Espetáculo "OlorumAyé: uma história iorubá" tem apresentação gratuita no dia 23 de abril
O espetáculo “OlorumAyé: uma história iorubá” do grupo Oriki terá apresentação gratuita na quinta-feira, 23 de abril, às 19h30 na comunidade de terreiro Kwe Ceja Gãn Ezin Hurigãn, em Campinas. A apresentação dura em média 40 minutos e conta com interpretação em Libras. Em seguida será realizada uma roda de conversa, com participação voluntária.
A peça integra o projeto de pesquisa “A recepção do mito e do rito de um Teatro Negro Contemporâneo”, da atriz e pesquisadora Ainá Ayofemi de Campos Bento (Ayo Bento). Essa apresentação é a última antes da conclusão da pesquisa. O espetáculo já circulou por Campinas em 2023, 2024 e 2025. “Nesses anos de apresentação lidamos com públicos distintos em relação a classe social, faixa etária, etnia e religião. Apesar dessas diferentes plateias, percebemos como essas narrativas foram importantes para a construção e formação de cidadãos políticos, críticos sociais e antirracistas.” , comentou Ayo Bento.
Segundo Bento, havia momentos em que a plateia se sentia representada e se identificava com as histórias logo no começo do espetáculo. Em outros, se afastava com julgamento e medo. Uma situação de esvaziamento em uma das apresentações levou Ayo Bento a transformar o espetáculo “OlorumAyé: uma história iorubá” em objeto de pesquisa para seu mestrado.
Sinopse
O espetáculo “OlorumAyé: uma história iorubá” narra itãs – histórias na língua iorubá – do orixá Exu, o que come primeiro, da criação da Terra pelo Senhor Todo Poderoso – Olorum e o orixá Oxalá, o nascimento do vento pela orixá Iansã, os saberes e encantamento das ervas do orixá Ossaim e a criação do ser humano pelos orixás Oxalá e Nanã. A partir do simbolismo de forma sutil, sensível, onírica e lúdica, o espetáculo convida o público a se aproximar do universo afro-brasileiro.
Sobre a pesquisa
Após o espetáculo, haverá uma roda de conversa voltada a adultos interessados em participar da pesquisa. Essa parte não terá Libras. Nesse espaço, o público poderá dialogar com a pesquisadora e o grupo sobre suas impressões do espetáculo: o que motivou sua presença, quais cenas mais impactaram ou geraram identificação, medos vivenciados, preconceitos e tabus quebrados, pontos que não agradaram e possíveis melhorias.
“A proposta é criar um ambiente seguro para o compartilhamento de experiências, tanto artísticas quanto pessoais”, comenta Ayo Bento. Além do debate presencial, será enviado um formulário por e-mail e/ou WhatsApp com perguntas sobre o espetáculo e questões socioculturais, voltado a quem quiser contribuir mais ou não puder permanecer para a roda de conversa. Tanto no debate quanto no formulário, todas as perguntas serão opcionais. As informações serão tratadas com absoluto sigilo e anonimato, conforme os termos de consentimento livre e esclarecido, que serão apresentados verbalmente e por escrito.
O projeto “OlorumAyé: uma história iorubá” é realizado pelo Ministério da Cultura do Governo Federal e pela Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas através da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) de Fomento à Cultura – Edital nº 007/2024 – LEI Nº 14.399/2022.
Conheça o Grupo Oriki
Ayo Bento – atriz, graduada e mestranda em artes da cena na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp e idealizadora do grupo. Kaetê Okano – performer não-binário (ele/dele), é formado em Antropologia pela Unicamp e ator pelo Conservatório Carlos Gomes de Campinas – SP. Renata de Oliveira – artista da dança graduada e licenciada em Artes Corporais pela Unicamp e doutoranda em educação pela mesma instituição. Nico Villas Bôas – músico e compositor, é formado pela Unicamp em música popular brasileira, também um dos fundadores do grupo. O grupo tem o interesse de somar com espaços de resistência à cultura negra, na busca de fortalecer a identidade do povo negro e na educação antirracista.
Serviço:
OlorumAyé: uma história Iorubá
Data: 23/04/2026 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Kwe Ceja Gãn Ezin Hurigãn
Endereço: rua Benedito Tiburcio de Oliveira, 195 – Chácaras Cruzeiro do Sul, Campinas/SP
Entrada: gratuita | Indicação etária: Livre
Acessibilidade comunicacional: Libras
Informações: @grupo.oriki