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Unicamp cria colírio que pode tratar/prevenir cegueira por diabetes

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Atualmente, 13 milhões de brasileiros convivem com o diabetes, número que representa 6,9% da população do país, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes. Uma das complicações da doença é a chamada retinopatia diabética, que pode comprometer a visão de pacientes e, em estágios mais avançados, levar à perda total e irreversível da visão. O quadro é consequência de alterações neurais e vasculares na retina, ocasionadas pelo efeito da alta taxa glicêmica (glicose no soro). Mas, se de um lado há a doença e seus desafios, de outro, pesquisadoras da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) e da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp podem ter a solução: um colírio que trata e previne a doença. A tecnologia deve chegar à população nos próximos anos.

Atualmente, já é possível encontrar outras opções terapêuticas para doença, como a fotocoagulação com laser, as injeções intravítreas e até mesmo cirurgias. Contudo, ao contrário da composição farmacêutica obtida na Universidade, todos estes métodos são invasivos, conforme destaca a pesquisadora Jacqueline Mendonça Lopes de Faria, responsável pelos estudos. “A formulação farmacêutica contida no colírio permeia as barreiras oculares, carreando o princípio ativo até a retina. O colírio que desenvolvemos, por ser em apresentação tópica, não oferece riscos ao paciente”, conta a pesquisadora, que se afastou de suas funções na Unicamp para criar a SIGHT, braço P&D da M. Lopes De Faria Oftamologistas Associados, empresa que licenciou, no ano passado e em caráter não-exclusivo, a tecnologia.

Amplamente noticiado em jornais e noticiários locais e nacionais, em 2016, a tecnologia despertou o interesse da população e de empresas e laboratórios farmacêuticos. A tecnologia, que conquistou recentemente também o Prêmio Empreenda Saúde, é um exemplo claro de como o investimento em pesquisa é capaz de gerar benefícios à sociedade.

Entretanto, Jacqueline destaca que a composição ainda se trata de uma tecnologia embrionária e que demanda desenvolvimento tecnológico

complementar até se tornar, de fato, um produto e poder se utilizado em larga escala. “Apesar de várias grandes empresas da indústria farmacêutica terem mostrado interesse na tecnologia, o desenvolvimento de um novo colírio ainda é precoce e depende de novas pesquisas por parte das inventoras”, avalia Jacqueline.

E foi aí que surgiu a ideia do licenciamento para sua própria empresa. “A ideia é que, após novas pesquisas e desenvolvimento tecnológico, grandes empresas farmacêuticas realizem os testes clínicos em humanos e a comercialização do colírio”, completa. Ou seja, a M. Lopes De Faria vai atuar no modelo B2B, Business to Business, fornecendo a tecnologia para que outra empresa passe a comercializá-la e levá-la até os pacientes. “Nosso cliente é a empresa e não o consumidor final”, ressalta.

A expectativa é que o colírio possa ser utilizado em pacientes – tanto na prevenção, quando no tratamento da retinopatia diabética – nos próximos anos. Contudo, ainda há um longo caminho a ser percorrido, como lembra a pesquisadora e empreendedora. “Precisamos de recursos para realizar testes de segurança aqui no Brasil e no exterior e, depois, montar um dossiê que será encaminhado aos órgãos reguladores para dar início às fases de testes, que envolvem desde segurança até eficiência”, frisa Jacqueline.

Um dos desafios da pesquisa está na produção em maior escala para a indústria farmacêutica. “As pesquisas devem convergir para o uso de matérias primas de alto grau de pureza, estabilidade do produto, escalonamento da produção para testes em uma maior população de animais e, posteriormente, em humanos”, complementa a professora Maria Helena Andrade Santana, da FEQ, e que também participou do desenvolvimento da composição.

Vale lembrar que o uso da tecnologia já foi testado em ratos de laboratório experimentalmente diabéticos, obtendo resultados promissores. A composição se mostrou eficiente ainda ao promover efeitos protetores na retina funcional. No estudo in vivoconduzido na Unicamp, não foram observados efeitos colaterais adversos. “Nos experimentos, o uso do colírio possibilitou importantes efeitos neuroprotetores da retina em animais diabéticos, o que pudemos observar pelo eletroretinograma”, corrobora Jacqueline.

A responsável pelo desenvolvimento da composição destaca, ainda, o potencial do uso do colírio para tratar e prevenir outras doenças oculares. Ou seja, trata-se de uma formulação farmacêutica altamente promissora para a oftalmologia. “A utilização do colírio é um facilitador na administração do fármaco, não apresentando os riscos de um procedimento intraocular ou dos danos irreversíveis da fotocoagulação a laser na retina do paciente”, avalia.

