Defesa Civil de Campinas promove oficina para mapeamento de multirriscos
A Defesa Civil de Campinas promoveu, na manhã desta sexta-feira, 10 de abril, a oficina “Sistematização e mapeamento de multirriscos para o Formulário de Informações do Desastre (Fide)”, na sala do Centro de Resiliência de Campinas, no 5º andar do Paço Municipal.
A novidade em Campinas foi o decreto 24.384/2026, publicado no dia 2 de abril, que cria o Comitê Municipal do Sistema de Alerta Antecipado e Multirriscos, composto por profissionais de diversas Secretarias Municipais e outros órgãos nas áreas de Defesa Civil, Informatização, Saúde, Assistência Social, Clima, Educação, Serviços Públicos, Segurança, Desenvolvimento Econômico, Emdec, Sanasa, Ceasa, Rede Mário Gatti e IMA.
De acordo com o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a organização antecipada de informações das diferentes áreas envolvidas em situações de risco é fundamental para se preparar antes das situações de emergências e ter resposta ágil quando acontece, inclusive na busca de recursos quando é decretado ‘estado de calamidade’, por exemplo.
“Estamos sistematizando esses mapas nos 18 setores de risco da cidade – como alagamento, inundação e/ou escorregamento – incluindo informações e melhorando os dados das áreas monitoradas para saber e ampliar a nossa capacidade de resposta diante de um desastre. Hoje trouxemos esses especialistas para apresentar a experiência em outros locais e foi uma troca muito positiva”, explicou Furtado.
Troca de experiências é fundamental
Experiências de especialistas da Defesa Civil do Estado de São Paulo e do da Prefeitura do Rio de Janeiro foram apresentadas durante a oficina.
“É fundamental essa junção de todas as secretarias, para que cada um saiba onde atuar. Toda urgência pede medidas emergenciais e imediatas. É necessário ter uma integração rápida”, disse Viviane Lira, especialista em Recursos e Ajuda Humanitária da Defesa Civil do Estado de São Paulo.
Ainda segundo ela, antes do desastre, é essencial ter informação, saber o que tem que fazer. “Essa atuação conjunta deve ser feita muito antes de acontecer um desastre”, considerou. Ela apresentou diversos exemplos de como a organização das informações fazem a diferença nas situações de desastres.
Marcelo Aires, gestor em Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID) pela Defesa Civil da Prefeitura do Rio de Janeiro, mostrou como os formulários implantados desde 2024 foram fundamentais para mais integração e agilidade no atendimento à população em situações emergenciais.
“Estou vendo uma evolução muito grande nessa parte de comunicação com os outros órgãos, que é primordial na situação de emergência. É muito importante essa comunhão entre os órgãos, para ter as informações completas e precisas, enviar ao governo federal e conseguir recursos, por exemplo. E mesmo depois, para prestação de contas.”, avaliou Aires.