Centro POP Sares II encerra Mês da Mulher com ações de acolhimento e debate sobre violência
O Centro POP Sares II encerrou, nesta terça-feira, 31 de março, a programação do Mês da Mulher com uma série de atividades voltadas ao acolhimento, à escuta e ao fortalecimento de mulheres em situação de rua. Ao longo do mês, a unidade promoveu encontros temáticos, rodas de conversa, exibição de filmes e momentos de convivência, com o apoio da equipe técnica e de instituições parceiras.
“As atividades desenvolvidas pelo Centro POP Sares II ao longo de março criaram espaços de acolhimento, reflexão e troca de experiências, fundamentais para mulheres que vivenciam tantas violações. Nosso dever é assegurar que elas encontrem, na política pública, apoio, respeito e oportunidades de reconstrução de trajetórias”, afirmou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social.
A abertura da programação ocorreu em 6 de março. A atividade contou com a parceria da PUC e da Organização da Sociedade Civil “Temos Fome”, representada pelo presidente Wellington Rodrigo Lorenzete. As instituições colaboraram na realização de um almoço para as participantes. Segundo a organização, o encontro marcou o início de um ciclo de ações voltadas à dignidade, ao fortalecimento de vínculos e à escuta das mulheres atendidas pelo serviço.
No dia 13 de março, a equipe do Consultório na Rua desenvolveu, em conjunto com o Centro POP Sares II, uma atividade de reflexão sobre o significado de ser mulher em situação de rua. O encontro abordou temas como saúde, assistência e vivências cotidianas. A assistente social Sharon Morais e Castro Franco e a agente de ação social Tatiana Câmara Picchi organizaram a atividade.
Em 19 de março, a programação teve como foco o debate sobre violência doméstica, rede de apoio e desafios enfrentados por pessoas em situação de rua. A atividade reuniu homens e mulheres. A equipe técnica conduziu o encontro, com a participação de Sharon Morais e Castro Franco, Tatiana Câmara Picchi e Edneia Cristina dos Santos Brito.
No encerramento, realizado nesta terça-feira, o Cine Pipoca exibiu o filme A Cor Púrpura, escolhido para estimular a reflexão sobre violência, resistência e protagonismo feminino. Durante a atividade, as participantes compartilharam relatos e experiências em um espaço de escuta e acolhimento conduzido pela equipe técnica.
Uma das participantes da atividade, Fabiane Ynajara Costa, destacou a importância do acolhimento oferecido pela equipe do serviço. “Vou falar para vocês de verdade, de coração. Eu falo em meu nome e no nome das meninas: a gente quer agradecer vocês, não só por hoje, mas por todos os dias, por todo o carinho e respeito que vocês têm conosco. Aqui é de verdade. Vocês têm empatia por nós, pela dor da gente. É maravilhoso você chegar num lugar e ser bem tratada. Um abraço, um sorriso e uma palavra, às vezes, mudam o dia da gente.”
Fabiane também ressaltou o impacto do atendimento em sua trajetória. “Eu estou falando de todo o coração, porque eu cheguei aqui destruída e saí daqui incrivelmente forte. Muito obrigada mesmo. Continuem assim, porque isso é essência, é caráter e é coração”, afirmou.
As agentes de ação social Edneia Cristina dos Santos Brito e Edite Barbosa Silva Duarte organizaram o almoço de encerramento, com o apoio de toda a equipe.
A programação de março reforçou a importância de manter ações permanentes de cuidado, acolhimento e enfrentamento das violências que atingem mulheres em situação de rua. A equipe avaliou que os encontros fortaleceram vínculos, ampliaram a escuta e reafirmaram que o atendimento humanizado deve permanecer ao longo de todo o ano.