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Geral

A cegueira e a violência contra as mulheres

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A Lei Maria da Penha, é uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência contra as mulheres. Entretanto, para que a violência contra a mulher seja realmente combatida, a lei precisa ser efetivada.

Além do esclarecimento à população sobre seus dispositivos e meios de acessá-la, é necessário que os operadores do direito estejam preparados para aplicá-la. O que passa por sua formação acadêmica e profissional, que deveria incorporar conteúdos que conectem as questões de gênero com as violências sofridas pelas mulheres.

Em 2007, uma adolescente ficou presa por 26 dias em uma cela com 30 homens, no Pará. Acusada de furtar um celular, foi estuprada repetidas vezes, todos os dias do encarceramento. O delegado responsável alegou que informou à juíza que, por sua vez, declarou não ter sido avisada. Nesse jogo de empurra, a menina foi duplamente punida.

Dia desses, uma mãe de três filhos foi morta a tiros pelo ex-marido, quando saía do trabalho, após ter procurado a Justiça e ter seu pedido de medida protetiva negado. O caso havia sido registrado como injúria e não ameaça, crime que encontra guarida na Lei Maria da Penha.

Recentemente a justiça paulista absolveu um pai que espancou violentamente a filha de 13 anos, que perdera a virgindade. A menina sofreu lesões profundas provocadas por um fio de televisão, e teve os cabelos cortados. Ao analisar o caso, o juiz entendeu que o espancamento foi um ato de “proteção de pai”, mero exercício de correção.

E, assim, dia após dia, nos deparamos com decisões de juízes que mandam soltar homens que ejaculam em mulheres no transporte público. Em alguns casos, os agressores são reincidentes, já foram detidos cometendo o mesmo crime, mas, na certeza da impunidade, seguem fazendo novas vítimas.

Esses são apenas alguns dos muitos casos de injustiça praticados contra as mulheres. A dor da violência é amplificada quando esbarra na impunidade, quando se afoga na injustiça. É preciso enfatizar incessantemente que os operadores de direito precisam olhar para os casos de violência contra a mulher de modo diferente, com imparcialidade e sem sexismo.

Ana Perugini é deputada federal pelo PT/SP, coordenadora-geral da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres no Congresso Nacional e 2ª coordenadora-adjunta da Bancada Feminina da Câmara Federal

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Prefeito acompanha situação das UTIs para casos de Covid em Campinas

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O prefeito Dário Saadi visitou o hospital Ouro Verde na manhã deste sábado, dia 23 de janeiro, para acompanhar a situação dos leitos de UTI do SUS Municipal. Durante a madrugada, a ocupação chegou a 100% dos leitos na rede municipal. No final da manhã, por conta de alta, três leitos já tinham sido liberados. Entre os leitos de enfermaria, estavam disponíveis oito vagas, mas com pessoas aguardando. “Estamos acompanhando 24 horas o percentual de ocupação dos leitos”, salientou o prefeito. “Isso é um processo muito dinâmico, as altas vão acontecendo e novos pacientes vão chegando”, disse Dário.


O prefeito disse também que a Administração está providenciando a abertura de mais 15 leitos na rede municipal e solicitando ao Estado que a Unicamp também libere mais leitos para tratamento de pacientes Covid. Semana passada, a Prefeitura recebeu do Estado um aporte de R$ 12 milhões para investir nas UTIs Covid e um comprometimento de ampliação de vagas no hospital da Unicamp. “Temos condições de abrir novos leitos. A Unicamp deve ampliar em mais 13 leitos e o SUS Municipal mais 15, com isso chegaremos a 128 vagas de UTI disponíveis”, informou Dário.

Na manhã deste sábado (23/01), Campinas conta com um total de 90 leitos de UTI no SUS Municipal e 132 na rede particular, que está com cerca de 80% de ocupação. O hospital Ouro Verde é o maior depois de São Paulo em disponibilidade de leitos UTI e enfermaria Covid no Estado, com 40 vagas na terapia intensiva e 46 na enfermaria.


