Academia Campinense de Letras celebra 70 anos com apresentação da Sinfônica e teatro lotado

Os 70 anos da Academia Campinense de Letras (ACL) foram celebrados em clima de emoção, música e reconhecimento na noite deste sábado, 23 de maio, em Campinas. Um bom público lotou a Sala de Espetáculos Luís Otávio Burnier, no Centro de Convivência Cultural de Campinas (CCCC) “Carlos Gomes”, para assistir a Orquestra Sinfônica, que se apresentou em homenagem à instituição.

Sob regência do maestro Júlio Medaglia e participação da soprano Marília Carvalho como solista, o espetáculo reuniu obras de Beethoven, Carlos Gomes e a composição “Requinta Maluca”, do próprio Medaglia.

O prefeito de Campinas, Dário Saadi, acompanhou a apresentação ao lado da primeira-dama Maria Giovana Fortunato e ressaltou a importância histórica da Academia Campinense de Letras para a cidade. Segundo ele, a ACL exerce há sete décadas um trabalho fundamental de estímulo à literatura e à leitura. “Nós temos que trazer às novas gerações o gosto pela leitura profunda, de mais conteúdo, e a ACL tem um papel fundamental nisso”, afirmou.

Logo na abertura do concerto, Júlio Medaglia destacou a ligação entre música e literatura e o significado da homenagem à ACL. O maestro lembrou sua atuação na Academia Paulista de Letras, onde ocupa a cadeira de Mário de Andrade. “Eu acho que poucas artes no mundo têm essa capacidade, tanto a literatura quanto a música, de abranger tantos componentes de naturezas culturais e humanas e fazer o ser humano um pouco mais feliz nesta vida de tanta luta que a gente tem”, afirmou.

A presidente da Academia Campinense de Letras, Ana Maria Melo Negrão, subiu ao palco antes do concerto acompanhada pelas autoridades presentes e destacou a trajetória da instituição e a emoção de celebrar os 70 anos da entidade em uma noite dedicada às artes. Ana Maria ressaltou o papel da ACL como espaço de incentivo à literatura, à leitura e à descoberta de novos talentos. Segundo ela, a Academia mantém as portas abertas à população de Campinas, da Região Metropolitana e também às demais academias literárias.

Honra ao Mérito

Durante a cerimônia, o presidente da Câmara Municipal de Campinas, Luiz Rossini, entregou à presidente da Academia Campinense de Letras, o diploma de honra ao mérito “Manuel Ferraz de Campos Salles”, concedido à instituição em reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo de sete décadas na promoção da literatura e na preservação da memória e da identidade cultural de Campinas. “Mais do que um reconhecimento, esta homenagem é um agradecimento por toda a contribuição da ACL à cultura da nossa cidade”, destacou Rossini.

O concerto contou ainda com a presença da secretária municipal de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, e do diretor da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, Wanilton Mahfuz, que participaram da abertura oficial. O secretário de Chefia de Gabinete, Aderval Fernandes, e o general Deocleciano José de Santana Netto, comandante da 11ª Brigada de Infantaria Mecanizada (Brigada Anhanguera) do Exército Brasileiro, também acompanharam a apresentação.

Evento também lembrou o Maio Amarelo

Os músicos da Orquestra usaram pequenos laços amarelos em uma ação que demonstrou apoio ao Maio Amarelo, movimento internacional que visa preservar a vida no trânsito, por meio de ações coordenadas entre poder público e sociedade civil. A programação completa do Maio Amarelo em Campinas está disponível no hotsite http://www.emdec.com.br/eficiente/sites/portalemdec/pt-br/site.php?secao=maioamarelo.

A Academia Campinense de Letras

A Academia Campinense de Letras foi fundada em 17 de maio de 1956 pelo professor e filólogo Francisco Ribeiro Sampaio, ao lado de intelectuais da cidade. Inspirada no modelo da Academia Brasileira de Letras, a entidade reúne quarenta cadeiras vitalícias ocupadas por escritores, pesquisadores e representantes da cultura campineira.

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