Campinas faz reunião intersetorial no Prefeitura para ampliar o aleitamento materno

Amamentar mais e por mais tempo é um desafio que Campinas continua perseguindo. 
ara traçar novos caminhos, representantes de secretarias municipais, universidades e entidades ligadas à saúde e à alimentação se reuniram na segunda-feira, 27 de abril, no Paço da Prefeitura, na Oficina de Planejamento para Fortalecer o Aleitamento Materno em Campinas.
 
O encontro foi organizado pelo Comitê Técnico de Educação Alimentar e Nutricional e Ações de Alimentação e Nutrição em todos os níveis da Atenção à Saúde, vinculado à CAISAN (Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional, de nível municipal). A proposta era planejar novas ações, além das já existentes, para ampliar o alcance do poder público junto à sociedade no tema.
 
“O aleitamento materno precisa ser tratado como uma responsabilidade compartilhada. Quando falamos de amamentação, falamos também de rede de apoio, segurança alimentar, proteção social, trabalho, educação e cuidado com a primeira infância”, afirmou Vandecleya Moro, secretária de Desenvolvimento e Assistência Social. 
 
O aleitamento materno é reconhecido como uma das formas mais seguras, eficazes e econômicas de alimentação infantil. Dentro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), a amamentação está vinculada à boa nutrição, à segurança alimentar e à redução de desigualdades.
 
Campinas já conta com instrumentos legais para apoiar essa prática. A Lei Municipal nº 16.786, de 2 de setembro de 2025, instituiu a 
Campanha Agosto Dourado, dedicada à conscientização sobre a importância do aleitamento materno e da doação de leite materno. O município também mantém, há anos, um Comitê de Aleitamento Materno.
 
Mesmo com esse arcabouço, os dados indicam que há espaço para avançar. As dificuldades não se limitam à informação. Há questões de logística ocupacional e de suporte nas creches, além de desafios no apoio às mães que amamentam no ambiente de trabalho.
 
A oficina reuniu a vice-presidente da CAISAN, Mariana Maia, e o diretor de Políticas Públicas para a Primeira Infância Campineira (PIC), Thiago Ferrari. A presidente do COMSEA (Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional), Renata Marques, também esteve presente.
 
Participaram ainda representantes das Secretarias de Saúde, Educação, Desenvolvimento e Assistência Social, da Ceasa Campinas, da Maternidade de Campinas e das universidades Unicamp, Unimetrocamp e Unip.
 
A composição intersetorial reflete a aposta do encontro: o aleitamento materno não é problema apenas de saúde. Ele cruza educação, trabalho, assistência social e abastecimento alimentar.
 
Exit mobile version