Arquivo Municipal inicia programa “Documenta, escola!” para preservar a memória das escolas de Campinas

O Arquivo Municipal de Campinas, órgão ligado à Secretaria Municipal de Governo de Campinas, dará início em fevereiro próximo ao Programa “Documenta, Escola! Arquivo, Patrimônio & Memória nas unidades de ensino de Campinas”. O programa promoverá apoio técnico para que escolas das redes públicas e particulares da cidade desenvolvam projetos próprios de preservação e difusão de suas memórias.
 

Nesta primeira edição o programa será aplicado no Centro de Educação Infantil (CEI) Annita Affonso Fereira (municipal), no Jardim São José II, na Escola Estadual Elvira de Pardo Meo Muraro, no Jardim Florence e no Instituto Educacional Jaime Kratz (particular), no Parque Taquaral.
 

A Especialista Cultural do Arquivo Municipal, Rita Francisco, afirma que partindo do pressuposto de que a escola é uma referência cultural presente na trajetória da maioria dos cidadãos, o programa propõe a criação de um espaço de partilha de conhecimentos e de construção de linhas de ação voltadas à salvaguarda das memórias escolares. “As atividades serão orientadas pelos conceitos do campo do patrimônio cultural, tendo como premissa o papel da escola em seu território e o fortalecimento do sentimento de pertencimento e de apropriação dos acervos como bens comuns e valiosos para toda a comunidade escolar”, diz.
 

Segundo a especialista, os resultados esperados incluem benefícios diretos às comunidades escolares das unidades participantes, que poderão se reconhecer nas memórias resgatadas e reorganizadas. Ela destaca que, em uma perspectiva mais ampla, o programa também contribuirá para a preservação da história da educação no município de Campinas.
 

Bruno Soares, que atua no Arquivo Municipal, ressalta que o “Documenta, Escola!” será desenvolvido ao longo de 2026 por meio de encontros presenciais nas próprias escolas. “Nessas atividades, serão realizadas ações formativas que articulam conceitos como memória, patrimônio cultural, arquivos, conservação preventiva e difusão de acervos às práxis educacionais. A sensibilização de profissionais e alunos quanto ao tratamento dos acervos escolares servirá de base para a construção coletiva de projetos de salvaguarda e difusão da memória de cada instituição”, afirma.
 

Segundo Soares, os resultados poderão variar conforme a abordagem adotada de cada unidade participante, incluindo desde a organização e o processamento de acervos, a criação ou fortalecimento de centros de memória escolar, até a realização de exposições, atividades educativas e ações de difusão cultural.

O programa integra o conjunto de ações educativas e de difusão cultural do Arquivo Municipal de Campinas, que busca ampliar o diálogo com a comunidade ao destacar as potencialidades dos documentos de arquivo para além da gestão documental e do atendimento a pesquisadores, aproximando-se da história, da memória e do patrimônio cultural da cidade e da região.

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