Juventude Conectada forma jovens monitores e transforma acesso digital em inclusão social 

O Núcleo de Inclusão Digital do Centro POP Sares II funciona em uma sala simples, mas sempre em movimento. Às 10h, os seis computadores estão ocupados. Pessoas em situação de rua entram e saem para acessar redes sociais, assistir a vídeos ou resolver pendências básicas. O controle do tempo e do fluxo fica nas mãos de Gustavo da Silva Gomes, 21 anos, monitor do espaço. 

  

Gustavo é um dos 31 jovens do Programa Juventude Conectada, política municipal criada pela Lei nº 14.853/2014. Desde a criação, o programa já atendeu cerca de 600 jovens e realizou mais de 50 mil atendimentos à população. A iniciativa da Prefeitura de Campinas oferece formação e prática profissional a jovens de 15 a 29 anos, muitos em situação de vulnerabilidade, com jornada de 20 horas semanais, bolsa de R$ 744,76 e vale-transporte. 

  

Morador da Vila Padre Anchieta, Gustavo entrou no programa após indicação do tio. “Eu já tinha desistido de procurar emprego. Quando abriu isso aqui, foi uma bênção”, conta. No Núcleo, ele registra nome, CPF e horários em um caderno que organiza o uso dos computadores. “Tenho que controlar de meia em meia hora para todo mundo conseguir usar”, explica. 

  

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