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Fotógrafo da Prefeitura é finalista do Prêmio Feac com imagens tocantes

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O fotógrafo da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Campinas, Carlos Bassan, é um dos finalistas na categoria Fotojornalismo do 22º Prêmio Feac de Jornalismo. O tema deste é “Jovens que transformam realidades”.
Bassan concorre com o trabalho “Superação marca história de bolsista do Juventude Conectada”. Junto com ele, disputam o prêmio os fotógrafos Denny Cesare, do site ACidade On, e Ricardo Lima, também pelo portal ACidade On.
O Prêmio Feac também vai contemplar as categorias Mídia Impressa, Rádio, Televisão e Jornalismo Online.
Os cinco vencedores do Prêmio FEAC de Jornalismo serão conhecidos em 5 de dezembro. Cada um deles vai receber R$ 6 mil.
O Prêmio FEAC de Jornalismo é anual e tem o objetivo de incentivar e valorizar os esforços dos profissionais de imprensa e dos meios de comunicação em abordar os diversos aspectos da realidade social, apontando desafios e possíveis soluções que a comunidade pode apresentar para as questões pautadas.
Fotos ajudam a contar a história de Maria Vitória
As fotos de Carlos Bassan foram publicadas no portal da Prefeitura (www.campinas.sp.gov.br) no dia 18 de novembro, acompanhando a matéria da repórter Isabel Alonso. Veja o texto abaixo e conheça a trajetória de Maria Vitória Felício de Campos, que perdeu o uso dos membros superiores por conta de uma paralisia cerebral.
Superação marca história de bolsista do Juventude Conectada
Nunca pensei que ia trabalhar com o público. Por conta da minha dificuldade na fala, é difícil as pessoas me entenderem e muita gente não acreditava que eu podia ajudar. Ficavam com medo, mas agora já se acostumaram comigo e me procuram, porque dizem que entendo mais que eles”, é dessa forma que Maria Vitória Felício de Campos, 20 anos, expressa a conquista do primeiro emprego.
Bolsista do Programa Municipal Juventude Conectada, a jovem, devido a uma paralisia cerebral tem uma séria dificuldade motora, que a impede de usar os membros superiores, por isso utiliza cadeira de rodas, e também prejudica sua fala.
Mas nada disso tira o sorriso largo da menina sonhadora que conquistou seu diploma universitário em Gestão de Tecnologia da Informação e, há cerca de um ano, atua no telecentro do Agiliza Campinas da Subprefeitura do Campo Grande. A jovem bolsista segue sonhando com novos desafios e está focada em cursar Psicologia.
Sua história é marcada pela superação constante. Superar os limites impostos pela paralisia, o preconceito daqueles que não compreendem a diferença e o descrédito de quem vê apenas o físico e não enxerga a capacidade intelectual de uma pessoa com deficiência.
Tem gente que me pergunta como sou feliz na cadeira de rodas. E eu respondo que a felicidade não é para quem anda, mas para quem se aceita como é. E eu me aceitei assim,” conta Maria Vitória com entusiasmo contagiante.
A jovem, que usa os pés para escrever, para usar o celular e para tocar teclado, relata que na faculdade a maior dificuldade era a comunicação com as pessoas. “Me comunicar e falar com as pessoas que têm dificuldade com a diferença foi o mais difícil na faculdade. Agora, conheço todo mundo lá,” relembra sorrindo.
O caminho da independência
Maria Vitória sempre foi muito sonhadora. Sempre quis ter sua independência e seu dinheiro. Por isso, quando a mãe viu o edital do Juventude Conectada, encaminhou o link para a filha e sugeriu que ela participasse do processo seletivo.
Sempre pesquisei sobre concursos e oportunidades para ela participar, porque mesmo com a lei de cotas, as grandes empresas ainda não estão preparadas para pegar a Maria Vitória. Eu já fui a várias entrevistas com ela. Percebo que eles sabem que ela tem potencial, mas não estão preparados. Por isso, quando ela foi chamada pela Prefeitura foi a maior alegria para todos nós”, disse a mãe, Valdenice Felício de Campos.
O Programa Juventude Conectada, da Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, foi criado pela Prefeitura de Campinas em 2014. Atende a jovens com idade entre 15 e 29 anos, com uma grande variedade de perfis. Alguns que ainda estão no ensino médio, outros no ensino superior, outros já formados e, dentro desse universo, pessoas com deficiência.
A estimativa da coordenação é de que mais de 800 jovens tenham passado pelo programa até o momento. Ao todo, são 27 telecentros implementados em todas as regiões da cidade, que oferecem espaço gratuito para a utilização da internet, com orientação de bolsistas. Com uma média de 1.700 acessos por mês, este ano, até o final de setembro, já tinham sido contabilizados mais de 46.500 acessos.
O coordenador do programa Juventude Conectada, Felipe Gonçalves, relata a importância de garantir a inclusão de pessoas com deficiência nos telecentros e como todo esse processo é desafiador até mesmo para a equipe que faz a gestão do trabalho. “A diferença ainda causa estranheza, mas quando o usuário se abre para o novo há uma grande receptividade,” disse.
