Virada Esportiva 2025 teve recorde de atividades e movimentou mais de 60 mil pessoas
Em agosto de 2025, entre os dias 29 e 31, uma extensa programação movimentou Campinas. Num período ininterrupto de 72 horas, na Virada Esportiva, o campineiro transformou parques, praças, ruas e centros esportivos em locais de esporte e lazer para todas as idades.
A Virada 2025 bateu recorde de público, com mais de 60 mil participantes envolvidos direta ou indiretamente na promoção de 148 atividades esportivas. A Prefeitura investiu na revitalização de sete espaços públicos, o que garantiu acessibilidade e conforto aos frequentadores. Uma equipe de cerca de trezentos profissionais esteve envolvida na organização e na segurança durante todo o evento.
Cerca de 18 mil pessoas acompanharam os jogos, aulas, provas e apresentações, um púbico bastante diversificado com 40% de jovens até 18 anos, 25% de adultos e 35% de idosos.
Atividades
Nos três dias da Virada, ocorreram na cidade o Grande Prêmio Nacional de Patinação, Campeonato Paulista de Handebol de Praia e a Ultramaratona, competição que reuniu 300 corredores de vários estados, o que reafirmou Campinas como polo esportivo regional.
Merece destaque a realização na cidade de atividades inclusivas nas modalidades basquete em cadeira de rodas, canoagem para pessoas com deficiências visuais, atletismo paralímpico e um festival de ginástica artística, com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer. As disputas inclusivas representaram aproximadamente 15% do total das modalidades, com cerca de 9 mil participações.
O secretário de Esportes e Lazer, Fernando Vanin reconhece que a cada ano o evento ganha amplitude e simpatia junto à população. No seu entender, “a evolução da Virada Esportiva está diretamente ligada ao esforço coletivo, com significativa atuação de parceiros. A população contribui na elaboração do evento e participa ativamente durante os três dias de atividades”.
A evolução da Virada
No Parque Taquaral, maior espaço reservado ao evento, cerca de 12 mil participantes praticaram modalidades variadas, que incluíram futebol, vôlei, badminton, skate, aulas de ginástica, jiu-jitsu e handebol de praia. Entre as modalidades de grande interesse de participantes, o futsal foi bastante valorizado, seguido pela ginástica rítmica, dança, tênis de mesa e aula de ritmos.
Ultramaratona
O desafio de cumprir a ultramaratona é para atletas que trabalham muito a parte física, mental e a resiliência. São 24 horas para cumprir o máximo de quilometragem. Este ano, quem festejou o título no feminino foi Patrícia Aparecida dos Santos, da cidade de Barueri, que correu 180 km. “Foi muito bacana porque montei uma estratégia que deu certo. Quando me cansava desacelerava um pouco e ao, me sentir melhor, voltava ao ritmo anterior”, explicou.
Acostumado a encarar provas de resistência, Flávio Fernandes Vieira, de Praia Grande, venceu no masculino. Correu 205 km em 24h, na pista interna do Taquaral. “Em 2018 eu já tinha vencido aqui. O local é inspirador e a organização da prova impecável”, avaliou.
Toda estrutura de alimentação, conforto e estrutura para os atletas, além da cronometragem, é feita pelo professor Fernando Nogueira, proprietário de uma empresa especializada em organizar ultramaratonas por todo o país. “A presença de 300 corredores comprova a credibilidade da prova. É gratificante ver as pessoas, depois de tanto esforço, cruzar a linha de chegada com sorriso aberto”, comemorou Nogueira.
Para 2026, a expectativa é ampliar para cerca de 120 modalidades e alcançar 80 mil participantes presenciais, com investimentos em infraestrutura e diversidade de atividades para ampliar ainda mais o alcance e impacto social do evento. A ideia é investir na inclusão e no planejamento, de modo a consolidar a Virada Esportiva como parte importante do calendário cultural e esportivo da cidade.