Programação do 19º Feverestival convida público a vivenciar grande 'partilha' teatral em Campinas
Em busca de democratizar o acesso à arte, indo ao encontro do tema da edição, o Feveres – como é carinhosamente chamado – oferece ao público uma diversidade de atrações e locais que serão palco do Festival. Além do Teatro Castro Mendes, haverá apresentações no Sesc Campinas, Barracão Teatro, Centro Cultural SESI Campinas, Cis Guanabara, Biblioteca Monteiro Lobato, Centro de Convivência Cultural, Praça Carlos Gomes, Lagoa do Taquaral, Casa de Cultura Aquarela e Quintal Garatuja. O Núcleo Feverestival, responsável coletivamente pela gestão do Festival, é composto por Bruna Schroeder, Cauê Moreira, Dandara Lequi, Dudu Ferraz, Francisco Barganian, Juliana Kaneto, Mariella Siqueira e Miguel Von Zuben.
Espetáculos internacionais
Os dias seguintes de programação trazem mais atrações internacionais: destaque para o solo Mujer en Lucha, Mujer en Guerra – vindo da Colômbia, é interpretado pela atriz Oriana del Mar, que leva o público para uma viagem profunda pela história do conflito social, político e armado de seu país. O palco dessa obra, que reconhece a resiliência de movimentos liderados por mulheres, é o Cis Guanabara, no dia 30.
Na quinta-feira, dia 2, o continente europeu será representado na programação com a peça “Yo Mussolini”, do artista italiano, radicado na Espanha, Léo Bassi. No palco do Centro de Convivência de Campinas, o público vai se divertir e refletir com este solo do artista e palhaço Leo Bassi, que traz os mecanismos de ascensão do fascismo a partir do humor ácido, da sátira e da linguagem bufonesca.
Para fechar o Festival, nos dias 3 e 4 de julho (sexta e sábado), o palhaço chileno Karcocha apresenta os espetáculos de rua “El Coche” e “Desequilíbrio Urbano”, respectivamente. No dia 3, a performance será na Praça Carlos Gomes, e no dia 4, no Parque Portugal, portão 1 da Lagoa do Taquaral.
Do Norte do país, o grupo Las Cabaças, de Alter do Chão/PA, apresenta Dia da Caça – uma obra que traz mistérios da floresta direto para o palco do Sesc Campinas no dia 28 de junho. Diretamente do nordeste brasileiro, mais especificamente do Ceará, o grupo Carroça de Mamulengos traz dois espetáculos de teatro de bonecos para o Feveres no Sesc: O Babauzeiro, no dia 1 de julho, e A Babauzinha, no dia 2.
Quer saber mais? Acesse as redes sociais do Feverestival no Instagram e Facebook e também o site: feverestival.com.br.
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26/6 (sexta-feira)
Duração: 170 min | Indicação etária: 12 anos | Acessibilidade: Libras
Ingresso 1º lote até 22/06: R$40 (inteira) – R$20 (meia) – Sympla
Ingresso 2º lote após 22/06: R$50 (inteira) – R$25 (meia) – Sympla
A Cia do Tijolo enxerga as ruínas de Canudos, cidade submersa, e mergulha nas águas do açude de Cocorobó em busca das histórias de suas gentes. Para além da visão de Euclides da Cunha e da narrativa do massacre, o espetáculo recria, a partir dos olhos de duas professoras, uma comunidade viva, forte, próspera e vitoriosa na invenção de formas próprias de existência. Restinga de Canudos traz professoras, beatos fazendo reza, guerra e festa numa Canudos recriada para o tempo presente.
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27/6 (sábado) e 28/06 (domingo)
Duração: 90 min | Indicação etária: 16 anos
Ingresso: Grátis
Confesiones é um solo de Ana Correa no qual a atriz compartilha seu processo criativo, dialogando com suas personagens construídas ao longo da trajetória do Grupo Yuyachkani, especialmente as surgidas entre 1980 e 2000, período marcado pela violência política no Peru. Em cena, transita entre pessoa e personagem, numa linha tênue entre ficção e realidade, expondo a fusão entre mulher, mãe, cidadã e artista.
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27/6 (sábado) e 28/06 (domingo)
Duração: 120 min | Indicação etária: 14 anos
Ingresso: Grátis – Plataforma SESI
Com a estética da cultura popular do reisado cearense, da liturgia do Boi e do encantamento, o Grupo Clariô narra a saga da irmandade liderada pelo Beato José Lourenço, traçando um paralelo com a narrativa fictícia de uma comunidade de Boi Bumbá fundada na periferia de São Paulo dos tempos atuais, por um migrante cearense sobrevivente do massacre do Caldeirão, que também tem sua tradição ameaçada e perseguida pelos poderosos do dinheiro e do Estado.
