Campinas terá ações de prevenção e acolhimento contra assédio no Carnaval 2026

Quem for curtir o Carnaval 2026 em Campinas contará com ações de prevenção e orientação contra casos de assédio e violência ao longo de toda a programação da folia. A campanha “Carnaval Sem Assédio” estará presente nos ônibus do transporte coletivo com cartazes informativos nos veículos que orientam a população sobre como pedir ajuda em situações de violência. Além disso, equipe de voluntários marcará presença nos blocos para acolher quem precisar de atendimento.

As iniciativas foram apresentadas nesta quinta-feira, dia 29 de janeiro, durante cerimônia na Prefeitura de Campinas. 

Atendimento presencial nos blocos

O acolhimento presencial será realizado exclusivamente em um ponto fixo, localizado no distrito de Barão Geraldo, que funcionará das 17h às 3h, entre os dias 13 e 17 de fevereiro. O ponto oficial de acolhimento do Carnaval Sem Assédio estará na Avenida Santa Isabel, 404, em Barão Geraldo, oferecendo um espaço seguro para escuta, orientação e apoio a quem precisar. As estruturas de acolhimento foram viabilizadas com apoio das secretarias de Cultura e Turismo e Políticas para as Mulheres. Além disso, equipe das Polícia Civil também estarão presentes para ajudar quem precisar de informações e atendimentos. 

“O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais da nossa cidade e precisa ser, acima de tudo, um espaço de alegria, respeito e segurança para todas as pessoas. Ao apoiar e integrar a campanha Carnaval Sem Assédio, a Secretaria de Cultura e Turismo reafirma o compromisso de promover uma festa popular acolhedora”, defende a secretária de Cultura e Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli. 

“Este é o primeiro Carnaval da Secretaria de Políticas para as Mulheres, todos têm direito de se divertir com segurança e por isso estamos participando dessa iniciativa, para que as mulheres que estão aproveitando a data aqui em Campinas saibam que elas não estão sozinhas, que estamos aqui, juntamente com outras secretarias e órgão da Prefeitura para que as foliãs possam se divertir com tranquilidade”, afirmou Alessandra Herrmann, secretária de Políticas para as Mulheres.

Carnaval Sem Assédio

A campanha Carnaval Sem Assédio chega a 2026 em seu terceiro ano consecutivo. Criada em 2024 por Rebeca Cristina e Gabriela Moisés, a iniciativa nasceu com o objetivo de transformar o Carnaval de Campinas em uma festa marcada pelo respeito, pela segurança e pelo cuidado coletivo. O foco principal é prevenir a violência sexual e oferecer acolhimento imediato a quem precisar de ajuda durante a folia.

Em 2026, a campanha conta com a parceria da Organização Mulheres de Fases, da Secretaria de Políticas para as Mulheres de Campinas e da Secretaria de Cultura e Turismo. A rede de apoio também envolve a Secretaria de Transportes e a Emdec, responsáveis pelo suporte no transporte e na organização do entorno dos eventos, além das Delegacias da Mulher, que oferecem apoio policial e jurídico.

Entre as principais ações estão a campanha de prevenção, com mensagens espalhadas por toda a cidade, incluindo divulgação nos blocos, em ônibus, materiais impressos, painéis digitais nos pontos de ônibus e nas redes sociais. Já a campanha de acolhimento atua diretamente nos casos de violência, com atendimento humanizado e orientação adequada às vítimas.

Além da atuação durante o Carnaval, o Carnaval Sem Assédio também busca consolidar uma política pública permanente de prevenção e acolhimento em Campinas, inspirada em iniciativas como o Protocolo Não se Cale, do Estado de São Paulo. A proposta é fortalecer uma cultura de respeito que ultrapasse o período da festa e esteja presente durante todo o ano.

“O Carnaval Sem Assédio é uma oportunidade de oferecer segurança, acolhimento e colocar em evidência a pauta pelo fim da violência sexual em Campinas. Precisamos que a luta pelo fim da violência esteja presente em todos os ambientes, assim normalizamos uma cultura de paz e respeito,  fazendo de Campinas uma referência no enfrentamento ao assédio e na proteção da dignidade”, explica Rebeca Cristina.