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Começa I Semana de Prevenção e Controle da Febre Maculosa em Campinas

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Começou nesta segunda-feira, dia 24 de junho, a I Semana de Prevenção e Controle da Febre Maculosa em Campinas. A abertura foi marcada por um seminário, realizado no período da manhã no Salão Vermelho do Paço Municipal. O evento foi dirigido a gestores municipais de 11 órgãos públicos que estão reunidos para traçar ações de combate e prevenção à febre maculosa. Teve como convidado Adriano Pintel, da Superintendência do Controle de Endemias do Governo Estadual, que falou sobre o carrapato-estrela e o comportamento e ciclo de vida das capivaras.

 

A programação continua na próxima quarta-feira (26/6), com uma capacitação de profissionais de saúde na Faculdade Anhanguera, e na quinta-feira (27/6) com evento para trabalhadores que atuam em área de risco de febre maculosa, como parques onde as capivaras hospedeiras do carrapato estrela habitam. 

No dia 4 de junho, como parte da Semana, foi realizado um treinamento para funcionários da saúde sobre a doença e de como detectar precocemente os sintomas. 

 

A Semana tem como objetivo divulgar ações de prevenção e orientação para gestores, profissionais de saúde e também mostrar as ações desenvolvidas pelo Plano de Ação Municipal Intersetorial para prevenção da Febre Maculosa Brasileira em Campinas e, com isso, multiplicar essas informações até que cheguem à população. 

 

A data da Semana foi escolhida porque nos meses de junho a outubro são registrados mais casos de febre maculosa na cidade. A doença ainda é de baixa prevalência, mas de alta letalidade. Desde 2007, foram 92 casos em Campinas e 43 mortes, com uma taxa de letalidade de 46,7%. A maioria dos casos é em homens de 20 a 49 anos, que contraem a doença em atividades de lazer em áreas de risco (como pescaria, por exemplo) e trabalhadores de parques e outros locais onde é alta a incidência de capivara e do carrapato-estrela. 

 

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, destacou a importância do Plano Municipal Intersetorial, instituído pelo decreto 20.143 de 11 de janeiro de 2019, e que reúne 11 secretarias e órgãos públicos. “O Plano de Ação é uma iniciativa inovadora para nortear medidas que culminem na redução da febre maculosa. Campinas é a única cidade do Brasil a ter um trabalho deste tipo”, ressaltou a diretora.

 

Plano de ação

 

As secretarias e autarquias que participam do Plano de Ação Intersetorial para Prevenção da Febre Maculosa Brasileira são: Saúde, Comunicação, Cultura, Desenvolvimento Econômico, Educação, Esportes, Habitação, Recursos Humanos, Serviços Públicos, Meio Ambiente, Planejamento, Setec, Defesa Civil e Sanasa. O objetivo é estudar o manejo ambiental das capivaras e realizar ações educativas e de comunicação de risco para a comunidade. Vale ressaltar que o manejo das capivaras e outras medidas, como a esterilização dos animais, só podem ser realizados com a autorização do Departamento de Fauna da Secretaria Estadual do Meio Ambiente. 

 

Uma das ações realizadas desde a implantação do Plano reflete na realização de eventos em espaços públicos que são área de risco. Para a realização de festas e atividades que envolvem um grande número de pessoas, deverá haver o controle e a limpeza constante dos espaços públicos onde há risco da presença do carrapato-estrela. Nestes casos, a Vigilância Epidemiológica deve ser avisada três meses antes do evento para realizar todos os protocolos necessários.

 

A Secretaria de Educação, por exemplo, vem realizando ações de conscientização nas escolas para evitar que os alunos tenham contato com hospedeiros do carrapato-estrela, como capivaras, que costumam ser vistos em áreas verdes da cidade, como a Lagoa do Taquaral.

 

Outro item do Plano é que os funcionários municipais que trabalham nos parques, lagos e áreas com capivara devem ser orientados de como se proteger da contaminação pelo carrapato. São realizados, frequentemente, cursos de capacitação para servidores da Saúde e que trabalham em áreas verdes. Além disso, o comitê gestor se reúne quinzenalmente para discussão e atualização de informações.

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Prefeitura incorpora Metropolitano para ampliar leitos e evitar colapso

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Diante do iminente colapso na oferta de leitos para pacientes graves de Covid-19 em Campinas, o prefeito Dário Saadi incorporou hoje o Hospital Metropolitano, que passará a ser administrado pela Rede Mário Gatti. Até o final da semana, haverá ampliação na oferta de leitos de UTI, de enfermaria e de observação na rede formada pelos hospitais municipais Mário Gatti e Ouro Verde e nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e agora também pelo Hospital Metropolitano.

