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Ceasa Campinas terá feira de produtos orgânicos todos os sábados

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A Ceasa Campinas irá contar, a partir do próximo dia 14 de julho, aniversário de Campinas, com uma feira de produtos orgânicos, que será realizada todos os sábados, no píer do Mercado de Flores, próximo ao Varejão da Ceasa. A iniciativa é uma parceria inédita entre a central de abastecimento e a ANC (Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região), e atende a uma demanda cada vez maior da população por produtos orgânicos, preenchendo uma lacuna na variedade de ofertas do entreposto.

 

A feira – batizada de Ceasa Orgânico – vai reunir cerca de 10 produtores e comerciantes, todos associados da ANC, localizados nas cidades de Americana, Limeira, Corumbataí, Itatiba, Espírito Santo do Pinhal, Amparo, Jaguariúna e Mogi Guaçu. Serão comercializados legumes, frutas e hortaliças, além de ovos, laticínios, arroz, feijões, tubérculos, geleias, pães e bolos, todos com certificação orgânica. Também haverá uma banca institucional para informações sobre agricultura orgânica.

 

Para o diretor-presidente da Ceasa Campinas, Wander Villalba, a criação da feira dará mais espaço para pequenos e médios produtores. “Ao mesmo tempo, traremos para dentro da Ceasa Campinas um outro conceito de produção e de produtor, que é o orgânico, que abrange um público específico e que vai proporcionar a vinda de mais pessoas para cá. Assim, a Ceasa cumpre o seu papel público, que é o de abrir espaço para o médio e o pequeno produtor, valorizando os produtores de Campinas e região e, ao mesmo tempo, atendendo os consumidores dos orgânicos”, disse Villalba.

 

O engenheiro agrônomo da Ceasa Campinas, Ricardo de Oliveira Munhoz, que coordena o projeto de implantação da Ceasa Orgânico, avalia que a nova feira será uma oportunidade para que o consumidor de orgânicos possa comprar direto dos produtores. “Também é uma oportunidade ao consumidor de produtos convencionais, que já frequenta o nosso Varejão aos sábados, de poder comprar orgânicos. Essa feira nos aproxima ainda mais da missão de comercializar produtos cada vez mais saudáveis”, disse.

 

Segundo a ANC, atualmente há 120 propriedades e famílias certificadas ou em processo de certificação orgânica, que atuam em mais de 30 municípios na região de Campinas, produzindo, principalmente, verduras, legumes, frutas e também ovos, laticínios, panificação, dentre outros produtos.

 

“Essa oportunidade de mais uma feira da ANC, junto com a Ceasa Campinas, é uma iniciativa muito importante para os produtores tentarem mais um canal de comercialização nesta importante cidade, onde pretendemos atuar também na conscientização da comunidade para temas como saúde e qualidade de vida”, disse a secretária da ANC e engenheira agrônoma, Maria Elisa von Zuben Tassi.

 

 

 

Associação

 

A ANC é uma associação de produtores orgânicos e apoiadores que surgiu em 1991, inicialmente com a demanda de se comercializar produtos ecológicos na região de Campinas. Hoje, além das feiras orgânicas, também atua com a certificação participativa (ou Sistema Participativo de Garantia – SPG), em que os produtores, em grupos, realizam visitas regulares para avaliação da conformidade orgânica, dentre outras atividades.

 

A ANC é responsável por três feiras ecológicas que acontecem em Campinas, além de participar de outras na capital paulista. Nesse sentido, tem apoiado e incentivado as feiras de produtos orgânicos, onde podem ser encontradas grande variedade de verduras, legumes, frutas de época, cultivadas sem utilização de insumos proibidos pela legislação (vigente desde 2003), além de alimentos como pães, geleias e laticínios processados. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.anc.org.br.

 

 

SERVIÇO

 

Inauguração da Feira Ceasa Orgânico

 

Data: 14/07/2018

 

Horário: 8h

 

Funcionamento: todos os sábados, das 8h às 13h

 

Local: píer do Mercado de Flores da Ceasa Campinas

 

Realização: Associação de Agricultura Natural de Campinas e Região e Ceasa Campinas

 

 

 

 

 

 

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Vereador cobra informações sobre trechos defeituosos nos corredores do BRT

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O vereador Rodrigo da Farmadic (DEM) protocolou requerimento à prefeitura pedindo explicações em relação a trechos do BRT (Bus Rapid Transit) que considera defeituosos. “Diante dos relatos que tenho recebido sobre buracos e problemas na pavimentação de alguns pontos da obra do BRT, requeiro informações sobre as providências que devem ser tomadas pela empresa responsável pelas obras. Sabemos que o BRT é uma obra que vai trazer um benefício inestimável à mobilidade urbana, mas não podemos deixar que efeitos colaterais prejudiquem a população”, diz.

