Connect with us

Geral

Literatura de escritores negros tem lançamento na Biblioteca Manoel Zink

Publicado

em

 

O tema “A Literatura Brasileira na Ótica dos Escritores Negros” será colocado em pauta no evento que reúne lançamento dos livros dos escritores Fausto Antônio e Plínio Camillo e roda de conversa com os autores e participações de Junião (cartunista e ilustrador da obra “No Reino das Carapinha”), Marciano Ventura (editor da Ciclo Contínuo) e da professora Natasha Magno, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. A atividade é aberta ao público e acontece nesta sexta-feira, 22, a partir das 19h, na Biblioteca Pública Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink.

 

 

“Trazer escritores negros e sua produção literária para o proscênio de nosso debate cultural é evitar a perpetuação da exclusão cultural e incorporar no nosso universo o imaginário estruturante o referencial cultural das tradições afro-brasileiras, tematizando as perspectivas dos valores de quem vivencia e se debate em nosso cenário cultural, contornando o viés único dessa cultura européia, etnocentrista e colonizante”, afirma o especialista cultural e curador do evento, Ronaldo Simões Gomes (Batata).

 

 

Segundo ele, a literatura produzida por autores negros costuma receber um trato das tradições literárias brasileiras que os condena à escolha por duas alternativas: submeter-se a um processo institucionalizante de branqueamento, onde as temáticas próprias do processo cultural da população negra são relegadas, como bem operou nosso literato mór, Machado de Assis, ou serem relegados a um gueto onde falam apenas para seus pares, como Lima Barreto e Solano Trindade.

 

 

“A farta produção poética da comunidade negra, realizada através de suas tradições orais e musicais, é desconsiderada no debate do campo da produção poética da literatura brasileira. Cartola, Ataulfo Alves, Paulinho da Viola, Itamar Assunção, para citar alguns dos muitos que contribuíram para a configuração de uma poética popular, não são considerados como partícipes do que se deva levar em conta nas avaliações críticas de nossa teoria literária”, reflete.

 

 

 

Fausto Antônio

 

 

Natural de Campinas, Carlindo Fausto Antônio é graduado em Letras, Mestre em Ciências Sociais Aplicadas à Educação e Doutor em Teoria Literária pela Unicamp com a tese ‘Cadernos Negros: esboço de análise’. Nesse trabalho, aborda criticamente uma trajetória de 27 anos da publicação coletiva afro-brasileira, que vai de 1978 a 2004, situando-a histórica e esteticamente. Sua pesquisa descreve e analisa as recorrências presentes na prosa e no verso presentes na série e nas reflexões teóricas desenvolvidas por alguns autores, com o fim de ressaltar aspectos e questões que constituem uma vigorosa rede polifônica de adesão à cosmogonia afro-brasileira e aos lugares das noções textuais da negrura enquanto elo identitário.

 

 

Como educador empenhado na formação do hábito de leitura e na implantação efetiva do ensino da História e da Cultura africana e afro-brasileira, coordenou em Campinas o grupo de trabalho “Memória: Discutindo o Negro na Literatura Infantojuvenil”.

 

 

No momento, atua como professor e coordenador do curso de Humanidades da Unilab – Universidade da Integração da Lusofonia Afrobrasileira – campus dos Malês, em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, região metropolitana de Salvador.

 

 

Sua primeira publicação em livro, Fala de Pedra e Pedra, data de 1986. No ano seguinte, integrou o projeto “Artistas Plásticos pela cidade”, coordenado pelo Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Em 1988, participou da Exposição de Poesia Concreta realizada na PUC-Campinas e na Unicamp.