Com um cognitivo perfeito, Maria Vitória foi a 8ª colocada, entre as 32 pessoas com deficiência que prestaram o processo seletivo do programa em 2017; foram mais de 1.400 inscritos sem deficiência no mesmo concurso.
Enquanto equipe, quando a vimos ficamos um pouco preocupados em como seria sua atuação no programa. E para nossa grata surpresa ela mostrou que conseguiria desenvolver todas as atividades. Como os demais bolsistas, ela atende a população e faz toda a parte de informática. Além disso é muito carismática, atuante e proativa”, reforçou o coordenador.
Para a bolsista Maiara Coimbra Silva, 26 anos, que atua com a Maria Vitória no mesmo telecentro, a história da jovem cadeirante é uma lição de vida.
Trabalhar com a Maria Vitória é um aprendizado. É tudo muito novo, a gente aprende a dar mais valor à vida. Tem as limitações dela, mas não transparece, não se deixa abalar por isso. Ela ensina para gente que as limitações estão na nossa cabeça. O limite não é o corpo é a nossa mente”, colocou.
Usuária do telecentro, a garçonete Isabel Cristina Matos sempre busca os serviços do Juventude Conectada e foi atendida pela Maria Vitória várias vezes. “A primeira vez que a vi fiquei meio surpresa, mas ela atende muito bem a gente, sabe tudo e é super tranquila. Quando erro ela me corrige, me instrui. É fantástico”, disse.
Ampliando horizontes
O nascimento de uma criança sempre é uma oportunidade para ampliar os horizontes. Chega um bebê que requer cuidados constantes. Este bebê torna-se uma criança com suas indagações e descobertas. Vem a adolescência e o desenvolvimento é contínuo. Um filho, com certeza, amplia o horizonte. Com a Maria Vitória não foi diferente.
Maria Vitória chegou ao mundo a fórceps quando a melhor opção teria sido uma cesariana”, relembra a mãe da jovem bolsista, Valdenice, que aos 46 anos nunca deixou de enfrentar os desafios que esse procedimento trouxe para a vida de sua primogênita.
A descoberta da paralisia cerebral ocorreu depois de uma tomografia, quando Maria Vitória tinha entre sete e oito meses de vida. A constatação do problema não esmoreceu a família. Mesmo desconhecendo a dimensão resultante da pequena lesão identificada pelo exame, os pais, Valdenice e Edmilson, deram início ao tratamento que poderia amenizar as sequelas motoras.
Na capital paulista, aos 2 anos de idade, Maria Vitória começou a frequentar uma escola especial, onde ficou até os 5 anos. Depois de uma avaliação cognitiva, concluíram que o intelecto da paciente estava preservado e que ela poderia aprender como os outros.
Foram muitos os desafios. Não havia mobiliário adaptado na escola e nem cuidador. Com a ajuda da mãe, a pequena estudante começou aprender a escrever com os pés. Nesse percurso, da 1ª até a 5ª série, ainda morando em São Paulo, Valdenice teve mais dois filhos, Davi e Noemi, mas nunca deixou de acompanhar e incentivar o aprendizado de Maria Vitória.
A chegada da adolescência culminou com a mudança para Campinas. Os cuidados da mãe continuaram, mas com um pouco mais de distância, porque a adolescente já buscava sua autonomia e queria que a mãe tivesse a mesma rotina que as demais. “Ela já estava ficando mocinha e sempre fez questão de se sentir igual aos outros e também queria que eu me sentisse igual as outras mães, ter liberdade e autonomia de deixar meu filho na escola e voltar pra casa,” contou.
Tomada pela vontade de crescer e vencer da filha, Valdenice retomou e concluiu os estudos, porque acreditava que Maria Vitória iria frequentar a faculdade. E assim foi. A mãe, de acompanhante e cuidadora, passou a ser universitária. Hoje cursa Pedagogia e já pensa numa pós-graduação na área de inclusão social.
Sonho: o combustível da vida
Apesar das limitações, a mãe sempre acreditou na capacidade da Maria Vitória. Com isso começou a ver o mundo com outros olhos. De acordo com ela, a Educação e a inclusão mudaram a história da família. “Nós plantamos a semente, agora estamos colhendo os frutos dessa longa trajetória que nos colocou muitos obstáculos, mas fomos vencendo um a um”, afirmou Valdenice.
De acordo com mãe, os estudos foram a alavanca na vida da Maria Vitória, “porque o conhecimento nunca é demais, sempre abre novas portas: uma vez que a mente dilata nunca mais volta ao normal”, filosofou a mãe.
Mãe e filha acreditam que o combustível da vida é o sonho e sem ele ninguém vai a lugar nenhum. O sonho, de acordo com essa dupla, ultrapassa limites e barreiras, porque é preciso usar a força de vontade. É preciso lutar e nunca desistir. É preciso parar de colocar a dificuldade antes da possibilidade.
Maria Vitória é sonhadora! Muito além do que imaginei. E os sonhos dela foram tão altos que me fortaleceram e me fizeram sonhar também. E se você não acreditar no seu filho que é deficiente, você também não vai fazer com que o mundo acredite”, completou Valdenice.