Para o parlamentar, o Executivo deve providenciar imediatamente os consertos e ajustes necessários, antes mesmo da inauguração da totalidade da obra.  “Entendemos que os reparos devem ser feitos imediatamente após a constatação dos danos, priorizando a utilização das melhores práticas construtivas e minimizando o impacto aos motoristas que já vêm sofrendo com estes buracos e falhas”, afirma.

No requerimento, Farmadic solicita informações sobre o procedimento adotado no canteiro de obras em relação a anomalias (buracos, fissuras, depressões, desmanche) aferidas na pavimentação em decorrência das obras do BRT. Ele também questiona em que prazo a manutenção deve ocorrer.

“Também queremos saber qual é a disposição contratual específica aplicável em face da empresa responsável, quanto à manutenção das anomalias aferidas nas vias liberadas para trânsito. E, considerando a recorrência dos problemas reportados, se há controle efetivo de fiscalização sobre as práticas de engenharia e materiais utilizados pela empresa responsável”, afirma.

Por fim, conclui o vereador, caso a resposta a este último questionamento seja afirmativo, a prefeitura deve informar se o controle e as práticas estão de acordo com os parâmetros estabelecidos pela Municipalidade.

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Primeira vacinada do país, enfermeira Mônica Calazans ajuda a salvar vidas em SP

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A enfermeira Mônica Calazans, 54, é a primeira brasileira imunizada com a vacina do Butantan contra a COVID-19 no país. Mulher, negra e com perfil de alto risco para complicações provocadas pelo coronavírus, não deixou de atuar nos hospitais da capital paulista para ajudar a salvar vidas. Para Mônica, a campanha de imunização é uma oportunidade de recomeço para toda a população do Brasil.

“Não é apenas uma vacina. É o recomeço de uma vida que pode ser justa, sem preconceitos e com garantia de que todos nós teremos as mesmas condições de viver dignamente, com saúde e bem-estar”, afirmou a enfermeira, que é obesa, hipertensa e diabética.

Em maio, quando a primeira onda da pandemia entrava na fase de pico em São Paulo, Mônica decidiu se inscrever para vagas de enfermagem com contrato por tempo determinado. Entre vários hospitais, escolheu trabalhar no Instituto de Infectologia Emílio Ribas mesmo sabendo que estaria no epicentro do combate ao coronavírus. “A vocação falou mais alto”, afirmou.

Residente em Itaquera, na zona leste da capital, Mônica trabalha em turnos de 12 horas, em dias alternados, na UTI do Emílio Ribas, hospital de referência para casos graves de COVID-19. O setor tem 60 leitos exclusivos para o atendimento a pacientes com coronavírus, com taxa de ocupação média de 90%.

Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e decidiu fazer faculdade já numa fase mais madura, obtendo o diploma aos 47 anos. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito na pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona,” disse.

Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos, e cuida da mãe, que aos 72 anos vive sozinha em outra casa. Por isso, Mônica é minuciosa nos cuidados de higiene e distanciamento tanto no trabalho quanto em casa – até agora, nenhum dos três foi contaminado pelo coronavírus. Apesar disso, Mônica viu a COVID-19 afetar sua família quando o irmão caçula, que é auxiliar de enfermagem e tem 44 anos, ficou internado por 20 dias devido à doença.

Apesar da rotina intensa, a enfermeira mantém o otimismo e o equilíbrio emocional. Torcedora do Corinthians, Mônica aproveita as folgas no hospital para assistir aos jogos do clube de coração. Ela também é fã de de séries de TV e das canções de Seu Jorge, artista favorito da enfermeira.

Mônica se apoia na fé para manter a confiança e faz orações diariamente por si própria, familiares, colegas do trabalho e, principalmente, pelos pacientes. “Eu tenho sempre em mente que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim. Tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que também me ajuda é o prazer que sinto com o meu trabalho”, concluiu.

Primeira vacinadora

A primeira vacinadora do Brasil também é mulher e enfermeira. Jéssica Pires de Camargo, 30, atua na Coordenadoria de Controle de Doenças e mestre em Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo.

Com histórico de atuação em clínicas de vacinação e unidades de Vigilância em Saúde, Jéssica já aplicou milhares de doses em campanhas do SUS contra febre amarela, gripe, sarampo e outras doenças. Para Jéssica, o início da vacinação contra a COVID-19 é um marco histórico na própria carreira e, sobretudo, para o Brasil.

“Não esperava ser a pessoa a aplicar esta primeira dose. Isto me enche de orgulho e esperança de que mais pessoas sejam protegidas da COVID-19 e que outros colegas de profissão possam sentir a mesma satisfação que sinto ao fazer parte disso. São mais de 52 mil profissionais de saúde mobilizados nesta campanha e cada um deve receber o devido reconhecimento”, afirmou Jéssica.

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Profissionais de saúde na linha de frente terão prioridade na vacinação

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