 

 

Em 1989, divulgou seus textos na exposição “Gestos e Manifestos – Poesia concreta”, que teve lugar no Museu de Arte Contemporânea da cidade. Em 1991, publicou seu segundo livro, “Linhagem de Pedra e de Outra Pessoa”, em que o poeta acerta em cheio no diagnóstico do processo de perda a que está submetido o sujeito na sociedade contemporânea. É também autor do romance “Exumos”, de 1995, além de duas peças teatrais: “De que valem os portões” (1992) e “Arthur Bispo do Rosário, o Rei” (1995). Em 2006, publicou os volumes “Vinte anos de poesia” e “Vinte anos de prosa”, em que reúne parte de sua produção anterior, acrescida de inéditos. Além disso, está presente em diversas edições dos Cadernos Negros, tanto de poesia quanto de ficção, além de outras antologias. Em paralelo, desenvolve criativo projeto voltado para o público infantojuvenil – intitulado “No Reino da Carapinha” – do qual o “literafro” reproduz um excerto na seção de textos selecionados.

 

 

Plínio Camillo

 

 

Formado em Estudos Linguísticos pela USP, Plínio Camillo é natural de Ribeirão Preto e reside em São Paulo. Além de escritor, é ator e educador social, tendo atuado com crianças e adolescentes de rua. Atualmente, trabalha também na área de comunicação.Seu primeiro livro, “O Namorado do Papai Ronca”, voltado ao público infantojuvenil e publicado em 2012, foi premiado pelo Concurso de Apoio a Projetos de Primeira Publicação de Livro no Estado de São Paulo – ProAC. Lançado pela Prólogo Selo Editorial, em parceria com o Instituto Cultural Mundomundano, chama a atenção pela inovação na linguagem, que se apropria do modo de expressão usual nas redes sociais. Antes do lançamento individual, participou de duas coletâneas de contos: “Abigail” (2011) e “Assim você me mata”, (2012), ambos lançados pela Editora Terracota.

 

 

Estimulado pela literatura de autores como Marcelino Freire, Dalton Trevisan, Lima Barreto e Dashiel Hammett, o autor encontra referências também na dramaturgia e na tradição teatral, áreas em que possui vasta experiência. Participou do Curso de Extensão Cultural na área de teatro da Unicamp e atuou como autor, diretor, ator, iluminador e assistente de produção nesta área.

 

 

Camillo reconhece em sua construção narrativa o aporte desta vivência teatral. Sua linguagem, assim como as temáticas abordadas pelos seus textos, demonstra forte ligação com o cenário contemporâneo em múltiplos aspectos artísticos e políticos, principalmente no que tange as diferenças étnicas, sociais e sexuais. Suas atuações como educador, ator e blogger são de fundamental importância no florescimento de sua obra literária.

 

 

Em 2014, publica a coletânea de contos “Coração Peludo” (Editora Kazuá), mesmo ano em que começa a colaborar com a Revista Córrego. Em 2015, lança “Outras Vozes” (11 Editora), livro de contos cujo foco de representação e ponto de vista é construído a partir da realidade do negro escravizado, misturando ficção a fatos históricos. Em 2016, participa da coletânea “Descontos de fadas”, publicado pela @link Editora, em que narrativas presentes no milenar universo do conto maravilhoso são trazidas ao século 21 e relidas/recontadas a partir da diversidade de olhares próprios à contemporaneidade.

 

 

 

 

Sinopses dos livros

 

 

“No Reino das Carapinhas” (por Heloisa Pires Lima)

 

O livro “No Reino da Carapinha” oferece elementos de muita qualidade para o imaginário dessa faixa etária em formação. O humor será uma estratégia a desafiar curiosos irrequietos. Também as imagens poéticas cativam. Mas, a qualidade singular do projeto está na arquitetura que alude outro clássico, o reino das águas claras de M. Lobato. Porém, da interlocução muito bem realizada, resulta o alto valor das carapinhas. Como um fio da navalha, preciso no corte de nada aquém e nada além, Fausto Antônio inverte a posição desprestigiada dos personagens negros, tão marcada nas obras do escritor consagrado. Desta vez, o reino, ou aldeia ou república vai deixando pistas que referem figuras ou acontecimentos históricos relacionados à população negra.

