Campinas divulga 2º Alerta Arboviroses e amplia vigilância contra a dengue

A Secretaria de Saúde de Campinas divulgou nesta quinta-feira, 8 de janeiro, o 2º Alerta Arboviroses Campinas de 2026. O documento informa que 23 bairros estão com alto risco de transmissão de dengue e, por isso, as ações de controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, a zika e a chikungunya, serão intensificadas.
 

As áreas com alto risco de transmissão são:
 

– Leste: Vila Miguel Vicente Cury, Vila Costa e Silva, Parque Brasília.

– Noroeste: Conjunto Habitacional Parque Floresta, Conjunto Residencial Parque São Bento, Loteamento Residencial Novo Mundo, Jd. Novo Maracanã.

– Norte: Vila Itália, Vila Proost de Souza, Vila Teixeira, Vila lapi, Jardim Magnólia, Jardim do Vovô, Residencial Parque Bandeirantes.

– Sudoeste: Jardim Shangai, Recanto do Sol 1, Jardim Mercedes.

– Sul: Jardim Monte Cristo, Parque Oziel, Jardim do Lago, Vila Pompéia, Cidade Jardim.

– Suleste: Jardim São Gabriel, Jardim São Vicente, Vila Formosa, Jardim Bom Sucesso, Jardim Centenário, Fundação Casa Popular, Parque Industrial.
 

O objetivo do alerta é estimular a população a intensificar a verificação de criadouros em casa e orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença. Além disso, reforça a importância de que os moradores das áreas que vão receber as ações intensificadas, recebam os agentes que estão trabalhando nos bairros. As orientações valem para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que não aparecem nesta edição.
 

A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por causa de imóveis sem acesso, densidade populacional e a comunicação sobre ações dos agentes. O alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material.
 

Participação da sociedade
 

A luta contra as arboviroses exige uma contrapartida de toda a sociedade. A Prefeitura mantém um programa de controle e prevenção da doença. Mas cada cidadão precisa fazer a sua parte, destinando corretamente os resíduos e evitando criadouros. Levantamento da Secretaria de Estado de Saúde aponta que 80% dos criadouros estão dentro de casa.
 

Para acabar com a proliferação do mosquito é preciso evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos. Os vasos de plantas devem ter a água trocada a cada dois dias e o pratinho deve ser retirado, ou limpo com bucha, água e sabão a cada 7 dias. É importante, também, vedar a caixa d’água. Os vasos sanitários que não estão sendo usados devem ficar fechados.
 

Dúvidas sobre a identidade dos agentes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).
 

O que foi feito em 2025:

– Controle de criadouros: 1.390.234 visitas a imóveis (até 22/12)

– Nebulização costal: visitas a 236.412 imóveis (até 22/12)

– Nebulização veicular: 9,5 mil imóveis contemplados (até 22/12)

– 12 mutirões (até 19/12)

– 53.002 toneladas de resíduos retirados em ações (até 20/12)

– 137 lideranças de bairros capacitadas (de dezembro de 2024 a 7/6) com 6 capacitações de aprofundamento de conhecimento de junho a novembro de 2025

– 250 servidores brigadistas

– 300 servidores capacitados

– Monitoramento de pacientes com suspeita de dengue: 179.450 (desde fevereiro de 2024 até 16 de dezembro de 2025)

– 53 capacitações para profissionais de saúde

– Instalação de armadilhas contra o Aedes aegypti em pontos estratégicos
 

Mais informações no https://dengue.campinas.sp.gov.br

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