Campinas registra queda de 60% no número de mortes em vias urbanas
O primeiro bimestre de 2026 foi encerrado com saldo positivo de preservação da vida no trânsito campineiro. Nas vias urbanas, onde a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) tem gestão, foram seis vidas salvas: houve queda de 60% nos óbitos em relação ao mesmo período de 2025. Foram quatro vidas perdidas entre janeiro e fevereiro de 2026, contra dez no período equivalente do ano passado.
Os dados compõem o Boletim Informativo de Óbitos no Trânsito da Emdec, que desde o início de 2026 passou a considerar como vítima fatal aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente).
Pedestres e motociclistas se mantêm como os que mais morrem no trânsito de Campinas, com duas mortes em cada grupo. Neste primeiro bimestre, eles foram as únicas vítimas fatais. O município não computou, em vias urbanas, mortes de condutores de outros veículos ou ciclistas em 2026.
As duas mortes de motociclistas ou garupas representaram uma queda de 67% e quatro vidas salvas no período. No primeiro bimestre de 2025, foram seis óbitos.
Entre os pedestres, a redução nas mortes foi de 33% no período acumulado: uma morte a menos do que em 2025.
Confira a relação dos locais onde ocorrem os óbitos em vias urbanas:
– Av. Carlos Lacerda | Motociclista.
– R. Achilles Bertoldi | Motociclista.
– R. José Paulino | Pedestre.
– R. Sérvulo Henrique Barreto | Pedestre.
Em vias urbanas e rodovias, seis mortes a menos
Índices positivos também foram alcançados quando se considera a soma das mortes registradas em vias urbanas e rodovias. Foram 12 óbitos em janeiro e fevereiro de 2026 e 18 no mesmo período de 2025 – seis vidas salvas.
Entre as 12 mortes, 55% (sete) eram motociclistas, 27% eram pedestres (três) e 18% (dois) eram ocupantes de outros tipos de veículos.
Pelo monitoramento de óbitos realizado pela Emdec, houve uma atualização no total de mortes registradas em 2025. Foram 142 vidas perdidas – 74 em vias urbanas e 68 em rodovias. Esse número é 5% menor do que o ano anterior, quando 150 pessoas morreram. A atualização considerou que uma das vítimas fatais tinha como causa infarto agudo do miocárdio, sem relação direta com o sinistro de trânsito.
Fatores de risco
Das quatro vidas perdidas em vias urbanas, duas tiveram as causas analisadas. Um dos óbitos foi causado pelo comportamento do pedestre. A outra morte teve três fatores de risco envolvidos: velocidade, falta de habilitação e falta de capacete.
O Boletim Mensal Informativo de Óbitos no Trânsito está disponível no site da Emdec, na seção “Cadernos de Acidentalidade”.
Esforços para salvar vidas
Os dados demonstram efetividade das ações contínuas realizadas pela Emdec para promover segurança viária e salvar vidas.
“A fórmula que temos adotado envolve estratégia baseada em dados e recorrência: operações de fiscalização, quase que diárias, em conjunto com as forças de segurança para identificar condutas de risco e retirar das ruas veículos que comprometem a segurança viária; campanhas educativas para conscientizar todos os atores do trânsito; reforço da sinalização viária, ampliação da acessibilidade e obras de geometria”, explica o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Confira o balanço dessas ações nos dois primeiros meses de 2026:
Fiscalização:
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50 Operações Integradas e 1,4 mil condutas de risco identificadas;
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8 “Operações pela Vida” e mais de 4 mil testes de alcoolemia realizados;
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1 radar remanejado.
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Sinalização:
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30 mil m² de sinalização horizontal (solo);
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1 mil placas implantadas;
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65 rampas de acessibilidade executadas.
Educação para mobilidade:
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40 ações educativas;
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7,4 mil pessoas impactadas.
Mudança metodológica
Em 2026, o critério de análise dos óbitos no trânsito adotado pela Emdec mudou. Campinas passou a considerar como vítima fatal no trânsito aquelas que falecem em até 30 dias após o sinistro (acidente). Até o ano de 2025, a Emdec utilizava um parâmetro distinto do amplamente adotado, que considerava óbitos até 180 dias após a ocorrência.
O parâmetro de cálculo do tempo de sobrevida está alinhado às normas nacionais e padrões internacionais adotados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Ministério da Saúde (Programa Vida no Trânsito). Também é utilizado pelo Sistema de Informações Gerenciais de Sinistros de Trânsito (Infosiga), ferramenta oficial adotada no Estado de São Paulo, vinculado ao Detran-SP. A readequação permite comparações mais realistas com as estatísticas já consolidadas utilizadas em outros municípios.