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Simulação nos Centros de Imunização treina esquema para vacinação agendada

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O Comitê Municipal de enfrentamento da pandemia do novo coronavírus da Prefeitura de Campinas promoveu na manhã desta quarta-feira, dia 27 de janeiro, uma simulação do esquema de vacinação contra a Covid-19 no Centro de Imunização Caic Sudoeste (Zeferino Vaz) na Vila União. Outra simulação ocorre à tarde no Centro de Vivência do Idoso da Lagoa do Taquaral. A vacinação, agendada para profissionais de saúde de algumas categorias, começa amanhã, dia 28.

 

 

A simulação tem o objetivo de orientar os profissionais que atuarão nos centros sobre seu papel e o que fazer nas diversas etapas desde a chegada de quem vai se vacinar até a sua saída. Cerca de 30 trabalhadores estarão em cada local, atuando desde a triagem, passando pelo cadastramento, organização e a aplicação das doses. “A simulação tem ainda o intuito de identificar situações de emergência que podem ocorrer e para os quais os trabalhadores devem estar preparados”, disse Priscilla Brandão Bacci Pegoraro, enfermeira e articuladora da Saúde no Comitê.

 

 

Além das equipes da Secretaria Municipal de Saúde (do Departamento de Vigilância em Saúde, Departamento de Saúde e Samu), Defesa Civil, Guarda Municipal (GM), Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) e CPFL participam. Os Centros de Imunização funcionarão das 8h às 22h e haverá um posto fixo da GM em cada um deles.

 

 

Fluxo

 

Os profissionais de saúde que serão vacinados passarão por uma triagem na porta dos Centros. Haverá medição de temperatura e questionário para verificar se a pessoa não tem sintomas de Covid. Quem estiver sem sintoma, agendado e dentro dos requisitos vai para a sala de espera e dali segue para a sala de cadastramento e posto de vacinação. Pessoas com suspeita de Covid serão encaminhadas para uma unidade de Saúde após avaliação do enfermeiro do Centro de Imunização.

 

 

Os Centros terão sala de emergência e espaços demarcados para saída de ambulâncias, caso seja necessário. Profissionais da Imprensa, como repórteres, cinegrafistas e fotógrafos, também terão um local próprio para ficar e uma entrada exclusiva.

 

 

As demais atividades que envolvem a vacinação também foram verificadas, incluindo coordenação, almoxarifado, sala de vacinas, informática, vigilância privada e transporte público.

 

Vacina só com agendamento

 

Houve também treinamento para resolução de conflitos e orientações sobre quais situações levarão à negativa da vacina, casos como o de pessoas sem agendamento ou que não são o foco desta fase da primeira etapa de vacinação. Nesta fase, as categorias profissionais contempladas são: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas, técnicos de análises clínicas e motoristas de ambulância.

 

 

No dia marcado, é preciso levar documento de identificação com foto e/ou carteira de registro profissional e comprovante de vínculo com estabelecimento de saúde de Campinas, como holerite, carteira de trabalho assinada ou declaração do empregador. Quem trabalhar em outra cidade como profissional de saúde e morar em Campinas, além do comprovante de vínculo empregatício na área, deverá levar comprovante de residência. Somente profissionais da ativa podem se vacinar. 

 

 

Vacina Campinas

 

 

Para se vacinar, os profissionais de saúde deverão fazer um agendamento, que foi liberado ontem, dia 26 de janeiro, pelo site www.vacina.campinas.sp.gov.br. Só será possível agendar enquanto houver doses disponíveis.

 

 

Centros de Imunização

 

Nesta fase inicial da vacinação para os profissionais de saúde são dois Centros de Imunização:

 

– Centro de Vivência do Idoso – Lagoa do Taquaral – Portão 5 (região leste);

 

– Caic Sudoeste (Zeferino Vaz) – Rua José augusto de Mattos, s/nº, Vila União (Região Sudoeste).

 

 

A primeira etapa da vacinação será dividida da seguinte maneira:

 

1º – profissionais de saúde, indígenas e quilombolas – cerca de 63 mil pessoas em campinas;

 

2º – pessoas com 75 anos ou mais – 40.383 pessoas;

 

3º – 70 a 74 anos – 26.309 pessoas;

 

4º – 65 a 69 anos – 33.507 pessoas;

 

5° – 60 a 64 anos – 46.169 pessoas.

 

 

Ainda não há previsão de quando começará a vacinação dos demais públicos da primeira etapa. A definição vai depender da quantidade de vacinas que a cidade receberá.

