Exposição fotográfica valoriza memória e resistência do Candomblé em Campinas

A Estação Cultura Campinas recebe, de 21 de março a 17 de abril, a exposição fotográfica “Igbesi Aye Aworan – Imagem da Vida”, que valoriza, preserva e divulga a cultura afro-brasileira por meio do registro poético e documental do cotidiano do Ilè Asé Obá Adákédájò Omí Aladò, tradicional casa de Candomblé Ketu fundada em 1989, em Campinas.
 
 
A abertura será no sábado, 21 de março, às 17h, com a vivência “Corpo, Ancestralidade e Memória”, conduzida pela artista Renata Oliveira. A atividade é gratuita, não exige inscrição prévia e contará com intérprete de Libras.
 
 
A exposição apresenta imagens que convidam o público a conhecer de perto uma comunidade de matriz africana, revelando memórias, ritos, folhas, ervas, comidas, símbolos e as pessoas que sustentam essa tradição. Ao registrar práticas, significados e filosofias, a mostra reafirma o Candomblé como parte fundamental da cultura brasileira e evidencia os terreiros como espaços de referência cultural e guardiões de saberes ancestrais.
 
 
Idealizada pela fotógrafa Larissa d’Oxumarê e pelo historiador Gabriel d’Omolu, ambos filhos da casa, a exposição tem curadoria assinada pelos dois e direção de produção de Fernando Basilio. A curadoria contou ainda com a participação da Iyalasé Fabiana d’Oxóssi e da professora Ana Rosa Cloclet da Silva, ampliando a dimensão estética, histórica e simbólica do projeto e destacando o terreiro como espaço cultural anticolonial e de produção contínua de futuro.
 
 
Além da preservação da memória da comunidade campineira, a iniciativa atua no combate ao racismo religioso e na valorização da identidade negra, utilizando a fotografia como ferramenta de educação, reparação e fortalecimento cultural.
 
 
A mostra é realizada com fomento da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), em parceria com a Prefeitura de Campinas.
 
 
Vivência marca a abertura
 
 
A programação de abertura inclui a vivência “Corpo, Ancestralidade e Memória”, conduzida por Renata Oliveira, artista com trajetória consolidada nas danças afro-brasileiras. Bacharel e licenciada em Artes Corporais pela Unicamp, Renata é doutoranda em Educação e desenvolve pesquisas e trabalhos ligados às manifestações culturais negras.
 
 
Com experiência como bailarina e coreógrafa do grupo Urucungos, Puítas e Quijêngues por 18 anos, a artista também atuou em centros culturais e universidades na Espanha. Em 2018, criou o espetáculo “Saias: dançando, cantando e expressando a força do feminino nas manifestações afro-brasileiras”.
 
 
Na atividade proposta para a abertura, o público será convidado a refletir, por meio do corpo, sobre temas centrais da cultura afro-brasileira, como ancestralidade, memória e pertencimento.
 
 
Serviço
 
Exposição: “Igbesi Aye Aworan – Imagem da Vida”
 
Local: Estação Cultura Campinas
Abertura: 21 de março de 2026 (sábado), às 17h
Atividade especial: Vivência “Corpo, Ancestralidade e Memória”, com Renata Oliveira
Período de visitação: de 21 de março a 17 de abril de 2026
Entrada gratuita
Acessibilidade: intérprete de Libras
 
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