 

Esta passagem entre informar, aludir e encaixar a referência na fluidez do texto têm, da mesma forma, muito acerto. Sobretudo, por não recair no didatismo que interrompe a fantasia. Trata-se de uma aventura bem estruturada e dimensionada em aspectos filosóficos, linguísticos, históricos. Porém, com a singeleza e a alegria de um texto delicioso. Fisgado pela trama o leitor irá conhecer o nome do personagem só quando ele entrar na história. E se divertirá com a hábil sonoridade executado na pena do tin tin por tin tin.

 

 

E nada mais atual do que o assunto das carapinhas. Tema representativo da inversão cultural necessária à eliminação de racismos naturalizados é quando o ponto de virada da vulnerabilidade empodera o sentimento de pertencimento. Há uma demanda alta por materiais de apoio à questão. E como é importante a garantia de escritore(a)s negros estarem nas estantes para serem descobertos para uma leitura.

 

 

“De Rua” (pelo professor José Sérgio Fonseca de Carvalho)

 

Na literatura de Júlio e de Plínio, urdida no entrelaçamento da experiência de ambos como educadores de rua com a paixão comum pela escrita, as narrativas recriam histórias singulares de adolescentes que, pelas mais diversas razões, fazem da rua a sua casa e da cidade o local de seu trabalho e sustento. Nelas nos deparamos com jovens que têm e despertam desejos; que matam e que são mortos. Gente que só queria “bater um rango” e dançar no Asa Branca; ter um filho, vingar-se do pai. Gente que gosta de contar e inventar histórias. Histórias que muitas vezes se calam no desaparecimento precoce de seus protagonistas, mas que noutras se reinventam na conversão religiosa loquaz ou no casamento que os encerra numa vida “normal”.

 

 

 

E assim, nas narrativas de Plínio e Júlio, aqueles que poderiam jamais passar de um amontoado de “ninguéns” perambulando pelas ruas se convertem em pessoas que partilham nosso mundo, que experimentam os mesmos medos, as mesmas paixões e inseguranças de cada um de nós. Não é à toa que a maior parte dos contos aqui publicados portam o nome de alguém. Eles nos falam de jovens que portam armas, mas têm medo de injeção. De outros que desaparecem sem deixar traços nem dizer adeus, mas também dos que esperam inutilmente pela visita de suas mães ou preferem esquecer como são seus pais para deles se aproximarem novamente. Elas nos aproximam desses jovens dos quais nos distanciamos nas ruas. E o fazem sem reduzi-los a uma patologia social a que supostamente teríamos acesso esquadrinhando causas, apresentado estatísticas, perquirindo correlações.

 

 

“Outras Vozes” (pelo autor Plínio Camillo)

 

 

Esta obra embaralha ficção a fatos reais, em 33 contos, e dá ao negro do período escravocrata uma voz dissonante, situando-o como protagonista, ora o oprimido, ora o opressor. Temas sobre os quais pouco se fala na historiografia oficial, como a inúmera presença de negros muçulmanos na Bahia, são tratados de forma bastante original.

 

 

Em narrativas que muitas vezes flertam com a sonoridade do poema, Camillo transporta o leitor para variados cenários e enredos, desde a vinda nos navios negreiros e o trabalho nas fazendas, passando pelos “negros de estimação”, até os alforriados que trabalhavam nas cidades.

 

 

O autor conta que pesquisou por cerca de 20 anos livros e documentos sobre a escravidão. Diz ter encontrado muitos textos importantes, mas nenhum deles trazia o negro como protagonista de sua própria história. “Era apenas a imagem estereotipada do vitimizado em busca de liberdade”, comenta.

 

 

Serviço

 

“A Literatura Brasileira na Ótica dos Escritores Negros”

 

 

Lançamento de Livros:

 

“No Reino da Carapinha”, de Carlindo Fausto Antônio, com ilustrações de Junião, Editora Ciclo Contínuo, 2018.

