Compromisso e respeito: conheça o plano de acolhimento inicial das crianças nas escolas de Campinas
A Secretaria de Educação de Campinas mantém um plano para acolhimento inicial de bebês e crianças nas escolas municipais que considera as demandas específicas das famílias a partir do “princípio da gestão democrática”. Isso significa, na prática, a valorização da escuta dos pais ou responsáveis sobre as expectativas e receios no compartilhamento do ensino dos filhos e o fortalecimento do diálogo com os profissionais da rede municipal.
Como é o processo?
A Educação de Campinas aplica desde 2022 as diretrizes previstas no documento “Orientações para o acolhimento inicial de famílias e crianças na unidade de Educação Infantil”. A principal delas é a liberdade para os pais ou responsáveis deixarem os filhos na adaptação pelo tempo que for preciso: pode ser uma hora, por exemplo, ou até o final do período letivo. Além disso, são consideradas informações específicas de cada pessoa para definição de estratégias entre a comunidade e o centro de educação infantil (CEI) para facilitar e qualificar o processo.
São 33 páginas que destacam dez princípios, incluindo o direito de circulação de todas as famílias na escola para levar e buscar a criança na sala de aula, e a consideração às singularidades de cada pessoa no acolhimento, incluindo estratégias diferenciadas a partir de um entendimento conjunto entre pais ou responsáveis e o centro de educação infantil (CEI).
Neste ano, a Educação reforçou, junto aos profissionais de ensino, a importância do caráter individual do acolhimento em vez de eventual padronização, como uma escala gradativa.
“Este trabalho de reafirmar as orientações do acolhimento inicial significa valorizar o nosso compromisso e respeito com a necessidade de cada família. Aquela que precisa buscar a criança na escola após uma ou duas horas será compreendida e atendida, assim como o caso dos pais que decidem junto com a escola, por não ter alternativa em virtude do trabalho, por exemplo, manter os filhos no período total de aulas”, explicou a secretária de Educação de Campinas, Patrícia Adolf Lutz.
Impressões
No Centro de Educação Infantil (CEI) Mário Gatti, por exemplo, os pais elogiaram o acolhimento dos profissionais aos estudantes. A dona de casa Paula Maria Klassar Walore da Costa é mãe de duas crianças matriculadas na unidade no bairro Vila Nova, sendo que a mais velha, de 5 anos, está no último ano, enquanto a mais nova, de 2, ingressou este ano.
“A Catherine já foi do AG 2 (agrupamento 2) e agora está no AG3 (direcionado para crianças com 3 anos). É o último ano dela na escola. E o Daniel começou agora, é a primeira vez dele na escola. Ele adora as professoras, elas mandam mensagem avisando que ele parou de chorar, dizendo que se eu quiser eu posso ficar aqui na escola até ele se acalmar também e mandam foto mostrando que ele tá bem, depois passam o feedback como ele ficou, se comeu, se chorou, como que foi […] A escola é muito acolhedora, as professoras, a direção, a secretaria, todo mundo prestativo, tudo muito bom”, ressaltou.
O CEI atende cerca de 85 crianças. O analista de sistemas Alan Marcel Costa é pai de Pedro, de 3 anos, e Rafael, de 1 ano, ambos matriculados no centro de educação infantil. Ele elogiou o trabalho realizado no local. “O mais novo está na fase de adaptação. Não tem problema nenhum, está sendo tudo muito bom aqui nessa unidade do Mário Gatti”, avaliou.
A abertura do ano letivo nas 182 escolas municipais sob gestão exclusiva da Educação ocorreu em 6 de fevereiro. A data foi marcada por atividades culturais e entregas dos uniformes e kits de materiais. O formato foi o mesmo nas outras 84 unidades em que há parcerias da secretaria com organizações da sociedade civil e instituições colaboradoras.