MiniCOP de Campinas reúne crianças e educadores para discutir meio ambiente e mudanças climáticas

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Como tornar as crianças protagonistas na construção de uma cidade mais sustentável e preparada para as mudanças climáticas? Essa é a proposta da 2ª MiniCOP de Campinas, que será realizada na segunda-feira, 19 de outubro, das 13h às 17h, no Centro de Eventos da Secretaria Municipal de Educação (SME), no Jardim do Vovô. Integrada à programação da Semana da Criança da Prefeitura, a iniciativa tem expectativa de reunir cerca de 500 participantes, entre estudantes e educadores ambientais.

O evento busca aproximar as crianças das questões ambientais e climáticas presentes no cotidiano, especialmente nos territórios onde vivem. Por meio de atividades lúdicas e interativas, a proposta é mostrar que elas podem participar das decisões sobre o futuro da cidade, compartilhar suas percepções e contribuir com o poder público na construção de soluções para os desafios ambientais. As crianças participantes são estudantes das redes municipal e estadual de ensino e têm de 4 a 15 anos de idade.

A programação será organizada em oito estações temáticas interativas, com atividades sobre recursos hídricos, biodiversidade, mudanças climáticas, resíduos, segurança alimentar, proteção animal, queimadas e saúde. Além de conhecer os temas, os participantes poderão apresentar sugestões que serão reunidas em um documento final, que será encaminhado a órgãos públicos e diferentes setores da sociedade para subsidiar futuras ações.

Nesta edição, a participação dos professores será ampliada, com o objetivo de incentivar a incorporação das questões ambientais e climáticas às práticas pedagógicas, especialmente no trabalho com crianças da primeira infância e da primeira infância estendida.

Geração preparada

Para o secretário do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), Braz Adegas Júnior, a miniCOP Campinas representa um passo estratégico na formação de crianças e adolescentes como protagonistas da ação climática, capazes de mobilizar famílias e comunidades. “Mais do que conscientizar, queremos formar uma geração preparada para contribuir efetivamente com a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas. Investir nesse protagonismo é fortalecer, desde agora, a construção de uma cidade mais resiliente, sustentável e comprometida com as próximas gerações.”

Segundo a secretária-adjunta do Clima, Marcela Pupin, o evento é uma oportunidade de dar voz às crianças e adolescentes, incentivando o protagonismo juvenil e a consciência ambiental. “Queremos que eles compreendam os impactos das mudanças climáticas em seus territórios e se reconheçam como agentes de transformação para uma cidade mais sustentável”, afirma.

Parceria que aproxima a primeira infância da agenda climática

A realização da MiniCOP é resultado de uma parceria entre a Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas) e o Plano Municipal pela Primeira Infância Campineira (PIC).

O PIC está estruturado em 12 eixos estratégicos, que consideram a criança como sujeito de direitos e reconhecem a importância de sua relação com a família, a comunidade e o território onde vive. Esses eixos orientam a formulação, a implementação e o monitoramento de políticas públicas articuladas entre diferentes setores, considerando as diversas realidades das crianças.

A proposta também se conecta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, reforçando o compromisso do município com a equidade, a proteção social, a saúde, a educação de qualidade, o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades desde os primeiros anos de vida.

Essa integração ganha importância diante dos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde e a qualidade de vida. Ondas de calor, baixa umidade do ar e eventos climáticos extremos exigem medidas de prevenção e adaptação, especialmente para proteger as crianças pequenas, mais vulneráveis à desidratação, a doenças respiratórias e ao estresse térmico.

Para o coordenador do PIC e diretor de Políticas Públicas para a Primeira Infância de Campinas, Thiago Ferrari, a MiniCOP contribui para a formulação de políticas públicas ao reconhecer as crianças como cidadãs, com direito à participação nas decisões sobre o meio ambiente e o futuro da cidade. “É fundamental ouvir as crianças, pois elas estão entre as mais afetadas pelas mudanças climáticas. Os impactos podem começar ainda na gestação, com riscos como a prematuridade, e se estender ao longo da vida, afetando a saúde e o desenvolvimento”, destaca.

Primeira edição levou a voz das crianças à agenda climática

A primeira MiniCOP de Campinas foi realizada em 2025, na ETECAP, durante a realização  da 3ª Conferência Municipal de Educação Ambiental, evento que reuniu crianças das redes pública e privada de ensino em atividades sobre sustentabilidade, mudanças climáticas e preservação ambiental. A iniciativa criou um espaço participativo para discutir a agenda climática municipal a partir das experiências e percepções das infâncias.

O trabalho apresentou práticas de governança que envolvem as crianças na reflexão e no cuidado com o meio ambiente. A experiência recebeu reconhecimento e foi apresentada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a convite da Frente Parlamentar da Primeira Infância, reforçando a importância de considerar a participação infantil na elaboração de políticas públicas ambientais.

As propostas construídas coletivamente foram sistematizadas e encaminhadas à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), por meio do Instituto Alana. A iniciativa levou as perspectivas das crianças de Campinas a um espaço internacional de discussão climática, ampliando a participação das infâncias nesse debate.

Oito estações temáticas interativas

Na segunda edição, as atividades serão distribuídas em oito espaços temáticos, conduzidos por equipes de instituições municipais e parceiras:

A organização envolve a Seclimas, o PIC, a SME, as Unidades Regionais de Ensino da rede estadual, o Cepagri/Unicamp, as equipes dos Centros de Educação Ambiental, a Sanasa, a Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (SMCT), a Secretaria Municipal de Serviços Públicos (SMSP), a Informática de Municípios Associados (IMA), o WRI, a Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), o Instituto Agronômico (IAC), o Instituto Alana e a Associação de Educação do Homem de Amanhã.

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