 

“Outras Vozes”, de Plínio Camillo

 

“De Rua”, de Plínio Camillo e Júlio Dias

 

“Bombons Sortidos” (10 libretos), com trabalhos de Plínio Camillo

 

 

Roda de Conversa: participações de Fausto Antônio, Plínio Camillo, Junião (cartunista e ilustrador do livro “No Reino das Carapinhas”), Marciano Ventura (editor da Ciclo Contínuo) e da professora Natasha Magno, do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp.

 

Quando: 22 de junho, sexta, às 19h.

Onde: Biblioteca Pública Municipal Prof. Ernesto Manoel Zink (Av. Benjamin Constant, 1633.Centro. Campinas).

Entrada gratuita.

 

Geral

Projeto com ações afirmativas de Campinas é finalista em concurso

Publicado

em

Por

A secretária municipal de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, Eliane Jocelaine Pereira, está entre os cinco finalistas do projeto Desafio Lideranças Públicas Negras, promovido em parceria pelo Instituto Arapyaú, Humanize, Fundação Lemann e República.org e que visa evidenciar as iniciativas no País que estão gerando oportunidades em posições de lideranças para profissionais negros no setor público.
Ela concorre com o projeto “Ações Afirmativas no Serviço Público: Uma Urgência”, desenvolvido com a participação de várias secretarias e parcerias. O projeto engloba uma série de programas e políticas implementadas na Prefeitura de Campinas nos últimos anos.

A iniciativa vencedora será definida por voto popular – o processo termina em 31 de janeiro. No endereço https://www.catalise.social/desafio-liderancas-publicas-negras é possível conhecer as propostas concorrentes e votar.

Uma das iniciativas incluídas no projeto de Eliane Jocelaine é a implementação de políticas afirmativas, a chamada Lei de Cotas, que prevê a destinação de 20% das vagas em concurso público e processos seletivos para negros no setor público municipal. As cotas estavam previstas para serem aplicadas em 2020, mas isso não ocorreu por causa da pandemia que suspendeu os concursos. A Lei de Cotas será aplicada em 2021.

A lei é um marco importante porque quanto mais negros acessando vagas diversas, mais possibilidade de essas pessoas chegarem à posições de lideranças”, afirmou a secretária.

Outra ação desenvolvida em Campinas foi a criação do Centro de Referência em Direitos Humanos na Prevenção e Combate ao Racismo e Discriminação Religiosa, espaço em que profissionais de diversas áreas acolhem, acompanham e encaminham denúncias da prática de discriminação racial e religiosa. O Centro de Referência também realiza ações voltadas para a promoção da igualdade e combate ao preconceito racial e religioso, junto a escolas, universidades, empresas e demais órgãos.

A política antirracista ampliou, ainda, a participação social no Conselho Municipal de Desenvolvimento da Comunidade Negra, que teve papel importante na construção do Plano Municipal de Igualdade Racional. O plano traz estratégias e políticas públicas a serem desenvolvidas para ampliar a igualdade racial.

Além disso, foi criado o Museu da Paz, no Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, para produção de conhecimento, valorização da cultura afro-brasileira e também espaço para concretizar a lei que estabelece ensino da história afro-brasileira nas escolas. O museu, criado em parceria com a Unesco, está em fase de construção de seu acervo, e auxiliará no processo de avanço na política de educação.

Continue Lendo

Geral

Bolsa Atleta do governo federal tem inscrições abertas, por meio digital

Publicado

em

Por

Atletas que participam de esportes de alto rendimento e obtêm bons resultados em competições nacionais e internacionais de sua modalidade podem se inscrever para o novo edital do Bolsa Atleta a partir desta terça-feira, dia 26 de janeiro. O prazo para inscrições vai até 15 de fevereiro e o resultado está previsto para 15 de abril.

O programa, realizado pelo governo federal desde 2005, passa a ser realizado por uma plataforma digital. O objetivo é facilitar as inscrições e o acompanhamento dos processos de análise e concessão do benefício.