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Prefeitura incorpora Metropolitano para ampliar leitos e evitar colapso

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Diante do iminente colapso na oferta de leitos para pacientes graves de Covid-19 em Campinas, o prefeito Dário Saadi incorporou hoje o Hospital Metropolitano, que passará a ser administrado pela Rede Mário Gatti. Até o final da semana, haverá ampliação na oferta de leitos de UTI, de enfermaria e de observação na rede formada pelos hospitais municipais Mário Gatti e Ouro Verde e nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e agora também pelo Hospital Metropolitano.

Hoje, a Rede Mário Gatti tem 65 leitos de UTI, 92 de enfermaria e 16 de observação. Em cinco dias, informou o presidente da rede, Sérgio Bisogni, a disponibilidade será ampliada para 79 leitos de UTI, 116 de enfermaria e 29 de observação.

Uma contratação emergencial vai permitir que, em duas semanas, essa estrutura passe a contar com oferta de 99 leitos de UTI, 158 de enfermaria e 29 de observação.

A ampliação de disponibilidade, que começa esta semana, inclui aumento no número de leitos de UTI exclusivo para pacientes com Covid no Hospital Municipal Mário Gatti, o ingresso de leitos do Hospital Metropolitano (serão 37, sendo dez de UTI, 20 de enfermaria e sete de observação esta semana), além de incremento na oferta no Hospital Ouro Verde e na UPA Anchieta.

O prefeito informou que a decisão de incorporar o Hospital Metropolitano ocorre diante da proximidade de colapso no atendimento aos pacientes com Covid-19. A compra de leitos na rede privada se mostra inviável, segundo ele, diante da pressão que os hospitais particulares também estão vivendo para atender pacientes graves infectados pelo novo coronavírus e também os acometidos por outras doenças.

“Analisamos muito antes de tomar essa decisão, avaliamos outras possibilidades, mas a oferta de leitos na cidade está crítica tanto na rede pública quanto privada”, disse. Dário informou que a Prefeitura não está expropriando o Metropolitano, mas sim requisitando o hospital e os equipamentos para atender o Sistema Único de Saúde em Campinas durante o período da pandemia.

Um novo convênio com o Metropolitano, como ocorreu no ano passado, foi descartado por parecer jurídico. O secretário de Justiça, Peter Panutto, explicou que, na situação anterior, a Prefeitura passou por insegurança jurídica no contrato porque o hospital passa por recuperação judicial e tem ordem de despejo para desocupar o espaço.

“Recebemos inúmeros ofícios do Ministério Público Federal, Polícia Federal, questionando a contratação do hospital diante dessa fragilidade jurídica de sua situação. Não havia nenhuma possibilidade de fazer nova contratação. O decreto publicado hoje está amparado na Constituição, estamos priorizando o interesse público”, afirmou o secretário.

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Roteiro de visitas da Assistência abrange abrigos municipais

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O cronograma de visitas que a secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Vandecleya Moro, vem cumprindo nos serviços mantidos pela Pasta incluiu os abrigos municipais no roteiro da última sexta-feira, dia 26 de fevereiro.
Os abrigos são equipamentos da Proteção Social Especial de Alta Complexidade. As unidades acolhem crianças, adolescentes, mulheres e idosos que, por determinação judicial, precisam ser afastados da família por medida de proteção.
Ao visitar a sede do Sapeca – Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente, no bairro Taquaral, a secretária Vandecleya Moro, teve oportunidade de conhecer a ação Sapeca Recebe. “Nosso serviço de acolhimento familiar é referência no Brasil e, mensalmente, atende municípios que estão implantando esse tipo de acolhimento para apresentar o funcionamento do Sapeca. Esse trabalho nos enche de orgulho, ainda mais quando vemos nossos técnicos sendo consultados para falar da sua experiência no atendimento às famílias”, elogiou a secretária.
Além do serviço de acolhimento familiar, também foram visitadas as duas unidades do Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente (CMPCA), no Taquaral; o abrigo emergencial Zilda Arns, também no Taquaral, que no momento atende população em situação de rua com sintomas de Covid-19; a residência inclusiva Renascer, no bairro Botafogo, voltada ao acolhimento integral para jovens e adultos com deficiência que não tenham retaguarda familiar, e a casa abrigo SARA-M, cujo endereço é mantido em sigilo porque acolhe mulheres em situação de violência doméstica, e seus filhos.
O roteiro de visitas também incluiu as instalações do Bagageiro, na Vila Industrial, que será disponibilizado para pessoas em situação de rua guardarem seus pertences. A previsão da Secretaria é que esse equipamento entre em funcionamento até o início do mês de abril.
Como nas visitas realizadas anteriormente, a secretária percorreu as instalações, conheceu os profissionais que atuam nos locais e conversou sobre suas experiências no dia a dia.
Sapeca Recebe
Na última sexta-feira, 26, o “Sapeca Recebe” fez um encontro on-line com os municípios de Florianópolis-SC, Praia Grande-SP e São José dos Pinhais-PR para apresentar o funcionamento do serviço de acolhimento em família acolhedora em Campinas, que foi implantado em 1997.
Durante os encontros, o serviço apresenta o histórico do acolhimento familiar no Brasil, mostra como o serviço é executado e qual a metodologia utilizada. Fala, ainda, do funcionamento em Campinas, que atua em quatro frentes: divulgação e captação de famílias acolhedoras, formação das famílias candidatas, processo de acolhimento da criança e adolescente e o acompanhamento pós-reintegração familiar.
A recepção em família acolhedora é provisória. O período de acolhimento visa propiciar à criança e ao adolescente a possibilidade de receber cuidado, proteção, vínculo e convivência durante uma fase de fragilidade do seu ciclo de vida junto à sua família de origem. Esse período também é utilizado para que, com acompanhamento dos técnicos, a família de origem se reestruture, para poder receber novamente a criança ou adolescente. Se, ao fim do processo, não existir a possibilidade de retorno à família original, a criança ou adolescente poderá ser adotado.