Hoje, a Rede Mário Gatti tem 65 leitos de UTI, 92 de enfermaria e 16 de observação. Em cinco dias, informou o presidente da rede, Sérgio Bisogni, a disponibilidade será ampliada para 79 leitos de UTI, 116 de enfermaria e 29 de observação.

Uma contratação emergencial vai permitir que, em duas semanas, essa estrutura passe a contar com oferta de 99 leitos de UTI, 158 de enfermaria e 29 de observação.

A ampliação de disponibilidade, que começa esta semana, inclui aumento no número de leitos de UTI exclusivo para pacientes com Covid no Hospital Municipal Mário Gatti, o ingresso de leitos do Hospital Metropolitano (serão 37, sendo dez de UTI, 20 de enfermaria e sete de observação esta semana), além de incremento na oferta no Hospital Ouro Verde e na UPA Anchieta.

O prefeito informou que a decisão de incorporar o Hospital Metropolitano ocorre diante da proximidade de colapso no atendimento aos pacientes com Covid-19. A compra de leitos na rede privada se mostra inviável, segundo ele, diante da pressão que os hospitais particulares também estão vivendo para atender pacientes graves infectados pelo novo coronavírus e também os acometidos por outras doenças.

“Analisamos muito antes de tomar essa decisão, avaliamos outras possibilidades, mas a oferta de leitos na cidade está crítica tanto na rede pública quanto privada”, disse. Dário informou que a Prefeitura não está expropriando o Metropolitano, mas sim requisitando o hospital e os equipamentos para atender o Sistema Único de Saúde em Campinas durante o período da pandemia.

Um novo convênio com o Metropolitano, como ocorreu no ano passado, foi descartado por parecer jurídico. O secretário de Justiça, Peter Panutto, explicou que, na situação anterior, a Prefeitura passou por insegurança jurídica no contrato porque o hospital passa por recuperação judicial e tem ordem de despejo para desocupar o espaço.

“Recebemos inúmeros ofícios do Ministério Público Federal, Polícia Federal, questionando a contratação do hospital diante dessa fragilidade jurídica de sua situação. Não havia nenhuma possibilidade de fazer nova contratação. O decreto publicado hoje está amparado na Constituição, estamos priorizando o interesse público”, afirmou o secretário.

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Roteiro de visitas da Assistência abrange abrigos municipais

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O cronograma de visitas que a secretária de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos, Vandecleya Moro, vem cumprindo nos serviços mantidos pela Pasta incluiu os abrigos municipais no roteiro da última sexta-feira, dia 26 de fevereiro.
Os abrigos são equipamentos da Proteção Social Especial de Alta Complexidade. As unidades acolhem crianças, adolescentes, mulheres e idosos que, por determinação judicial, precisam ser afastados da família por medida de proteção.
Ao visitar a sede do Sapeca – Serviço de Acolhimento e Proteção Especial à Criança e ao Adolescente, no bairro Taquaral, a secretária Vandecleya Moro, teve oportunidade de conhecer a ação Sapeca Recebe. “Nosso serviço de acolhimento familiar é referência no Brasil e, mensalmente, atende municípios que estão implantando esse tipo de acolhimento para apresentar o funcionamento do Sapeca. Esse trabalho nos enche de orgulho, ainda mais quando vemos nossos técnicos sendo consultados para falar da sua experiência no atendimento às famílias”, elogiou a secretária.
Além do serviço de acolhimento familiar, também foram visitadas as duas unidades do Centro Municipal de Proteção à Criança e ao Adolescente (CMPCA), no Taquaral; o abrigo emergencial Zilda Arns, também no Taquaral, que no momento atende população em situação de rua com sintomas de Covid-19; a residência inclusiva Renascer, no bairro Botafogo, voltada ao acolhimento integral para jovens e adultos com deficiência que não tenham retaguarda familiar, e a casa abrigo SARA-M, cujo endereço é mantido em sigilo porque acolhe mulheres em situação de violência doméstica, e seus filhos.
O roteiro de visitas também incluiu as instalações do Bagageiro, na Vila Industrial, que será disponibilizado para pessoas em situação de rua guardarem seus pertences. A previsão da Secretaria é que esse equipamento entre em funcionamento até o início do mês de abril.
Como nas visitas realizadas anteriormente, a secretária percorreu as instalações, conheceu os profissionais que atuam nos locais e conversou sobre suas experiências no dia a dia.
Sapeca Recebe
Na última sexta-feira, 26, o “Sapeca Recebe” fez um encontro on-line com os municípios de Florianópolis-SC, Praia Grande-SP e São José dos Pinhais-PR para apresentar o funcionamento do serviço de acolhimento em família acolhedora em Campinas, que foi implantado em 1997.
Durante os encontros, o serviço apresenta o histórico do acolhimento familiar no Brasil, mostra como o serviço é executado e qual a metodologia utilizada. Fala, ainda, do funcionamento em Campinas, que atua em quatro frentes: divulgação e captação de famílias acolhedoras, formação das famílias candidatas, processo de acolhimento da criança e adolescente e o acompanhamento pós-reintegração familiar.
A recepção em família acolhedora é provisória. O período de acolhimento visa propiciar à criança e ao adolescente a possibilidade de receber cuidado, proteção, vínculo e convivência durante uma fase de fragilidade do seu ciclo de vida junto à sua família de origem. Esse período também é utilizado para que, com acompanhamento dos técnicos, a família de origem se reestruture, para poder receber novamente a criança ou adolescente. Se, ao fim do processo, não existir a possibilidade de retorno à família original, a criança ou adolescente poderá ser adotado.

