O comportamento de encobrir a placa com as mãos para burlar a fiscalização, observado pelos motociclistas, ao passar pelos radares, gerou, em 2026, quase 250 mil registros das irregularidades. O número equivale a uma média de quase 28 mil flagrantes por mês ou 917 imagens por dia. Os equipamentos de fiscalização eletrônica são gerenciados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec).
Os radares registram as infrações cometidas – excesso de velocidade ou avanço de sinal vermelho, mas as penalidades acabam invalidadas no sistema, em função da ocultação da placa, não sendo possível identificar o veículo. Os números, em geral, contabilizam um mesmo veículo mais de uma vez, já que a conduta geralmente se repete ao longo dos radares distribuídos em diversos pontos das avenidas. Entre os flagrantes estão motociclistas circulando a velocidades entre 80 e 100 km/h, principalmente na avenida John Boyd Dunlop.
“A manobra não arrisca somente a vida de quem pratica. Ao causar um sinistro, este motociclista pode envolver outros usuários da via, inclusive pedestres. A prática é realizada, geralmente, por aqueles que apresentam alta recorrência de comportamentos de risco no trânsito. A permanência deste perfil de condutor nas ruas é um risco para todos”, reforça o coordenador da Central de Monitoramento e Supervisão de Radares, Nilvando Rezende.
Mais de 72% das imagens foram flagradas nas avenidas John Boyd Dunlop e Ruy Rodriguez. Foram quase 143 mil irregularidades na avenida JBD, em 29 pontos de fiscalização. E quase 38 mil flagrantes na Ruy Rodriguez, em 14 pontos de radares.
A infração (conduzir o veículo com qualquer uma das placas sem condições de visibilidade) é gravíssima, prevê multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH.
