede de apoio.
Na região Central, onde se concentra a maior demanda, foram registradas 145 abordagens no território e 58 atendimentos em sede ao longo da semana. As equipes realizaram encaminhamentos para centro de saúde, Poupatempo, Cadastro Único, cartório de registro civil, cartório eleitoral, CAPS AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), Centro POP Sares e Samim, o albergue municipal. Também houve contatos com familiares, fornecimento de vale-transporte, atendimento a solicitações do 156 e acompanhamento de casos em articulação com a rede socioassistencial. O período incluiu ainda atualizações no SIG-M (Sistema Integrado de Governança Municipal), plataforma utilizada para registrar atendimentos e organizar informações da gestão pública.
Nas demais regiões da cidade, o trabalho também se manteve contínuo. Na região Sul, foram 30 abordagens, 12 articulações e seis buscas ativas, com inserções em instituição de acolhimento, acompanhamentos ao CAPS AD e à UPA (Unidade de Pronto Atendimento), além de encaminhamentos para Cadastro Único, cartório, centro de saúde e Poupatempo. No Entorno do Centro, houve 26 abordagens e oito atendimentos em sede, com discussões de caso junto a serviços como Samim, CnaR (Consultório na Rua), CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) e Centro POP Sares, além de acompanhamentos para higienização, retirada de documentação e acesso à saúde.
Na região Norte, o serviço registrou nove abordagens e sete atendimentos. No Leste, foram oito abordagens e três atendimentos em plantão. No Sudoeste, houve plantão em sede, busca ativa, articulação intersetorial, atendimento de solicitações e apoio para retirada de documentação. No Noroeste, as equipes realizaram abordagens, atuaram na regularização de CPF e participaram de discussões de caso com a rede.
Os dados mostram que a atuação da abordagem social vai além do contato inicial com a população em situação de rua. O serviço opera como ponte entre usuários e a rede pública, com ações voltadas à reconstrução de vínculos, à viabilização de documentos e à aproximação de políticas de saúde, assistência e cidadania.
“O serviço atua para encaminhar pessoas à rede pública, reconstruir vínculos, viabilizar acesso a documentos e aproximar usuários de políticas de saúde, assistência e cidadania”, destacou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social.
A semana de 6 a 10 de abril expressa essa dinâmica em diferentes frentes, desde a escuta no território até o acompanhamento direto em equipamentos públicos.
Balanço do ano
Com a incorporação da semana de 6 a 10 de abril, o Serviço de Abordagem Social soma, em 2026, 2.548 registros, entre abordagens no território e atendimentos em sede no município. A região Central concentra o maior volume de trabalho, com 1.554 abordagens de rua e 228 atendimentos em sede. Em seguida aparecem a região Sul, com 373 abordagens e 72 atendimentos em sede, e o Entorno do Centro, com 310 abordagens no território e 47 atendimentos em sede.
O levantamento também mostra atuação contínua nas regiões Noroeste, Norte, Leste e Sudoeste, o que evidencia presença territorial permanente e resposta ajustada às características de cada área da cidade.
Ao longo de 2026, o serviço manteve ritmo constante de atuação, com semanas de maior volume de registros. Entre 19 e 23 de janeiro, foram 299 atendimentos. Entre 5 e 9 de janeiro, 285. Já no período de 12 a 16 de janeiro, foram 266. Mesmo fora desses picos, a demanda permaneceu elevada, o que reforça o caráter contínuo do trabalho realizado pelas equipes.
Uma das principais frentes da abordagem social neste ano tem sido a garantia de documentação civil, etapa decisiva para o acesso a direitos e políticas públicas. O serviço registrou encaminhamentos para emissão de RG (Registro Geral) e CIN (Carteira de Identidade Nacional), retirada de certidões via CIC (Centro de Integração da Cidadania), atendimento junto ao IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt), agendamentos em cartórios e articulações com Junta de Serviço Militar e cartório eleitoral. Sem documentação, a entrada em benefícios sociais e outros serviços públicos muitas vezes fica bloqueada.
A assistência social e o acolhimento também seguem como eixos centrais da atuação. Até 10 de abril, o balanço contabilizava encaminhamentos para o Cadastro Único, ações ligadas ao Centro Pop, acompanhamento ao Samim, fornecimento de vale-transporte, recâmbios e encaminhamentos para o Cartão Nutrir. O levantamento também aponta articulações com serviços de trabalho e renda, como o CPAT (Centro Público de Apoio ao Trabalhador), além de orientações sobre a Carteira Nacional do Artesão.
Na área da saúde, o serviço também atua como elo entre a população em situação de rua e a rede pública. O consolidado de 2026 registra articulações com o Consultório na Rua, nove encaminhamentos ao CAPS AD, contatos com UBSs (Unidades Básicas de Saúde), pronto atendimento, acionamentos do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e acompanhamentos hospitalares.
A rede de proteção social também integra de forma decisiva essa estratégia. Houve contatos com familiares, encaminhamentos para a Defensoria, INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), CAEF (Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família), além de discussões de caso com CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
“O trabalho do Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua revela uma política pública baseada em presença cotidiana, leitura dos territórios, articulação intersetorial e reconstrução de acessos para uma população marcada por alta vulnerabilidade social. Em várias dessas frentes, a atuação dialoga também com OSCs, as Organizações da Sociedade Civil, que compõem a rede de apoio e ampliam a capacidade de atendimento no território”, concluiu Vandecleya Moro.