Solidariedade: prefeito doa sangue e incentiva a população a fazer o mesmo, no fim do ano
O prefeito Dário Saadi reservou um momento da sua agenda na manhã desta terça-feira, dia 16 de dezembro, para um gesto de amor e solidariedade: doar sangue. Ele chegou ao posto de coleta do Hemocentro da Unicamp, que está localizado no Hospital de Amor, por volta das 11h, e foi rapidamente atendido, como todos os doadores que estavam no local: fez a ficha, mediu a pressão e temperatura e passou pela triagem antes da doação de seu sangue, tipo A positivo.
Doar sangue é um hábito que o prefeito mantém há mais de uma década, e recomenda. “Fiz questão de doar no fim do ano, porque é o período em que as doações tradicionalmente são menores, porque as pessoas estão mais ligadas nas festividades e viagens de fim de ano, e por coincidência, esta é a época de maior necessidade nos hospitais”, afirmou.
Segundo Dário, nesta época acontece um aumento do número de traumas e sinistros de trânsito. “Sou médico urologista e trabalhei muito tempo no hospital Mário Gatti. Sei como a falta de sangue afeta o atendimento, principalmente para o paciente que passa por cirurgia e precisa de sangue em casos de urgências e emergências, e também para a equipe médica, que tem que lidar com o baixo estoque de sangue dos hospitais. Quero pedir que as pessoas também doem, porque é um gesto de amor e solidariedade que todos podem fazer no final do ano, um período que inspira a demonstração de amor ao próximo”, incentivou.
Desafio de manter o estoque
Segundo dados do Hemocentro da Unicamp, a meta é coletar semanalmente 1.375 bolsas de sangue, mas nas últimas semanas, a média de coletas está em torno de 1.100 bolsas, uma queda de 20%. Os estoques do tipo sanguíneo O positivo e O negativo – que são doadores universais – estão em níveis críticos.
Tamuana Ruzza Nalin, enfermeira supervisora do posto de coleta de sangue do Hospital de Amor, reforça a necessidade da doação nesta época do ano. “É quando existe um maior número de carros em viagens e, consequentemente, quando acontecem mais sinistros de trânsito, o que requer mais sangue. E os estoques mais baixos são um desafio enfrentado desde a pandemia. A gente nunca sabe quando vamos precisar ou quando alguém próximo vai ter necessidade, por isso doar é um ato de caridade e solidariedade”, explicou.
Segundo a enfermeira, o tipo sanguíneo mais comum na população brasileira é o A positivo, mas ela ressalta que todos os tipos de sangue são importantes para a doação porque mantêm os estoques renovados e adequados. O Hemocentro da Unicamp atende mais de 40 cidades com a distribuição do sangue e hemoderivados.