O secretário municipal de Esportes e Lazer de Campinas, Fernando Vanin, acredita ser importante divulgar o Bolsa Atleta na cidade para que os esportistas que são elegíveis fiquem atentos e não deixem de se inscrever. “Neste momento de incertezas, é fundamental a tranquilidade proporcionada pelo Bolsa Atleta, pois, diante das dificuldades, sem competições sendo realizadas, os atletas acabam sobrevivendo do valor que é pago, inclusive para alimentação da família e despesas gerais”, avalia.

No ambiente virtual, os atletas candidatos poderão realizar a inscrição e enviar documentos pelo sistema, como declarações de clube e de patrocinadores. O candidato à bolsa deverá preencher o plano esportivo, acompanhar o andamento da análise da inscrição e verificar periodicamente a existência de pendências. Não será preciso enviar novos documentos pelos Correios.

Para o técnico de atletismo Evandro Lázari, do Instituto Vanderlei Cordeiro de Lima e da Orcampi (Organização Funilense de Atletismo de Campinas), que treina nove atletas elegíveis para a Bolsa, hoje a renda pessoal para que se mantenham no esporte vem do benefício. Ele conta que nos últimos anos houve redução dos patrocínios das empresas nos clubes, e as equipes têm conseguido oferecer a estrutura básica que garante os treinamentos. “Mas o salário do atleta, a fonte de receita, vem do Bolsa Atleta”, explica o técnico.

Evandro Lázari, que orienta atletas em provas de velocidade e barreira, estima que apenas no atletismo existam hoje cerca de 220 esportistas treinando em Campinas. Desses, pelo menos 45 seriam possíveis candidatos ao Bolsa Atleta neste ano.
A expectativa é que, em 2021, o programa supere os números do último edital, que contemplou 6.357 atletas de modalidades olímpicas e paralímpicas.

O Programa Bolsa Atleta concede o benefício em cinco diferentes categorias (além da Pódio): Base, Estudantil, Nacional, Internacional e Olímpica/Paralímpica, com valores mensais que variam de R$ 370,00 a R$ 3.100,00. Cada uma delas tem pré-requisitos, como ter no mínimo 14 anos de idade, estar vinculado a um clube e filiado a uma federação e a uma confederação, além de ter participado de uma competição elegível e obtido até a terceira colocação (modalidades individuais) ou sido eleito entre os melhores atletas (modalidades coletivas).

Inscrições
O novo sistema do Bolsa Atleta está ativo a partir deste 26 de janeiro. Os candidatos elegíveis devem se cadastrar e criar senha no site do governo federal para depois ter acesso ao sistema do programa, por meio da área de Inscrições da página do Bolsa Atleta, no portal do Ministério da Cidadania, no endereço https://www.gov.br/cidadania/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-atleta/inscricoes.
O cadastro deve ser feito em https://sso.acesso.gov.br/login?client_id=contas.acesso.gov.br&authorization_id=177400d3238 . É necessário acionar o portal do governo federal para ter acesso aos sistemas, quando será preciso inserir o CPF e a senha cadastrados. Já na área restrita, o atleta poderá efetuar a inscrição e enviar a documentação necessária.

O recurso para o Bolsa Atleta já está inserido na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano vigente. A previsão orçamentária para o Bolsa Atleta em 2021 é de R$ 145 milhões, a maior desde 2014 e superior, inclusive, ao investimento no programa em 2016, ano dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio, que foi de R$ 143 milhões.

Continue Lendo

Geral

Campinas inicia vacinação contra Covid-19 para outras categorias da Saúde

Publicado

em

Por

A Secretaria Municipal de Saúde vai iniciar, na próxima quinta-feira, dia 28 de janeiro, a vacinação de novas categorias de profissionais da Saúde, que não estão na assistência direta a pacientes com Covid-19. O anúncio foi feito pelo prefeito Dário Saadi nesta terça-feira, dia 26, durante transmissão ao vivo.
Essas novas categorias incluem médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, cirurgiões dentistas, técnicos de análises clínicas e motoristas de ambulância. A vacinação será iniciada com as 12 mil doses da vacina Oxford/Astrazeneca que Campinas recebeu na manhã desta terça-feira, dia 26 de janeiro.

