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Memórias afetivas do samba são tema de espetáculo no Casarão

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A pluralidade encontrada nas vivências em rodas de samba é que dá o tom ao espetáculo “Uji – O Bom da Roda”, assinado pelo multiartista Edu de Maria, fundador do Núcleo Cultural Cupinzeiro. A montagem estreia nesta sexta, 21 de setembro, às 20h, no Centro Cultural Casarão. A entrada é franca.

 

 

Contemplado pelo Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (FICC), na categoria Produção e Circulação de Espetáculo Inédito, a montagem traz à cena, em companhia de Edu de Maria, os músicos Anabela Leandro, Roberto Amaral e Xeina Barros, sob a direção de Ana Cristina Colla, atriz-pesquisadora do Lume Teatro. 

 

 

Sobre o título do solo, um mistério paira sobre a expressão “o bom da roda”. “O nome foi proposto para deixar essa ambiguidade: é alguém ou o que é? Para mim, dentro do processo de construção do espetáculo, o bom da roda é um campo afetivo que a roda produz dentro da minha experiência e da pesquisa com relação ao samba”, conta Edu de Maria. A expressão “uji”, que vem do budismo soto zen, “exemplifica a unificação entre a existência e o tempo. A roda é uji”. 

 

 

Memórias

O espetáculo nasceu a partir das próprias memórias afetivas de Edu e de suas pesquisas sobre o universo do samba, que são alinhavadas às vivências nas rodas, aos bate-papos com sambistas e à experiência do intérprete como cantor, compositor e músico. “É a minha relação com o samba. Não tenho uma pretensão de trazer uma linearidade histórica ou ser didático. Isso eu acabo fazendo com o meu trabalho acadêmico. O espetáculo vem justamente ao encontro desse meu desejo de sair do campo didático e sociológico. É uma criação livre a partir de todas as experiências e dessa minha relação com o samba”, destaca.

 

 

Para apresentar à plateia os três personagens que encantam a trama: o trabalhador urbano Cícero, uma sambadeira e um sambador, Edu de Maria convida à roda de samba a técnica da mímesis corpórea, linha de estudo desenvolvida pelo Lume Teatro (Campinas), que se estrutura na observação, na codificação e na memorização de ações físicas e vocais de pessoas reais encontradas no cotidiano. 

 

 

A História

O ponto de partida do espetáculo está relacionado à chegada de Cícero, um jovem trabalhador urbano e com antepassado marcado pelos batuques, no pedaço. “Aos poucos, ele vai se deparando com memórias e vai apresentando-as ao público. A partir dessas lembranças, surgem outros personagens, como a sambadeira, que representa as várias sambadeiras que me encontrei no Recôncavo Baiano, e um sambador, que para ele é um avô, mas que se configura nos velhos mestres, que tocam, compõem e cantam nas rodas. Essas três figuras são as responsáveis por costurar a trajetória do espetáculo”. 

 

O Artista

Fundador do Núcleo Cultural Cupinzeiro, o multiartista Edu de Maria tem graduação em música popular, mestrado em educação e doutorado em artes pela Unicamp. De 15 anos para cá, tem atuado de forma bem-sucedida como compositor (sambas e trilhas), violonista, intérprete e arranjador, participando de temporadas em várias partes do Brasil, além de EUA, Portugal, França, Argentina e Uruguai. A partir dessas habilidades, assinou a gravação dos discos Núcleo Cupinzeiro (2008), Histórias do Samba Paulista (2009), Cidade das Noites e Pé de Vento (2011), bem como dos DVDs Experiência Cultural na Roda (2011) e Marejante (2016). O engajamento na pesquisa do samba rendeu-lhe diversos prêmios, entre os quais Prêmio Estímulo de Música (2007), Prêmio de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura (2007), Medalha Carlos Gomes, ProAC (2009) e PROEXT Cultura (2010).

 

 

Serviço

Espetáculo Uji – O Bom da Roda

Quando: sexta, 21 de setembro.

Onde: Centro Cultural Casarão (Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, s/nº, Terras do Barão, Barão Geraldo, em Campinas).

Entrada gratuita.

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Liberadas mais vagas para vacinar gestantes da área da saúde contra Covid

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A Secretaria de Saúde de Campinas vai reabrir, a partir das 19h desta quarta-feira, 5 de maio, o agendamento para a vacinação de trabalhadoras de saúde
No grupo de trabalhadoras de saúde estão incluídas as profissionais que têm graduação ou curso técnico na área e as mulheres que trabalham no setor, incluindo recepcionistas de serviços de saúde, trabalhadoras da limpeza e lavanderias de serviços de saúde, cozinheiras de serviços de saúde, balconistas de farmácias, drogarias, entre outras que trabalham em estabelecimentos como hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios, drogarias, farmácias entre outros, além de cuidadoras de idosas registradas por empresas da área.
Profissionais de saúde devem apresentar o registro no Conselho de Classe e/ou outro comprovante, além de comprovante de trabalho no setor, que pode ser contrato de trabalho, contrato de prestação de serviços, holerite, crachá (desde que contenha minimamente as informações: nome do estabelecimento, nome e sobrenome da pessoa, cargo ou função) ou declaração emitida pelo serviço de saúde que comprove o vínculo empregatício da pessoa.
Grávidas e puérperas terão que levar o cartão pré-natal (caderneta da gestante). As lactantes devem apresentar a certidão de nascimento do bebê.
Todas as agendadas terão que apresentar o comprovante de agendamento impresso ou salvo como imagem em seu celular, documento oficial com foto e comprovante de residência no município em seu nome.

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Campinas zera fila de espera por leitos de enfermaria e UTI-Covid

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