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Prefeitura coloca Campinas na Fase Vermelha a partir desta quarta-feira, 3

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Campinas entra na Fase Vermelha do Plano São Paulo a partir desta quarta-feira, 3 de março. A medida, válida até 16 de março, é necessária por conta do crescente número de casos de Covid-19 na cidade e também por conta da ocupação de leitos. Uma nova avaliação será feita no dia 9 de março.

O decreto com todas as informações será publicado no Diário Oficial (www.campinas.sp.gov.br/diario-oficial/) de amanhã.

Na Fase Vermelha, apenas os serviços essenciais podem funcionar, como mercados, farmácias, padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transporte coletivo, transportadoras, oficinas de veículos, hotéis, pousadas e outros serviços de hotelaria e pet shops.

“Vivemos um momento de quase colapso na saúde da cidade. Não é uma decisão fácil, mas o poder público tem que agir quando é preciso, mesmo quando essas decisões são amargas”, disse o prefeito Dário Saadi, durante transmissão ao vivo.

Ainda segundo ele, houve consenso nesta decisão. “Entre a omissão de ver a rede em quase colapso e adotar medidas duras, optamos por agir. Estamos baseados, não só nos números da cidade, mas também baseados no que está acontecendo em outras metrópoles”, completou.

O secretário de Justiça, Peter Panutto, explicou que o decreto da Fase Vermelha vai suspender o decreto 20.901, que autoriza o funcionamento de atividades não essenciais. “A partir de amanhã, atividades como comércio, academias, shoppings, salões de beleza, barbearia não poderão funcionar. Os bares e restaurantes não poderão ter atendimento presencial, para este segmento só estão autorizados os serviços de retirada e delivery”, disse.

O comércio também pode funcionar com retirada e delivery, desde que as entregas das mercadorias sejam feitas sem que o consumidor saia do seu veículo.

As escolas de todos os níveis também estão proibidas de realizar atividades presenciais. Estão liberados apenas os cursos relacionados à área de saúde. “A determinação vale para escolas privadas e públicas, incluindo as estaduais. O prefeito, como autoridade sanitária máxima tem essa prerrogativa e pode implementar medidas mais rigorosas que as estaduais”, explicou Panutto.

As atividades religiosas, como são classificadas como essenciais, poderão ser realizadas, porém, com limitação de horário e público. O funcionamento dos templos e igreja terá que ser encerrado às 20h e a capacidade de ser de até 30%.


Serviços municipais


Nos serviços municipais também haverá mudanças. No Paço Municipal haverá restrição de circulação e a capacidade será limitada a 30%. Os servidores voltarão a realizar teletrabalho e no prédio deverá ter apenas 30% dos funcionários por setor.



Os parques públicos e praças de esportes também permanecerão fechadas durante a Fase Vermelha. Atividades que gerem aglomeração também estão proibidas.



Apelo


O secretário de Saúde, Lair Zambon, fez um apelo à população e pediu apoio neste momento. “Neste momento, temos que pedir o máximo de cooperação da população. Eu sei que todo mundo será sacrificado nos próximos 14 dias, mas nós temos que olhar para a situação que estamos vivendo”, disse. “Por favor, nos ajudem a diminuir o alto contágio que nós estamos tendo, no sentido de salvar vidas”, completou.

No encerramento da live, o prefeito afirmou que as ações foram extremamente discutidas e embasadas. “Temos certeza que é o correto a se fazer hoje. Temos que nos pautar pelo que é certo, pela proteção à vida”, finalizou Dário.

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