Saúde de Campinas publica o 1º Alerta de Arboviroses de 2026

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o 1º Alerta Arboviroses Campinas. O documento informa que 29 bairros estão com alto risco de transmissão de dengue e, por isso, as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, a zika e a chikungunya, serão intensificadas.

 

As áreas com alto risco de transmissão são:

 

– Leste: Vila Miguel Vicente Cury, Vila Costa e Silva, Parque Brasília.

– Noroeste: Conjunto Habitacional Parque Floresta, Conjunto Residencial Parque São Bento, Loteamento Residencial Novo Mundo, Jd. Novo Maracanã.

– Norte: Vila Itália, Vila Proost de Souza, Vila Teixeira, Vila lapi, Jardim Magnólia, Jardim do Vovô, Residencial Parque Bandeirantes.

– Sudoeste: Jardim Shangai, Recanto do Sol 1, Jardim Mercedes.

– Sul: Jardim Monte Cristo, Parque Oziel, Jardim do Lago, Vila Pompéia, Cidade Jardım.

– Suleste: Jardim São Gabriel, Jardim São Vicente, Vila Formosa, Jardim Bom Sucesso, Jardim Centenário, Fundação Casa Popular, Parque Industrial.

 

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa, orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e reforçar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas para eliminar criadouros, por isso é importante que recebam os agentes que estão trabalhando nos bairros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.

 

A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.

 

Participação da sociedade

 

A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.

 

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água, latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.

 

Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).

 

O que foi feito em 2025

 

– Controle de criadouros: 1.390.234 visitas a imóveis (até 22/12);

– Nebulização costal: visitas a 236.412 imóveis (até 22/12);

– Nebulização veicular: 9,5 mil imóveis contemplados (até 22/12);

– 12 mutirões (até 19/12);

– 53.002 toneladas de resíduos retirados em ações (até 20/12);

– 137 lideranças de bairros capacitadas (de dezembro de 2024 a 7/6) com 6 capacitações de aprofundamento de conhecimento de junho a novembro de 2025;

– 250 servidores brigadistas;

– 300 servidores capacitados;

– Monitoramento de pacientes com suspeita de dengue: 179.450 (desde fevereiro de 2024 até 16 de dezembro de 2025);

– 53 capacitações para profissionais de saúde;

– Instalação de armadilhas contra o Aedes aegypti em pontos estratégicos.

 

Mais informações no https://dengue.campinas.sp.gov.br

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