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Oficina pedagógica discute conteúdos de mobilidade urbana com professores

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A Semana Municipal do Trânsito (Semutran 2021) terá nesta terça-feira, dia 28 de setembro, às 9h, uma oficina pedagógica em que educadores da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) trabalharão conteúdos de educação para a mobilidade com profissionais das redes municipal, estadual e particular de ensino de Campinas. 
A oficina “Educação para Mobilidade na Primeira Infância – Intersetorialidade e Garantia de Direitos no Projeto Político-Pedagógico”, a terceira deste ano, é voltada a escolas da Educação Infantil ao Ensino Médio. Apesar do nome primeira infância, as discussões abrangem todas as faixas etárias de crianças e adolescentes. 
O evento será on-line, pelo Microsoft Teams. Os educadores devem se inscrever até as 23h59 desta segunda-feira, 27 de setembro, pelo formulário eletrônico bit.ly/educacao_mobilidade_pic. O link de acesso é enviado na confirmação da inscrição. 
Programação
Após a abertura, os profissionais da Emdec abordarão o tema “mobilidade e infância”, com estudos e diagnósticos das dificuldades encontradas por crianças, adolescentes e cuidadores no trânsito. 
Entrará em pauta o papel das escolas neste cenário: o que pode ser feito para melhorar a circulação, dentro e fora do espaço escolar?
A mobilidade urbana estaria presente na própria construção do projeto pedagógico da escola, pois envolve questões de acesso, de onde e como vêm os estudantes, aspectos de segurança (viária e pública) e de formação histórica dos bairros.  
Mais informações 
A Secretaria Municipal de Transportes (Setransp) e a Emdec realizam o encontro em parceria com o Comitê Intersetorial pela Primeira Infância Campineira (PIC). 
Se precisarem de orientações, os educadores podem entrar em contato pelo e-mail [email protected]​​ ou telefone (19) 3772-7123​. 
Acesse a programação completa da Semutran em www.emdec.com.br/semutran2021. 