Também atuaram no desenvolvimento da formulação farmacêutica a doutora Mariana Aparecida Brunini Rosales e Aline Borelli Alonso, mestranda na Engenharia Química. Os estudos contaram com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

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Sanasa informa fornecimento de água no domingo (07)

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A Sanasa informa que, em continuidade aos trabalhos de melhoria na oferta e distribuição de água da cidade, fará o serviço de capeamento de redes.

Para isso, será necessário interromper o fornecimento de água no domingo, dia 7 de março, das 8h às 17h, para os seguintes bairros: Parque Imperatriz Leopoldina, Vila Nova, Vila Del, Chácara João Hermann, Arruamento Rossi e Borghi, Jardim Dom Bosco e Jardim Brasil. Parte dos bairros Guanabara, Jardim Chapadão, Botafogo e Jardim Nossa Senhora Auxiliadora também será afetada.

A Sanasa recomenda aos moradores que façam a reserva antecipada ao período, para que não falte água.

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Campinas recebe mais doses e reabre agendamento para idosos com mais de 77

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A Prefeitura de Campinas reabriu nesta quinta-feira, dia 4 de março, o agendamento para vacinação contra a Covid-19 para pessoas de 77 a 79 anos de idade que residem no município. O agendamento é obrigatório e deve ser feito prioritariamente pelo site www.vacina.campinas.sp.gov.br ou pelo telefone 160.

A reabertura do agendamento foi possível porque o município recebeu novas doses, que foram entregues pela Secretaria Estadual de Saúde. As doses são destinadas para aplicação nessa faixa etária.

Só receberá vacina quem tiver agendado previamente. Os idosos com boas condições de saúde devem optar, no momento do agendamento, pela vacinação nos centros de imunização. Há opção de receber a dose no carro, porém o Departamento de Vigilância em Saúde adverte que o número de vagas é controlado e é destinado exclusivamente para quem já fez o agendamento com essa opção.

No dia marcado, é obrigatório apresentar um documento de identidade com foto e um comprovante de endereço.

Esclarecimento

O pré-cadastro feito no Governo do Estado não garante um agendamento no Centro de Imunização de Campinas e não é uma reserva de doses. Mas é importante para adiantar o preenchimento de dados e tornar o atendimento mais rápido nos locais de vacinação. Para mais informações acesse: www.https://vacina.campinas.sp.gov.br/vacinas/covid-19/pre-cadastro.

Campinas tem cinco Centros de Imunização, sendo que quatro já estão funcionando e o último será aberto no sábado, dia 6 de março. O local já está liberado para receber agendamento.

Confira os endereços dos Centros de Imunização:

Centro de Vivência do Idoso

Endereço: Avenida Dr. Heitor Penteado, s/n – Portão 5 da Lagoa do Taquaral

Emef Caic Zeferino Vaz

Endereço: Rua José Augusto de Mattos, s/n – Parque Residencial Vila União

Casa da Criança Paralítica

Endereço: Rua Pedro Domingos Vitali, 160 – Parque Itália

Clube Círculo Militar

Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 200 – Jardim Chapadão

Centro de Imunização Noroeste (antigo prédio da NAED Noroeste) – Rua Augusta Parreira Belintani, s/nº – Vila Castelo Branco (funcionará a partir do próximo sábado, dia 6).

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GM e PM trabalharão juntas para evitar aglomerações em Campinas

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A Guarda Municipal de Campinas e o 47º Batalhão da Polícia Militar vão somar esforços para realizar ações preventivas visando conter aglomerações em praças e vias públicas. O trabalho conjunto começa neste sábado. O esquema foi acertado em reunião na tarde de ontem, quarta-feira, dia 3, entre o comando das duas forças de segurança.

Os locais onde vão ocorrer as ações preventivas já foram mapeados pela Guarda Municipal em patrulhamentos anteriores, e identificados pelo Serviço de Inteligência da GM. São praças e ruas que costumam ter reunião de pessoas todo final de semana.

A ideia é intensificar o patrulhamento e colocar viaturas para monitorar as áreas e impedir a formação de fluxo de pessoas. “Vamos otimizar o efetivo e ampliar o patrulhamento, trabalhando juntos, para cobrir mais pontos da cidade. Nossa intenção é agir de forma preventiva, inibindo a formação das aglomerações nas praças”, informou o Secretário de Cooperação nos Assuntos de Segurança Pública de Campinas, Christiano Biggi.

Além da aglomeração, que pode causar propagação do coronavírus, os frequentadores destes locais fazem manobras perigosas com motocicletas. Os veículos são irregulares e de leilão. “Tanto a GM quanto a PM também vão agir para reprimir este tipo de atitude. As manobras dos motoqueiros podem causar acidentes e machucar as pessoas”, disse o secretário.

A GM e a PM vão, ainda, compartilhar informações dos serviços de inteligência. O Serviço de Inteligência da GM vem monitorando redes sociais para identificar possíveis festas clandestinas e essas informações também serão compartilhadas e embasarão as ações.

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