Saúde reforça orientações de prevenção à leptospirose e hepatite A nos períodos chuvosos

A Secretaria de Saúde de Campinas está reforçando as orientações para cuidados na prevenção à leptospirose, à hepatite, assim como outras doenças diarreicas que podem ser transmitidas pela água. As tempestades severas no período do verão, até fim de março, podem resultar em alagamentos de vias e inundações de córregos, o que coloca em risco a saúde de pessoas expostas aos reflexos destas situações.

A Prefeitura entrega hipoclorito de sódio para residentes de imóveis afetados quando é constatado que há risco de transmissão de doenças em virtude do contato com a água potencialmente contaminada. A orientação da Saúde é para que, nestes casos, os moradores acionem a Defesa Civil pelo telefone 199 para avaliação inicial.

Os indicadores das duas doenças mencionados abaixo são gerais e não consideram somente eventual transmissão por água contaminada durante alagamentos.

Leptospirose

2023 – 14 casos confirmados, sendo que 11 tiveram cura. Ocorreram três óbitos.

2024 – 12 casos confirmados, sendo que dez tiveram cura. Ocorreram dois óbitos.

2025 – 8 casos confirmados, sendo que 6 tiveram cura. Ocorreram dois óbitos. 

  

A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina de roedores e que pode estar presente na água suja de alagamentos, lama e esgoto. A urina de outros animais contaminados pela bactéria, como cachorros, também pode transmitir a doença.

O paciente é infectado após contato direto da pele com a urina contaminada. Os sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após a exposição. Os primeiros são febre intensa, dor no corpo e redução na quantidade de urina, além de boca e olhos amarelados.

Hepatite A

2023 – 127 casos

2024 – 119 casos

2025 – 62 casos

A hepatite A é causada por um vírus e a transmissão fecal-oral (contato de fezes com a boca) também pode ser decorrente das águas contaminadas em alagamentos de vias. Há ainda possibilidade de contato entre pessoas próximas, via contato sexual oral ou anal.

Não há tratamento específico para hepatite A e a Saúde reforça o alerta contra a automedicação, uma vez que medicamentos desnecessários ou que são tóxicos ao fígado podem piorar o quadro. Os sintomas iniciais de fadiga, mal-estar, febre e dores musculares podem ser seguidos de enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia. A presença de urina escura ocorre antes do início da fase em que a pessoa pode ficar com a pele e os olhos amarelados. A série de sintomas pode aparecer de 15 a 50 dias após a infecção.

A vacina contra hepatite A faz parte do Calendário Nacional e há recomendação do Ministério da Saúde de dose única para pessoas aos 15 meses.

O imunizante está disponível nas unidades básicas de Campinas. Os endereços e horários de funcionamento estão disponíveis em: https://vacina.campinas.sp.gov.br.

Capacitação de agentes para comunicação de risco

A secretaria também está intensificando a capacitação dos agentes comunitários de saúde para comunicar aos moradores das áreas em que atuam sobre os riscos relacionados a enchentes e alagamentos.

Na página da Saúde é possível encontrar materiais educativos com informações sobre o que fazer caso tenha sintomas após ter contato com água de alagamento, como realizar a limpeza e desinfecção de ambientes com hipoclorito, além de orientações para profissionais de saúde. O acesso é pelo link: https://campinas.sp.gov.br/secretaria/saude/pagina/enchentes-e-alagamentos.

Assistência em saúde

Quem enfrentar situações de alagamentos deve estar atento aos sintomas: diarreia, febre, dor de cabeça, náuseas/vômitos, cólicas abdominais, sangue ou muco nas fezes. A orientação é para que a busca por assistência inicial seja no centro de saúde de referência. Em caso de necessidade há encaminhamento para a rede de urgência e emergência.

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