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Prefeitura coloca Campinas na Fase Vermelha a partir desta quarta-feira, 3

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Campinas entra na Fase Vermelha do Plano São Paulo a partir desta quarta-feira, 3 de março. A medida, válida até 16 de março, é necessária por conta do crescente número de casos de Covid-19 na cidade e também por conta da ocupação de leitos. Uma nova avaliação será feita no dia 9 de março.

O decreto com todas as informações será publicado no Diário Oficial (www.campinas.sp.gov.br/diario-oficial/) de amanhã.

Na Fase Vermelha, apenas os serviços essenciais podem funcionar, como mercados, farmácias, padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transporte coletivo, transportadoras, oficinas de veículos, hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria e pet shops.

“Vivemos um momento de quase colapso na saúde da cidade. Não é uma decisão fácil, mas o poder público tem que agir quando é preciso, mesmo quando essas decisões são amargas”, disse o prefeito Dário Saadi, durante transmissão ao vivo.

Ainda segundo ele, houve consenso nesta decisão. “Entre a omissão de ver a rede em quase colapso e adotar medidas duras, optamos por agir. Estamos baseados, não só nos números da cidade, mas também baseados no que está acontecendo em outras metrópoles”, completou.

O secretário de Justiça, Peter Panutto, explicou que o decreto da Fase Vermelha vai suspender o decreto 20.901, que autoriza o funcionamento de atividades não essenciais. “A partir de amanhã, atividades como comércio, academias, shoppings, salões de beleza, barbearia não poderão funcionar. Os bares e restaurantes não poderão ter atendimento presencial, para este segmento só estão autorizados os serviços de retirada e delivery”, disse.

O comércio também pode funcionar com retirada e delivery, desde que as entregas das mercadorias sejam feitas sem que o consumidor saia do seu veículo.

As escolas de todos os níveis também estão proibidas de realizar atividades presenciais. Estão liberados apenas os cursos relacionados à área de saúde. “A determinação vale para escolas privadas e públicas, incluindo as estaduais. O prefeito, como autoridade sanitária máxima tem essa prerrogativa e pode implementar medidas mais rigorosas que as estaduais”, explicou Panutto.

As atividades religiosas, como são classificadas como essenciais, poderão ser realizadas, porém, com limitação de horário e público. O funcionamento dos templos e igreja terá que ser encerrado às 20h e a capacidade de ser de até 30%.


Serviços municipais


Nos serviços municipais também haverá mudanças. No Paço Municipal haverá restrição de circulação e a capacidade será limitada a 30%. Os servidores voltarão a realizar teletrabalho e no prédio deverá ter apenas 30% dos funcionários por setor.



Os parques públicos e praças de esportes também permanecerão fechadas durante a Fase Vermelha. Atividades que gerem aglomeração também estão proibidas.



Apelo


O secretário de Saúde, Lair Zambon, fez um apelo à população e pediu apoio neste momento. “Neste momento, temos que pedir o máximo de cooperação da população. Eu sei que todo mundo será sacrificado nos próximos 14 dias, mas nós temos que olhar para a situação que estamos vivendo”, disse. “Por favor, nos ajudem a diminuir o alto contágio que nós estamos tendo, no sentido de salvar vidas”, completou.

No encerramento da live, o prefeito afirmou que as ações foram extremamente discutidas e embasadas. “Temos certeza que é o correto a se fazer hoje. Temos que nos pautar pelo que é certo, pela proteção à vida”, finalizou Dário.

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