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28/6 (domingo)Dia da Caça
Duração: 60 min | Indicação etária: Livre
Ingresso: Grátis (retirar 1h antes na bilheteria do Sesc)
As caçadoras Bifi e Quinan, famintas há três dias, passam uma noite na floresta seguindo rastros de bichos e procurando comida. Um misterioso e temido animal as enfeitiça durante o curso da história.
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30/6 (terça-feira)
MARIAS
Duração: 50 min | Indicação etária: Livre | Acessibilidade: Libras
Ingresso: Grátis
“Uma serpente mágica d’água aparece — e nada volta a ser como antes na vida de Vó Maria e Maria Flor. É o que narram Ori e Okan, gêmeos brincantes que, ao ouvirem o canto dos passarinhos dourados da árvore de Loko, recebem um chamado: contar para não se perder. Pelas vozes encantadas das crianças, somos conduzidos ao encontro inesperado entre Maria Flor — menina curiosa que sonha em ser escritora —, Vó Maria — benzedeira do bairro, cansada e desacreditada em seu ofício — e Cobrinha Pequenina, a serpente da transformação. Entre folhas, cantos e rezas, algo começa a se mexer devagarinho… rodando, rodando — como um arco de muitas cores que risca o céu depois da chuva — lembrando que tudo pode recomeçar.”
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30/6 (terça-feira) e 01/07 (quarta-feira)
Ingresso: Grátis
Um solo poderoso que leva o público em uma viagem profunda pela história do conflito social, político e armado da Colômbia, visto através dos olhos de quem mais o sentiu: as mulheres. Por meio de personagens como Consuelo Velásquez e Jennifer Restrepo, construídos a partir de depoimentos reais de vítimas, a atriz dá voz a realidades que merecem ser ouvidas. Uma obra que não apenas retrata a dor da guerra, mas que reconhece a resiliência, a esperança e os processos de paz liderados por mulheres que se recusaram a desistir. Uma reflexão que comove e que convida a compreender e a sentir.
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1/7 (quarta-feira)
João Bondade contratou Benedito para cuidar do seu pomar, onde as frutas são cultivadas e distribuídas para a comunidade. Mané Vou-lá-Hoje vê uma boa oportunidade para ganhar dinheiro fácil. Sabirinho é um passarinho raro – mistura de sabiá com canarinho – e, com Mané por perto, está correndo perigo. Nessa apresentação, Carlos Gomide revive o Babau, dando vida a bonecos que foram recebidos das mãos de mestres desse folguedo na origem da Carroça de Mamulengos.
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2/7 (quinta-feira)
A Babauzinha
Ao recortar três momentos históricos do teatro de bonecos, Ana apresenta o percurso do personagem Benedito de funcionário de coronel em condições análogas à escravidão, a retirante nordestino, até seu filho, já indo pra escola, morando em uma grande cidade. Durante o espetáculo, Ana reflete o que é ser herdeira de uma tradição, e ao mergulhar na história da sua ancestralidade, encontra a sua própria história.
Yo, Mussolini
Ingresso 1º lote até 22/06: R$40 (inteira) – R$20 (meia) – Sympla
Ingresso 2º lote após 22/06: R$50 (inteira) – R$25 (meia) – Sympla
Em Yo, Mussolini, Leo Bassi investiga os mecanismos de ascensão do fascismo a partir do humor ácido, sátira e linguagem bufonesca. Ao encarnar Benito Mussolini, o espetáculo revela como o medo, a manipulação política e os interesses das elites alimentam regimes autoritários. Entre o riso e a provocação, a obra propõe uma reflexão crítica sobre a intolerância e as estratégias de dominação ainda presentes no mundo contemporâneo.
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3/7 (sexta-feira)
Tucumã & Buriti – As Brocadas do Tarumã-açú
Olhos atentos que paramos o tempo para o que vamos contar! Duas irmãs que nasceram grudadas pelo umbigo, crias da comunidade ribeirinha de Julião. As cunhantãs tem seus desejos de matar a fome, uma delas quer ficar, outra delas quer partir. Então, o rio Tarumã vira palco para história de Tucumã e Buriti. O espetáculo surge como forma de suscitar o interesse do público pelas identidades do interior do Brasil, em especial da Amazônia brasileira através de aspectos que compõe o imaginário dos caboclos e dialogam com a diversidade cultural do interior do nosso país.
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3/7 (sexta-feira)
Espetáculo de alto impacto, irreverente e desconcertante, um formato impensado na arte da palhaçaria de rua. Utópico para as mentes conservadores, Karcocha causa uma catarse na street art, em que o politicamente correto se transforma para dar passagem a um mundo sem limites.
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4/7 (sábado)
Neste espetáculo, Karcocha não tem um guia ou um plano. Com mais de 20 anos de experiência na arte de rua, ele improvisa com os pedestres, animais, sons e tudo o que dê a ele um motivo para brincar e provocar risadas ou emoções. Com técnicas de mímica, este personagem cria cenas inimagináveis e uma amigável comicidade com o público, trabalhando juntos para produzir a maior quantidade de endorfina possível e alimentar assim seus corações.