Oito vidas salvas: mortes no trânsito em Campinas caem mais de 5% em 2025

Oito vidas salvas em vias urbanas e rodovias, três delas na avenida John Boyd Dunlop. Estes e outros índices de óbitos no trânsito foram apresentados durante o lançamento virtual do Maio Amarelo 2026, realizado pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) nesta terça-feira, 5 de maio. Em 2025, foram 142 vidas perdidas no trânsito campineiro – 74 em vias urbanas e 68 em rodovias, número 5,3% menor do que o registrado em 2024 (150 óbitos).
Os dados compõem o Boletim de Vítimas Fatais no Trânsito 2025 (disponível em bit.ly/vivanotransito), organizado pela Emdec, em parceria com a Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global (BIGRS). Os números apresentados já estão alinhados à nova metodologia adotada pela Emdec em 2026: tempo de sobrevida de até 30 dias após a data do sinistro. A apresentação foi conduzida pelo coordenador de Gestão da Base de Dados da Emdec, Marcelo de Araújo Antônio, com fala introdutória da coordenadora de Vigilância em Segurança Viária da BIGRS, Mariana Novaski.
As 142 vidas perdidas no ano passado representam uma morte a cada três dias, um motociclista/garupa morto a cada cinco dias e um pedestre morto a cada oito dias. Motociclistas e pedestres seguem concentrando a maioria das mortes no trânsito. Foram 72 (50,7%) motociclistas/garupas mortos e 45 (31,7%) pedestres. Entre os ocupantes de demais veículos e ciclistas, o município registrou queda nos índices: foram 20 óbitos e 35% menos mortes no primeiro grupo e cinco mortes de ciclistas – 37% menos que em 2024.
Perfil das vítimas
 
Os homens foram a grande maioria das vítimas fatais, com 120 óbitos (85%), contra 22 vítimas do sexo feminino (15%). Entre os motociclistas, 90% (65) das vítimas fatais eram homens. Entre os pedestres, 76% (34) eram homens.  
Os jovens de 18 a 29 anos também seguem liderando as vítimas do trânsito campineiro. Foram 41 óbitos (29%) nessa faixa etária, sendo que 32 (78%) deles eram motociclistas/garupas. 
Queda na taxa de óbitos e três vidas salvas na av. JBD
 
Campinas alcançou queda de 5,5% na taxa de óbitos, que ficou em 11,95 a cada 100 mil habitantes. Em 2024, a taxa foi de 12,65. Em 2025, a frota de veículos campineira cresceu 2,4%, passando de 1 milhão. Em 2024, eram 992,5 mil licenciados em Campinas.
Resultado de intervenções de segurança permanentes, a avenida John Boyd Dunlop está cada vez mais segura. Foram 43% menos mortes em 2025 (sete em 2025 e quatro em 2024). Entre 2021 e 2025, Campinas alcançou redução de 69% das mortes registradas na via. Entre as medidas adotadas pela Emdec, está o remanejamento de radares: foram cinco em 2025, três deles na avenida JBD, em locais com travessias de pedestres e presença de usuários do transporte coletivo. Em 2022, a avenida recebeu a campanha de segurança viária “JBD: Morte Zerø no Trânsito”.
“Estes dados mostram que os esforços realizados pela Emdec vêm surtindo efeito para salvar vidas na avenida JBD. Com muita dedicação, estamos no caminho para que o título de via mais perigosa fique para trás. Tudo isso também é resultado do foco da atual gestão da Emdec: vida no trânsito e o enfrentamento desse problema de saúde pública ganhou destaque entre as políticas adotadas”, destacou Marcelo Antônio.
“O Maio Amarelo faz parte de um grande projeto para combater a violência no trânsito. Campinas é hoje referência mundial na realização de ações preventivas e políticas públicas sólidas para salvar vidas no trânsito”, completou a representante da BIGRS, Mariana Novaski.
Velocidade e álcool causaram 95 mortes no trânsito
 
Excesso ou velocidade inadequada voltou a ser o comportamento de risco que mais matou em 2025: foram 50 vidas perdidas. A direção sob influência de álcool matou 45 pessoas. E os dois fatores de risco aparecem, juntos, em 18 casos fatais.
Em 2026, tendência de queda nas mortes
 
Dados preliminares da Emdec do primeiro trimestre de 2026 demonstram tendência de queda nas mortes, com resultados positivos em todos os índices monitorados. Foram 15 vidas perdidas em vias urbanas e rodovias – 40% menos mortes em relação ao mesmo período de 2025 (25 mortes). Nas vias urbanas, 63% menos mortes: foram seis vidas perdidas contra 16 no primeiro trimestre de 2025.
Sobre o Maio Amarelo
 
O Maio Amarelo é um movimento intersetorial que alerta sobre os índices de mortos e feridos no trânsito, buscando a mobilização da sociedade para uma cultura de paz e segurança viária. Foi criado em 2014 pelo Observatório Nacional de Segurança Viária, em apoio à Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 da Organização das Nações Unidas (ONU).
Neste ano, tem como tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas” e convida todos a irem além do automático e passarem a enxergar, de fato, quem está ao seu redor, reconhecendo que cada pessoa no trânsito tem uma história, uma vida e o direito de chegar em segurança.
A organização do Maio Amarelo 2026 em Campinas é apoiada pelas secretarias municipais de Cultura e Turismo, Educação, Comunicação, Esporte e Lazer e Políticas para as Mulheres; Primeira Infância Campineira (PIC), Ceasa, Detran-SP, concessionárias Via Colinas, Rota das Bandeiras e Rodovias do Tietê, Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária Global (BIGRS), WRI Brasil, Prefeitura da Cidade Universitária – Unicamp, Ligas do Trauma (Unicamp e Puc-Campinas), Associação dos Ciclistas de Campinas e Região (CicloAtivo), Federação dos Motoclubes do Estado de São Paulo, concessionárias Honda Japauto e Moto Madia, Guarani Futebol Clube e Associação Atlética Ponte Preta.
Os destaques da programação podem ser acompanhados no hotsite www.emdec.com.br/maioamarelo. Durante o webinar, também houve o lançamento do vídeo oficial do movimento, produzido pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).