Equipe comunitária participa de treinamento sobre febre maculosa e monitoramento neste sábado

O Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas, recebe mais uma etapa de treinamentos da 1ª Equipe Comunitária de Resposta a Emergências Climáticas neste sábado, 14 de março, às 9h. A atividade integra o ciclo contínuo de capacitação dos agentes comunitários do programa criado pela Defesa Civil de Campinas e pelo Orçamento Cidadão, com o objetivo de reduzir riscos de emergências e desastres associados às mudanças do clima. A pauta será febre maculosa e monitoramento de fauna silvestre pelo Sistema de Informação de Saúde Silvestre (SISS-Geo), plataforma da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

Segundo o coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, a iniciativa busca fortalecer a gestão participativa e preparar cidadãos para atuar em situações de risco, ampliando a integração entre o poder público e a população e, com isso, ampliar a capacidade de resposta do município.

 

 “Nosso objetivo é preparar os cidadãos para que possam colaborar com o poder público em situações de risco. Quando a comunidade está organizada e capacitada, a cidade ganha mais agilidade e eficiência na prevenção e na resposta às emergências”, afirma o diretor da Defesa Civil. 

 

Inspirado em modelos internacionais de preparação comunitária, o projeto coloca Campinas entre as cidades brasileiras com programas estruturados voltados à resiliência climática. Neste ano, os participantes também já passaram por uma capacitação com o Departamento de Proteção e Bem-Estar Animal (DPBEA) de Campinas.

 

Pauta do treinamento

Durante o treinamento, os integrantes da equipe estarão identificados com coletes e participarão de atividades práticas e orientações sobre prevenção de riscos ambientais e sanitários. Um dos temas abordados será a febre maculosa, doença transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado pela bactéria Rickettsia rickettsii.

 

“Os participantes receberão orientações sobre vestimentas adequadas para áreas com possível presença de carrapatos, formas de verificar o corpo e as roupas após a exposição, maneiras corretas de retirada do parasita e informações sobre prevenção e sintomas”, explica a coordenadora da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Marcela do Prado Coelho.

 

Os participantes também terão contato com o aplicativo SISS-Geo, plataforma da Fiocruz, que permite registrar fotos e informações georreferenciadas de animais silvestres em um mapa em tempo real. A ferramenta auxilia na identificação de possíveis corredores ecológicos de transmissão de doenças e emite alertas automatizados quando há registro de animais mortos ou doentes, contribuindo para ações mais rápidas de vigilância e prevenção.

 

Detalhes do treinamento foram definidos em reunião realizada na Sala de Resiliência do Paço Municipal na segunda-feira, 9 de março. Participaram representantes da Defesa Civil, do Orçamento Cidadão e da Secretaria de Saúde, por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ).

 

Inscrições para nova equipe começam em maio

 

A primeira equipe comunitária receberá certificados de conclusão da formação no mês de abril, juntamente com equipamentos de proteção individual — como capacete, botas, luvas, capas de chuva, colete e fita zebrada — adquiridos por meio de emenda do vereador Filipe Marchesi.

 

Para o diretor do Orçamento Cidadão, Arlindo Dutra, a estrutura oferecida é fundamental para fortalecer o programa. “Os equipamentos garantem mais segurança para quem atua em campo. Além disso, estamos organizando a próxima etapa do projeto, com a formação de uma segunda equipe comunitária”, afirma.

 

A iniciativa terá continuidade ao longo do ano. Em maio, serão abertas as inscrições para a formação de uma segunda equipe comunitária, ampliando a rede de cidadãos preparados para atuar na prevenção e na resposta a emergências climáticas em Campinas.