Apelo

Com a situação crítica dos leitos, o prefeito pediu a colaboração e a compreensão da população neste momento, evitando aglomerações, mantendo o distanciamento social e a higienização das mãos e uso de máscaras. Ele também enfatizou que a responsabilidade deve ser principalmente dos jovens, que, apesar de apresentarem um percentual baixo de gravidade, acabam levando o vírus para casa e transmitindo aos mais velhos. “Também entendemos a situação do setor produtivo da cidade, bares, restaurantes, mas devemos priorizar a vida”, completou.
 

Vacinação


Até a manhã deste sábado, 3.362 doses da vacina contra a Covid já tinham sido aplicadas nos profissionais que trabalham diretamente na assistência dos casos de Covid-19 em hospitais públicos, privados, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Samu.

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Segundo a Secretaria de Saúde de Monte Mor, foram realizados 66 novos exames

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corona

A Secretaria de Saúde de Monte Mor informa que hoje (22) foram confirmados 5 novos casos de Covid-19 no município. Também foram realizados 66 novos exames.

A soma de exames realizados até o momento é de 7333 (sete mil trezentos e trinta e três), sendo 5183 (cinco mil cento e oitenta e três) casos negativos, e 2058 (dois mil e cinquenta e oito) casos positivos. São 72 (setenta e duas) pessoas esperando o resultado.

O número de pessoas curadas é de 1999 (mil novecentos e noventa e nove). Os casos de óbitos são de 50 (cinquenta) pessoas, outras 9 (nove) pessoas estão hospitalizadas, e 127 (cento e vinte e sete) estão em isolamento domiciliar.

A secretaria de saúde lembra a todos a importância do uso de máscara, a higienização das mãos com água e sabão ou álcool em gel e o distanciamento social.

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Campinas prevê vacinar mais de 2 mil nos 2 primeiros dias de imunização

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Setecentos profissionais que trabalham na assistência direta a pacientes com Covid-19 foram vacinados contra a doença na quinta-feira, 21 de janeiro, no primeiro dia de imunização na Rede Municipal de Saúde de Campinas. Nesta sexta-feira, dia 22, a previsão é vacinar mais 1.440 pessoas nas unidades da Rede Mário Gatti, o que vai resultar em 2.140 vacinados em dois dias. A informação foi divulgada pelo prefeito Dário Saadi em transmissão ao vivo na internet na tarde desta sexta .

A vacinação ocorre até 22h para que os funcionários não precisem se deslocar fora do seu horário de trabalho para tomar a dose.

Em toda a rede serão 4.140 pessoas vacinadas no total. Estão incluídos nesse contingente os dois hospitais municipais – Mario Gatti e Ouro Verde, o Samu e as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Campo Grande, Carlos Lourenço, São José e Anchieta Metropolitana.

“Como todo mundo sabe, nós recebemos 24,9 mil doses da vacina CoronaVac, do Butantan. Os critérios de distribuição foram os definidos pelos Ministério da Saúde e Secretaria de Estado de Saúde, priorizando os profissionais que atuam na linha de frente”, disse o prefeito.

Todas essas vacinas estão sendo aplicadas como primeira dose. A segunda já está provisionada pelo governo do Estado. A distribuição aos hospitais privados também está sendo realizada.
Até o presente momento estamos indo bem. Espero que Campinas continue fazendo essa vacinação com critério e com justiça. Isso é muito importante”, afirmou o prefeito.

Agendamento
Não há previsão da data em que será iniciado o agendamento para os outros grupos da primeira fase. A definição depende das vacinas que a cidade receberá. A prioridade é a imunização de quem atua no atendimento a pacientes com o novo coronavírus.
Quando a cidade receber novas doses, a prefeitura vai divulgar as ferramentas para facilitar o agendamento.

Centros de Imunização
As vacinas serão aplicadas em cinco centros de imunização (há possibilidade de ampliação), um por região:
– Casa da Criança Paralítica – Rua Pedro Domingos Vitali, 160 – Parque Itália (região sul)
– Naed Noroeste – Avenida Ibirapuera, s/nº, Jardim Londres (região noroeste);
– Centro de Vivência do Idoso – Lagoa do Taquaral – portão 5 (região leste);
– Círculo Militar – Avenida Getúlio Vargas, 200. Jardim Chapadão (região norte);
– Caic Sudoeste – Rua José Augusto de Mattos, s/nº, Vila União (região sudoeste

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