Campinas tem mais de 60 contêineres queimados ou furtados em quatro meses
Até abril de 2026, Campinas registrou 67 contêineres da coleta mecanizada de lixo furtados ou queimados. Em todo o ano passado, foram 207 ocorrências. Recentemente, uma unidade foi queimada na avenida Senador Saraiva, quando um homem não identificado incendiou o dispositivo que estava na calçada.
O crime ocorreu na madrugada entre os dias 29 e 30 de abril e foi registrado por câmeras de segurança. Até o momento, não há informações sobre o autor. Nas imagens do circuito de segurança, é possível observar o homem se aproximando do contêiner e, após alguns segundos, ateando fogo ao material. Em seguida, surge um clarão e o indivíduo foge. Por fim, uma moradora do prédio em frente aparece tentando apagar as chamas com um balde.
Uma equipe do Departamento de Limpeza Urbana (DLU) foi ao local para realizar a lavagem da calçada e a limpeza da área. Um novo dispositivo já foi instalado no ponto atingido.
Dados mostram falta de conscientização
Em 2025, foram registradas 207 ocorrências envolvendo contêineres: 105 furtos e 102 casos de vandalismo por fogo. Cada equipamento tem um custo aproximado de R$ 2 mil para a Campi Ambiental, empresa que presta o serviço de limpeza na cidade. Vale ressaltar que a Prefeitura não repassa valores adicionais ao contrato para cobrir este tipo de sinistro.
Coleta mecanizada
Implementado em Campinas em 2014, o sistema de coleta mecanizada conta hoje com cerca de 8 mil equipamentos distribuídos por 56 bairros. O modelo apresenta vantagens como a otimização do serviço, a possibilidade de depositar o lixo a qualquer momento, menor contato humano com os resíduos e a proteção contra a ação de animais.