Janeiro Roxo: Saúde de Campinas alerta para sinais e prevenção da hanseníase

A hanseníase é uma doença crônica causada por uma bactéria que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Nos últimos cinco anos, a Secretaria de Saúde de Campinas registrou 171 casos da doença.
 

O diagnóstico precoce evita complicações sérias, como por exemplo lesões em pés e mãos, podendo ocasionar deformidades e até mesmo amputações. Os principais sinais da doença incluem:
 

– dor ou sensação de choque (formigamento) ao longo dos nervos dos braços, mãos, pernas e pés, que pode surgir espontaneamente ou ao toque;

– manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, isoladas ou espalhadas em qualquer parte do corpo, com diminuição ou perda de sensibilidade ao calor, dor e tato;

– caroços (nódulos) ou inchaços em diferentes regiões do corpo, que podem ser indolores ou causar desconforto;

– engrossamento visível de nervos periféricos, especialmente na região do cotovelo, punhos, joelhos e tornozelos, podendo causar perda de força muscular;

– áreas da pele com diminuição ou ausência de pelos e redução da transpiração, indicando comprometimento dos nervos locais.
 

“É fundamental que a população procure atendimento nas unidades de saúde ao perceber manchas na pele com perda de sensibilidade ou alterações de sensibilidade em mãos e pés e outros sintomas. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, melhores são os resultados e menor é o tempo de transmissão para outras pessoas”, orienta Valéria Almeida, médica infectologista do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa).
 

Além da atenção aos sintomas, a médica destaca a importância dos profissionais de saúde suspeitarem de hanseníase sempre que os pacientes queixarem-se de alterações de sensibilidade em extremidades: “ É uma doença pouco frequente, então muitas vezes os profissionais de saúde não tem familiaridade com ela e acabam por não suspeitarem de queixas como formigamento, queimação ou choque em mãos e pés, geralmente unilateral”.
 

Como é transmitida
 

A transmissão ocorre pelas vias respiratórias, por meio de tosse e espirro, em ambientes que as pessoas ficam muito próximas e convivem diariamente, como no domicílio. A fonte de contágio é a pessoa doente que ainda não iniciou tratamento. O período entre o contágio e o aparecimento dos sintomas pode ser longo, variando de dois a dez anos.
 

Para evitar preconceito e desinformação, é importante esclarecer que a hanseníase não é transmitida por abraços ou apertos de mão. Também não há necessidade de separar talheres, pratos e outros utensílios domésticos para a pessoa enferma. São ambientes com aglomeração e pouca ventilação que facilitam a transmissão da doença.
 

Tratamento e cura
 

O tratamento é gratuito e está disponível em todos os Centros de Saúde de Campinas. Tão logo o tratamento é iniciado, a pessoa deixa de transmitir a doença. Além disso, o diagnóstico precoce evita deformidades físicas e sequelas irreversíveis.
 

“A hanseníase tem cura quando o tratamento completo é realizado. O tempo de terapia varia de seis a 12 meses, e é essencial seguir até o final para garantir a cura definitiva”, reforça Valéria.
 

Avaliação de contatos
 

Todas as pessoas que moram ou tiveram contato no passado com pessoas diagnosticadas com hanseníase devem procurar a unidade de saúde de referência para avaliação médica. Essa avaliação inclui exame físico para detecção de manchas e a realização do teste rápido para hanseníase, que identifica se a pessoa foi infectada ou não.
 

Os endereços e horários de funcionamento dos Centros de Saúde do município estão disponíveis no link: https://campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/centros-de-saude

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