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Campinas ganha destaque na União Internacional de Transporte Público

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O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), Ayrton Camargo e Silva, que agora integra o Comitê de Autoridades Internacionais da União Internacional de Transporte Público / Divisão da América Latina (UITP), foi convidado para ser o anfitrião virtual da 49ª Reunião do Comitê, que contou com 20 autoridades mundiais, nesta última semana. 

 

 

A UITP é a única rede mundial que reúne todas as partes interessadas no transporte público e todos os modos de transporte sustentáveis. São mais de 1,8 mil membros no mundo, distribuídos em 16 escritórios, incluindo o da América Latina, que se encontra em São Paulo.  

 

 

Durante o encontro com autoridades dos Estados Unidos, Canadá, Rússia, China, Portugal, Singapura, França, Alemanha, Inglaterra, Suécia, Argentina, entre outros, Camargo apresentou um panorama geral do transporte público na América Latina e destacou a cidade de Campinas e o seu potencial econômico, turístico e social. Também apresentou dados da Região Metropolitana (RMC-Campinas).  

 

 

Os integrantes do Comitê Internacional puderam conhecer a estrutura organizacional da Emdec, suas ações, responsabilidades e diretrizes para a mobilidade urbana nos próximos anos. 

 

 

Camargo ressaltou o papel pioneiro da cidade em temas da mobilidade no Brasil, lembrando a adoção da fiscalização eletrônica digital e da tecnologia de pagamento por cartão nos ônibus do transporte público. A infraestrutura e a operação do transporte foram destacados. Camargo trouxe os dados de passageiros transportados, linhas, táxis, aplicativos, terminais e informações referentes ao BRT. 

 

 

Os participantes fizeram perguntas sobre o Sistema Bus Rapid Transit (BRT) – que vem sendo implantado, a integração entre os transportes, os dados de movimentação e Origem-Destino dos passageiros, e ainda sobre as ciclovias. 

 

 

Os participantes discutiram, ainda, a elaboração de dois documentos: um para orientar as autoridades sobre “Como ajudar na Sustentabilidade das Cidades”; e outro sobre “Como trazer passageiros que foram perdidos de volta ao sistema de transporte público”. 

 

 

A UITP tem o seu escritório central localizado em Bruxelas (Bélgica) e mais de 135 anos de história (foi fundada em 1885). 

 

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Expresso Solidário inaugura roteiro do trem turístico pelo Vale das Frutas

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Um grupo de 115 jovens, adultos e idosos embarcou no Expresso Solidário, passeio turístico de trem que partiu na tarde desta sexta-feira, dia 24 de setembro, da Estação Cultura de Campinas rumo a Valinhos. Foi a estreia do futuro roteiro do trem turístico pelo Vale das Frutas. A viagem foi uma realização das Secretarias Municipais de Cultura e Turismo e de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas.

 

 

O Expresso Solidário contou com a participação de 20 jovens do Programa Juventude Conectada, 35 da Associação Beneficente Boa Amizade, entidade localizada no Jardim Eulina, e 60 da Guardinha Campinas. O grupo estreou o passeio de trem turístico pelo Vale das Frutas.

 

 

O Expresso Solidário é um projeto idealizado pelo Vale das Frutas Convention & Visitors Bureau e pela Associação de Preservação Histórica de Valinhos (APHV). A operação fica a cargo da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), organização sem fins lucrativos com expertise na operação de trens turísticos e tem apoio da Rumo Logística, concessionária do trecho entre Jundiaí e Campinas.

 

Juventude Conectada

 

O Juventude Conectada de Campinas prevê a formação e atuação de jovens de 15 a 29 anos com oferta de bolsas pedagógicas e uma grade de formação em cidadania e desenvolvimento pessoal, cultura digital e gestão de telecentros, preparando esse jovem para atender o público do telecentro com a realização de oficinas e acesso livre à internet bem como, para o exercício da cidadania e o mercado de trabalho.

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