Para se vacinar, os profissionais de saúde deverão fazer um agendamento, que será liberado hoje, dia 26, a partir das 17h, pelo site www.vacina.campinas.sp.gov.br Só será possível agendar enquanto houver doses disponíveis.

Foi um processo complexo a definição de quais profissionais devem ser imunizados neste momento. Fizemos uma discussão criteriosa, que levou em conta parâmetros estabelecidos pelo Departamento de Vigilância em Saúde”, disse o prefeito. “Esses profissionais, segundo dados do Devisa, foram os mais afetados, os que mais adoeceram durante a pandemia”, completou.

O prefeito também fez um destaque sobre a segurança da campanha, para que a vacinação seja feita para os públicos prioritários. “No agendamento, tem um alerta onde a pessoa terá que garantir a veracidade das informações declaradas. Quem cometer alguma fraude será responsabilizado civil e criminalmente. Além disso, no momento da vacinação, o profissional terá que apresentar os documentos que comprovam suas informações”, completou.

A vacina será aplicada em duas doses, sendo a segunda 12 semanas após a primeira. “Na primeira fase, tinham que ser vacinados os profissionais da linha de frente e, assim como já fazemos na campanha de influenza, as doses foram enviadas diretamente para as unidades de saúde, tanto públicas como privadas”, explicou a diretora do Devisa, Andrea von Zuben. “Os demais profissionais que atuam em unidades de saúde, mas que não fazem parte da linha de frente, terão que fazer o agendamento em nosso hotsite”, completou.

Ainda segundo a diretora, todos os profissionais de saúde serão imunizados, de acordo com a chegada de novas doses na cidade.

Só pode tomará tomar a vacina quem tiver agendado. No dia marcado, é preciso levar documento de identificação com foto e carteira de registro profissional ou comprovante de vínculo com estabelecimento de saúde, como holerite, carteira de trabalho assinada ou declaração do empregador.
Serão dois centros de imunização:

– Centro de Vivência do Idoso – Lagoa do Taquaral – Portão 5 (região leste);

– Caic Sudoeste (Zeferino Vaz) – Rua José augusto de Mattos, s/nº, Vila União (Região Sudoeste).
Vacina Campinas

O hotsite www.vacina.campinas.sp.gov.br também esclarece dúvidas sobre vacinas e a atual campanha de vacinação na cidade. Além disso, divulga a opinião de especialistas, notícias relacionadas ao assunto, cuidados com a doença, entre outros tópicos.

Até o momento, o hotsite já recebeu mais de 6,1 mil acessos.
A primeira etapa da vacinação será dividida da seguinte maneira:

1º – profissionais de saúde, indígenas e quilombolas – cerca de 63 mil pessoas em campinas;

2º – pessoas com 75 anos ou mais – 40.383 pessoas;

3º – 70 a 74 anos – 26.309 pessoas;

4º – 65 a 69 anos – 33.507 pessoas;

5° – 60 a 64 anos – 46.169 pessoas.
Das mortes por Covid em Campinas, 87% correspondem a esse público da primeira etapa.
Balanço de vacinação até as 12h30 de hoje

A Secretaria de Saúde de Campinas já vacinou 13.325 profissionais que atuam diretamente na assistência a pacientes com Covid-19. O balanço foi atualizado às 12h30 desta terça-feira, dia 26 de janeiro, e refere-se a doses aplicadas da vacina Coronavac, do Butantan.

Estão inclusos os trabalhadores vacinados nos hospitais públicos, particulares e Centros de Saúde. Não estão englobados os profissionais vacinados no Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp.

Continue Lendo









<





Populares