O projeto Vozes pela Igualdade de Gênero, em Campinas, encerra nesta sexta-feira, 25 de setembro, o prazo para inscrições no concurso musical que destaca os 20 anos da Lei Maria da Penha com o tema “Se a dor é singular, a voz é coletiva”.
A iniciativa é direcionada para alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e estudantes do ensino médio da rede estadual. Os participantes também podem participar do projeto com poesias e artes visuais.
Os candidatos devem preencher um formulário on-line ou procurar professores das unidades para manifestar o interesse. O link para acessar o regulamento e preencher os dados está em https://forms.gle/XyfF9pae75afNctdA
As escolas começaram a receber as inscrições em 3 de agosto.
O concurso é promovido em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Secretaria Municipal de Educação, Fundação Educar, PUC-Campinas e Secretaria Estadual de Educação. O regulamento também foi atualizado para incentivar as participações.
O que é preciso saber?
Linguagens artísticas
O projeto contempla as seguintes linguagens artísticas: música; poesia, slam e batalha de rimas; e artes visuais. A iniciativa tem como foco os 20 anos da Lei Maria da Penha e os participantes devem observar os fundamentos do projeto, especialmente quanto à relação entre discriminação, sofrimento psíquico e cuidado coletivo.
Organização
Podem se inscrever estudantes, individualmente, ou em grupos de até cinco participantes, sempre com a indicação do professor orientador, sendo que apenas as músicas serão submetidas a um concurso. As demais expressões artísticas participam de uma exposição pública, que será realizada no dia do festival de música no hall de entrada do teatro.
A iniciativa tem as seguintes etapas: inscrição, seleção das músicas e das demais expressões artísticas, votação popular das canções, festival final e exposição artística.
Requisitos
As músicas inscritas precisam ter título, letra da composição, identificação dos participantes, indicação do professor orientador, identificação da escola e link em plataforma digital (quando aplicável).
Além disso, as composições musicais precisam estar em língua portuguesa, respeitar o tema do projeto, possuir título e ser apresentadas em formato de áudio ou vídeo com qualidade audível.
Já os participantes do concurso devem apresentar: autorização dos responsáveis (no caso de quem tiver menos de 18 anos), declaração de autoria e cessão de direitos, ficha de inscrição e eventuais documentos adicionados futuramente pela comissão organizadora.
Uma comissão com representantes das instituições participantes do projeto selecionará dez músicas finalistas.
Critérios de avaliação, votação popular e concurso
Durante a avaliação das músicas, serão considerados critérios como adequação ao tema, comunicação e expressividade, coerência conceitual, qualidade artística, pertinência aos direitos humanos e ao compromisso de enfrentamento às discriminações, além da responsabilidade no cuidado com a saúde mental.
As canções finalistas serão disponibilizadas para votação on-line no período de 1º a 28 de outubro. Será considerada vencedora a canção com maior número de votos.
O festival está previsto para 29 de outubro, no Centro de Convivência Cultural, com apresentação das músicas finalistas, exposição artística e eventuais premiações.
Orientações
A Secretaria de Educação de Campinas orienta os alunos da rede municipal que tiverem dúvidas ou precisarem de mais informações sobre o concurso musical do projeto Vozes pela Igualdade de Gênero a procurar as diretorias das escolas ou entrar em contato pelo Fale Conosco SME, disponível via WhatsApp no número (19) 2515-7100.
Mais iniciativas
O enfrentamento à violência contra as mulheres é um dos compromissos da Educação de Campinas e, por isso, o plano pedagógico de 2026 foi reforçado com ações inovadoras sobre o tema. Uma delas é a realização de debates com alunos de Emefs para fortalecer a igualdade de gênero, a partir da abordagem de temas como o machismo, o desenvolvimento social e emocional dos meninos, além de exemplos de trajetórias de mulheres que marcaram a história em diferentes áreas do conhecimento.
Desde março, a iniciativa foi realizada em 20 escolas e reuniu 1.235 participantes.
