Saúde de Campinas amplia atendimentos e registra avanços em indicadores no 2º quadrimestre de 2026

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A Saúde Municipal de Campinas alcançou avanços em atendimentos, indicadores de acesso e qualificação dos serviços entre maio e agosto deste ano, segundo dados do 2º Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2026, apresentados durante audiência na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira, 29 de setembro.

Entre os destaques estão o aumento dos atendimentos e procedimentos realizados pela Atenção Primária à Saúde (APS), a redução da taxa de mortalidade infantil e a ampliação das visitas dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS).

No segundo quadrimestre, a Atenção Primária realizou 1.553.365 atendimentos individuais, ante 1.488.900 registrados no primeiro quadrimestre. O número inclui atendimentos programados e de demanda espontânea, vacinação e visitas realizadas pelos agentes comunitários de saúde (ACS).

As visitas dos ACS passaram de 105.856 para 113.771 no período, enquanto os atendimentos odontológicos aumentaram de 52.763 para 55.937.

A quantidade de procedimentos da Atenção Primária passou de 1.805.190 no primeiro quadrimestre para 1.842.265 no segundo. Do total registrado entre maio e agosto, 184.973 foram procedimentos odontológicos e 1.657.292 corresponderam às demais categorias.

Queda da mortalidade infantil

Entre os indicadores da linha de cuidado materno-infantil, a taxa de mortalidade infantil caiu de 9,64 óbitos para cada 1 mil nascidos vivos para 9,03, permanecendo abaixo da meta anual de 9,99.

“Trabalhamos muito em relação à mortalidade infantil, tivemos discussões, mudamos metodologias e eu estou muito feliz com esse resultado na casa dos 9. Lembrar que esses números são mais significativos ainda porque a [taxa de] mortalidade infantil está relacionada com 1.000 nascidos. Nós estamos com uma diminuição da natalidade no Brasil, mas principalmente em Campinas tem diminuído muito”, apontou o secretário de Saúde, Lair Zambon.

O percentual de recém-nascidos atendidos na primeira semana de vida pela Atenção Primária foi de 51,59%, acima da meta de 35%.

A proporção de gravidez na adolescência ficou em 6,28%, também abaixo da meta de 7%. Já a proporção de nascidos vivos de mães com sete ou mais consultas de pré-natal permaneceu em 80,65%, acima da meta de 80%.

Cobertura vacinal

Na vacinação de crianças menores de dois anos, a cobertura registrada no 2º RDQA foi de 93,06% para a terceira dose da pentavalente, 94,8% para a segunda dose da pneumocócica 10-valente, 93,44% para a terceira dose contra a poliomielite e 95,52% para a primeira dose da tríplice viral.

“Acho que 93% é para comemorar, parabenizar toda a Secretaria de Saúde, a Vigilância [em Saúde]. É impressionante como essas pessoas são competentes e trabalham para isso. Nós estamos procurando as pessoas, estamos fazendo busca ativa, vacinando em shoppings”, destaca o secretário.

Na assistência farmacêutica, a proporção de medicamentos padronizados disponibilizados para Atenção Básica permaneceu em 92%, acima da meta de 90%.

Sem mortes por dengue

Na área de Vigilância em Saúde, o coeficiente de letalidade por dengue permaneceu em zero no período. Também não foram registrados novos casos de Aids em crianças menores de 5 anos.

O número de indústrias de alimentos regularizadas perante a Vigilância Sanitária também aumentou, passando de 46 no primeiro quadrimestre para 52 no segundo, superando a meta anual de 47.

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