Abordagem social registra mais de 220 atendimentos na semana de 13 a 17 de abril em Campinas

Entre 13 e 17 de abril, o Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua manteve presença ativa em todas as regiões de Campinas, somando 166 abordagens no território e 57 atendimentos em sede ao longo da semana. O trabalho envolveu busca ativa, articulações intersetoriais, encaminhamentos para saúde, documentação civil e assistência social, além de ações de acolhimento e escuta nos territórios.

“Essa atuação reforça a continuidade de uma política pública que combina presença cotidiana nos territórios com acompanhamento técnico e integração com serviços municipais e da rede de apoio”, afirmou a secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro.

Região Central

A região Central concentrou o maior volume de trabalho na semana, com 95 abordagens distribuídas entre os turnos matutino e vespertino de segunda a sexta-feira. Ao longo dos dias, as equipes realizaram atendimentos em sede, encaminhamentos para o Poupatempo e para cartórios de registro civil em Campinas e em outros municípios, acompanhamentos ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP II), contatos com o Albergue Municipal, o Samim, e articulações com o Consultório na Rua.

Na quinta-feira, dia 16, as equipes realizaram o Grupo Operativo no Largo do Pará, com sete participantes. A atividade incluiu acolhimento com alimentação e roda de conversa sobre autoconhecimento, além de dois encaminhamentos de recâmbio ao final do encontro. No turno vespertino da mesma quinta, foi realizada reunião de equipe com discussão de nove casos envolvendo a região Centro e bairros do Leste. Ao longo da semana, todas as ocorrências e atendimentos foram registrados no Sistema Integrado de Governança Municipal (SIG-M).

Região do Entorno do Centro

No Entorno do Centro, foram 23 abordagens e dez atendimentos em sede. As equipes realizaram um Grupo Operativo com 12 atendimentos registrados, uma discussão de caso junto ao Centro de Atenção Psicossocial Reviver (CAPS Reviver), três encaminhamentos ao Cadastro Único, dois encaminhamentos ao Cartório Santa Cruz e a elaboração de dois relatórios técnicos. Houve ainda um encaminhamento ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua.

Região Sul

Na região Sul, foram registradas 21 abordagens, cinco atendimentos em sede, três buscas ativas e dez articulações. As equipes acompanharam usuários ao Cadastro Único, a unidades de saúde e ao Hospital Municipal Ouro Verde, além de realizar dois contatos com familiares e um Grupo Operativo. Os encaminhamentos incluíram inserção no Cadastro Único, encaminhamento ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), acesso a cartório de registro civil, centro de saúde e à Junta de Serviço Militar.

Região Noroeste

Na região Noroeste, as equipes realizaram 14 abordagens, incluindo localidades como Jardim Londres, Jardim Ipaussurama, Cidade Satélite e Jardim Florence, entre outros bairros mapeados. O trabalho incluiu uma articulação intersetorial, uma busca ativa, uma articulação com o Consultório na Rua e três agendamentos para emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN).

Região Norte

Na região Norte, foram nove abordagens, duas buscas ativas e quatro atendimentos de solicitações. As equipes realizaram contatos telefônicos com o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD) de Limeira e com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Limeira, evidenciando articulação com a rede regional de proteção social.

Região Sudoeste

Na região Sudoeste, foram quatro abordagens no território e oito atendimentos em sede, além de uma busca ativa, dois contatos com familiares ou rede de apoio e duas discussões de caso com equipes de assistência social. As ações incluíram retirada de certidões pelo Centro de Integração da Cidadania (CIC), um agendamento para emissão de documento de identidade, uma solicitação ao Centro de Saúde Vista Alegre e um acompanhamento ao Serviço de Acolhimento Municipal Integrado de Migrantes (Samim). Os bairros mapeados incluíram DIC I, DIC III, DIC V, DIC VI, Jardim Melina e Vila Aeroporto, entre outros. As equipes também registraram encaminhamentos para alistamento militar e para emissão de título de eleitor.

Acumulado de 2026: mais de 2,7 mil registros

Com a incorporação da semana de 13 a 17 de abril, o Serviço de Abordagem Social de Pessoas em Situação de Rua soma, em 2026, 2.771 registros entre abordagens no território e atendimentos em sede no município. A região Central segue concentrando o maior volume de trabalho, com 1.649 abordagens de rua e atendimentos em sede. Em seguida aparecem a região Sul, com 394 abordagens, e o Entorno do Centro, com 333 abordagens no território.

O levantamento também mostra atuação contínua nas regiões Noroeste, Norte, Leste e Sudoeste, o que evidencia presença territorial permanente e resposta ajustada às características de cada área da cidade.

Ao longo de 2026, o serviço manteve ritmo constante de atuação, com semanas de maior volume de registros. Entre 19 e 23 de janeiro, foram 299 atendimentos; entre 5 e 9 de janeiro, 285; e, no período de 12 a 16 de janeiro, 266. Mesmo fora desses picos, a demanda é intensa, o que reforça o caráter contínuo do trabalho realizado pelas equipes.

Uma das principais frentes da abordagem social neste ano tem sido a garantia de documentação civil, etapa decisiva para o acesso a direitos e políticas públicas. O serviço registrou encaminhamentos para emissão de Registro Geral (RG) e Carteira de Identidade Nacional (CIN), retirada de certidões pelo Centro de Integração da Cidadania (CIC), atendimentos junto ao Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), agendamentos em cartórios e articulações com Junta de Serviço Militar e cartório eleitoral. Sem documentação, o acesso a benefícios sociais e outros serviços públicos fica frequentemente bloqueado.

A assistência social e o acolhimento também seguem como eixos centrais da atuação. Até 17 de abril, o balanço contabilizava encaminhamentos para o Cadastro Único, ações ligadas ao Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP), acompanhamento ao Samim, fornecimento de vale-transporte, recâmbios e encaminhamentos para o Cartão Nutrir. O levantamento também aponta articulações com serviços de trabalho e renda, como o Centro Público de Apoio ao Trabalhador (CPAT).

Na área da saúde, o serviço atua como elo entre a população em situação de rua e a rede pública. O consolidado de 2026 registra articulações com o Consultório na Rua, encaminhamentos ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), contatos com Unidades Básicas de Saúde (UBSs), pronto atendimento, acionamentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e acompanhamentos hospitalares.

A rede de proteção social também mantém contatos com familiares, encaminhamentos para a Defensoria, para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para a Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família (CAEF), além de discussões de caso com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).