Oficina de Resina Criativa se apresenta como uma nova fonte de renda para mulheres empreendedoras
Mulheres empreendedoras marcaram presença na oficina de Resina Criativa, promovida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres em parceria com a Redelease (empresa de distribuição e capacitação para o mercado de resina). O encontro aconteceu na tarde desta quarta-feira, 24, na Unimetrocamp, e contou com a presença de 21 participantes.
Durante a aula, o instrutor Rafael Iacovella apresentou o material mais comum na produção das peças, a resina epóxi, material mais líquido e mais fácil para lidar com as bolhas que surgem durante a manipulação, produto ideal para iniciantes.
De acordo com Iacovella, mesmo com a popularização da técnica com resina, ainda há muito espaço para profissionais se aprofundarem no conhecimento e fazerem dele uma fonte de renda.
“É um mercado bem rentável, pois você gasta pouco material e produz em grande quantidade ou peças especiais, como as jóias afetivas (peças feitas com materiais biológicos ou de valor sentimental como, por exemplo, mecha de cabelo). É, sem dúvida, um bom caminho para uma fonte de renda”, afirmou.
O instrutor também falou sobre as oportunidades nesse mercado, como é o manuseio do material, onde adquirir os produtos, os cuidados necessários durante o manuseio, os tipos de efeitos que podem ser criados nas peças.
“Hoje fizemos um chaveiro, uma peça bem básica, mas que já dá para a artesã sentir como é trabalhar com o material”, completou.
De olho no mercado
A artesã Edna Merlotte participou do programa Feira de Mulheres Empreendedoras no início. Atualmente trabalha com pintura artesanal, se dedica ao voluntariado e é professora de artes sustentáveis. A oficina foi a oportunidade para a profissional conhecer a resina e entender se era um produto com que ela se identificava ou não.
“Nunca tinha trabalhado com resina, mas sempre tive curiosidade em conhecer o material. Quando fiquei sabendo dessa oficina, não perdi tempo, me inscrevi e gostei muito do resultado. Esse tipo de capacitação é muito importante para conhecer o produto e perceber se você vai se identificar. É muito bom porque antes de fazer um investimento você entende se aquela técnica é pra você”, comentou a artesã.
Já Dayse Callegari Fahl, que produz velas aromáticas e é participante do programa há quase um ano, foi para a oficina em busca de respostas para um problema: gostaria de impermeabilizar os potes que utiliza para a fabricação das velas.
“Hoje eu trabalho com um pote que é feito a partir do gesso pedra e pó de mármore, só que com o passar do tempo essa mistura suga a oleosidade da vela e tira a beleza da peça. Então, vim aqui entender se a resina me ajudaria a resolver esse impasse, estou saindo daqui com a indicação de um material, espero que dê certo! E também é sempre bom aprender algo novo e expandir o leque de produtos”, declarou.