Rede Mário Gatti serve 8,3 mil refeições a pacientes, acompanhantes e colaboradores todos os dias

Todos os dias, a Rede Mário Gatti de Urgência, Emergência e Hospitalar prepara e distribui cerca de 8,3 mil refeições para pacientes, acompanhantes e colaboradores das suas unidades Hospital Mário Gatti, Hospital Ouro Verde, unidade pediátrica Mário Gattinho, UPAs Campo Grande, Anchieta, São José, Carlos Lourenço e Samu.
O cardápio é composto por dezoito tipos de refeições que atendem pacientes internados. Segundo Valéria da Costa Calderon, gestora de nutrição da RMG, a variedade é essencial para que sejam atendidas todas as necessidades dos pacientes. O cardápio segue uma padronização criteriosa para manter a qualidade e é atualizado a cada três meses para diversificar tipos de carne e preparo.
Caso haja necessidade, podem ser preparadas refeições específicas que não estão no cardápio. Para isso, a equipe de nutrição faz a avaliação do paciente para decidir qual a melhor alimentação a ser oferecida. De acordo com Valéria, o paciente pode relatar intolerância, alergia ou alguma necessidade específica, como na questão do espectro autista, quando há mais sensibilidade e rejeição a determinadas comidas. Os casos são atendidos individualmente.
“A nutrição hospitalar é voltada para o cuidado dietético e alimentar de pacientes hospitalizados e envolve etapas que levam em conta o planejamento, a prescrição médica, a produção e o estado clínico do indivíduo em tratamento”, esclarece a gestora. Valéria complementa que esse cuidado previne e trata desnutrição hospitalar. Afirma que “o cardápio adequado impacta diretamente na recuperação da pessoa hospitalizada, pois, quando ele está bem assistido e nutrido, responde de uma melhor maneira ao tratamento de saúde, o que pode inclusive encurtar a internação”.
Protocolo rigoroso
Todo o processo de compra, armazenamento, preparação e distribuição é acompanhado e monitorado de acordo com protocolos que garantem a qualidade e segurança dos alimentos que chegam aos usuários. Os produtos são armazenados e preparados no hospital Ouro Verde, de onde são distribuídos para as demais unidades todos os dias.
Segundo Valéria Calderon, são feitas conversas constantes com quem consome as refeições para que haja um retorno sobre a qualidade e preparo dos alimentos. “Muitos pacientes nos enviam cartas agradecendo e relatando que o sabor é de comida caseira”, contou. Ela lembra que o bom resultado também foi confirmado pela pesquisa contratada pela RMG que entrevistou usuários com questionamentos sobre diversas áreas. No quesito refeições, o índice de aprovação foi de 9.7 pontos, em uma escala de 0 a 10 pontos.
Linhas de atuação
A nutrição hospitalar tem duas linhas de atuação, a primeira fica a cargo do nutricionista clínico, que atua no leito do paciente, na enfermaria, e no ambulatório. Cabe a ele fazer a avaliação nutricional, acompanhar o desenvolvimento clínico, levar orientações nutricionais para familiares, acompanhar os serviços de copeiragem e distribuição na enfermaria, além de fazer parte da equipe multiprofissional de saúde.
A segunda linha é coordenada pelo nutricionista de produção, que fica na cozinha do hospital. Ele planeja o cardápio, os itens que são adquiridos para a preparação dos alimentos e, ainda, cuida do planejamento, de como receber e armazenar os itens, além de acompanhar a distribuição dos alimentos.
Em toda essa dinâmica também há a mediação da coordenadoria de nutrição dietética da RMG, responsável pela compra de dietas enterais (alimentação por sonda), fórmulas infantis, módulos nutricionais e suplementos alimentares. Tudo é preparado com muito critério e cada refeição leva o nome do paciente, em qual leito está e quantas calorias possui, entre outras informações.